Tuna Com Elas comemora 25 anos de existência com apresentação de um videoclip inédito

A Tuna Com Elas, a tuna feminina da Universidade dos Açores comemora este fim-de-semana o seu 25º aniversário. Joana Nóia e Vanessa Costa, respectivamente Magister (responsável máxima) e Vanessa Costa, secretária, explicam de que forma será celebrada esta efeméride.
“Sentimos que 25 anos são um marco muito importante na história da tuna e queríamos celebrar esse facto. Vamos fazer, pela primeira vez, um jantar mais formal, nada de muito chique, mas onde vão estar presentes os nossos parceiros de longa data e estarão representados, nomeadamente a Reitoria da Universidade dos Açores, da Câmara Municipal de Ponta Delgada vamos ter a vereadora da Juventude, a Directora Regional do Turismo em representação do senhor Secretário, a Direcção Regional da Juventude, a Junta de Freguesia de São Pedro e o Grupo 80 dos Escuteiros de Portugal. Teremos também as fundadoras da nossa grande tuna, tal como ex-elementos da mesma. Serão cerca 60 pessoas neste jantar, um numero significativo, para aquilo que são os típicos jantares de aniversário da tuna”, destacam. Para além desta vertente gastronómica e de convívio, “será inaugurada, pelas 18h30, a exposição dos 25 anos da tuna. Após os discursos teremos a apresentação de algo inédito, a estreia do nosso videoclip com o nosso tema Insulae, um nome que nos diz muito porque esse é também o nome do nosso festival que se realiza em Novembro”.
Precisamente sobre este festival, “o único festival de tunas femininas nos Açores”, Joana Nóia demonstra a profunda convicção “de que vamos conseguir regressar em grande para a 17ª edição, em 2022, com algumas surpresas que iremos divulgar no devido tempo”.
Tanto Joana Nóia como Vanessa Costa, apesar de ainda pertenceram à tuna, já concluíram os seus estudos (em Psicologia e Biologia, respectivamente).
“Entrei na tuna já no meu terceiro e último ano do curso. Era algo que queria fazer desde o inicio, quando entrei para a universidade, mas não foi possível. Como entrei no terceiro ano é como se tivesse no princípio (risos) e gosto muito do ambiente da tuna. É algo que não temos num ambiente entre amigos e ela permite-nos viajar pelo país, muitas vezes para o estrangeiro e já surgiram até convites de Espanha ou México”, explica Vanessa Costa.
Para além do convívio inerente às tunas académicas, estas também permitem aos novos alunos integrarem-se melhor no ambiente académico, tal como refere Joana Nóia.
“Entrei no meu primeiro ano, ao contrário da Vanessa, mas tinha dúvidas se conseguiria conciliar isso com os estudos. A minha experiência universitária é fantástica e acho que isso é em grande parte por ter integrado a tuna. Considero que para maior parte das pessoas que entram no Ensino Superior é importante dar azo a experiências fora do contexto das salas de aula (…) Desenvolvem-se muitas soft skills que são pedidas no mundo laboral, ao nível de trabalho de equipa, gestão de conflitos, do desenrasque puro e duro e obriga-nos a uma gestão de tempo muito adequada. O convívio e o ambiente é algo que não é fácil de descrever, é um espírito alegre e descontraído”, considera.
Destacando que “surpreendentemente” a adesão à tuna não sofreu grandes diminuições durante a pandemia de Covid-19, Joana Nóia destaca que “é muito bom ver que as miúdas continuam interessadas e que este continua a ser um espírito que cativa”.
Relativamente às praxes académicas, um assunto “sensível”, Joana admite “perceber algumas preocupações”, mas refere que “muitas dessas críticas são descontextualizadas e sem conhecimento de causa. Considero que é importante experimentar para perceber se a pessoas se adaptam ou não. A praxe também não é obrigatória, as pessoas podem recusar, e por vezes as praxes são pintadas de uma forma muito autoritária. Pessoalmente não senti que fosse um ambiente autoritário mas não posso falar pelas praxes noutras universidades porque não sei efectivamente como são”.
Numa outra vertente, Vanessa Costa considera, quando questionada acerca do facto de ainda existirem separadamente tunas masculinas e femininas, que “casa tuna tem o seu estilo próprio e uma composição de vozes masculina é diferente do que uma feminina. Penso que faz sentido já que se tratam de ofertas diferentes, agora tenho muito orgulho em pertencer a uma tuna exclusivamente feminina. É importante dizer que convivemos muito com os Tunídeos (tuna masculina) e nos festivais que ambos organizamos, ajudamo-nos mutuamente, há essa ligação e não estamos separados de todo”.
A Tuna Com Elas aponta agora para o regresso, em 2022, da 17ª. Edição do Festival Ínsula, com ambas a admitirem que o objectivo é “dar um salto no Festival”, mas que essas ambições “serão divulgadas no seu devido tempo”.                                       

Luís Lobão

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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