Conselho do Goverrno vai decidir sobre o uso máscaras em todos os espaços

Medidas mais restritivas anunciadas na República não se aplicam nos Açores

O teste negativo obrigatório à Covid-19 para todos os voos que cheguem a Portugal, no âmbito das medidas anunciadas pelo Governo da República, e que vigoram a partir de 1 de dezembro, “não se aplicam aos Açores”, disse ontem o Secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses. “Essa medida é exclusivamente para voos do estrangeiro. De uma parte do território nacional, para outra parte do território nacional”, as medidas não se aplicam, sublinhou.
Numa declaração aos jornalistas, ontem à tarde em Angra do Heroísmo, o governante esclareceu ainda que nos voos de Lisboa para os Açores e vice-versa, bem como nos voos inter-ilhas, “mantem-se aquilo que está em vigor, com a apresentação de certificados verde digital, de testagem ou de recuperação, não sendo necessário outro qualquer teste”, frisou.
Sobre a declaração do estado de calamidade no território do continente, a partir de 1 de Dezembro, Clélio Meneses referiu que as medidas que a situação comporta também não vão vigorar no arquipélago.
“No entanto, o Conselho do Governo Regional dos Açores vai reunir-se na próxima semana e, como tenho dito, nas próximas semanas, é possível que haja algum alargamento dos espaços com uso de máscara e ao nível de alguns espaços onde seja preciso proceder a rastreios”, disse.
“Estamos a acompanhar a situação e no Conselho do Governo da próxima semana, poderá haver alguma adequação, sobretudo tendo em conta que a época de Natal e passagem de ano é propícia a maiores ajuntamentos, a maior circulação de pessoas e, estando no Inverno, é preciso ter algum cuidado”, frisou.
Questionado sobre a vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos, Clélio Meneses referiu que o Governo está a “avaliar a situação”, sendo que “o entendimento é proteger os mais vulneráveis sempre em primeiro lugar e enquanto não conseguirmos a vacinação dos mais vulneráveis, nomeadamente cidadãos com mais de 65 anos e alguns com patologias”, o momento não é de “desfocar a atenção”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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