28 de novembro de 2021

Opinião

PAI…

 Se tivesses nesta vida estaríamos a celebrar os teus 87 anos...mas, embora na ausência da tua presença física vou cantar-te, em silêncio, os parabéns.
PAI…
Cresci ao lado de um ser humano maravilhoso: cheio de personalidade, correto, justo, exigente, bondoso, humilde, meigo, carinhoso, amigo, cheio de valores e princípios que, infelizmente, hoje em dia vão-se perdendo mas, PAI, eles mantêm-se comigo!
Tenho um enorme orgulho de ter tido ao meu lado um super herói e sempre julguei que estes não morressem. Pois é... estou a descobrir a pouco e pouco, que os super homens também adormecem para sempre e na maioria das vezes, vão-se como pássaros deixando uma dor sem tamanho e um enorme vazio que me fica.
Minha palavra para ti, PAI, é orgulho. Orgulho do PAI fantástico que me ensinou tudo o que sei, que tantas vezes repetir certas frases que ainda hoje consigo ouvi-las baixinho...Sou o que sou graças a ti e à tua garra que me inspirou e inspira até hoje e prometo que será até sempre.
PAI, jamais vou esquecer tudo o que me transmitiste, a forma como me protegeste, como me defendeste, todo o apoio que me deste das inúmeras formas, todos os conselhos e palavras amigas, todo o conforto, colo, abraços, apertos nas minhas mãos transmitindo carinho, força e calor, as nossas zangas por sermos os dois de gancho, as nossas conversas “secretas”, todo o amor que me deste e o exemplo de homem que foste e és para mim.
PAI... o meu luto começou no segundo que soube da tua partida e será para o resto da minha vida, ou mais, não sei... sinto a tua falta todos os dias da minha existência mas a saudade de te ter ao meu lado é o mais difícil de suportar. Hoje sei como é por dentro o coração de uma filha que perdeu o pai nesta vida, o meu coração está partido em milhões de pedacinhos. Doí muito, ao ponto de, por vezes, ser difícil respirar.
Meu amor por ti PAI é eterno e não há partida que consiga enfraquecer este sentimento.
Queria dar-te um beijo mas não sei como, queria dar-te um abraço mas não encontro os teus braços, a única coisa que consigo é continuar a falar contigo.
Partiste... foste morar na “casa do céu” onde ainda não te posso visitar mas tenho a certeza que um dia  nos vamos voltar a encontrar, da mesma forma que sei que estás sempre olhando e guiando todos os passos que dou.
Quando a saudade doí muito, muito, muito, coloco os meus pensamentos ao vento para que ele te leve um forte abraço através do espaço até à tua nova casa. Apesar da distância separar os nossos corpos, jamais separa os nossos dois corações. Assim, penso em ti e viajo num sonho de amor e conforto e acontece que sinto a brisa do vento a trazer de volta o teu abraço encontrado algures. Nesse momento, deixo que o vento me aproxime de ti.
PAI...a saudade existe na ausência…
PAI, amo-te!
PAI, és o meu herói!
PAI, amo-te para sempre!
Parabéns, PAI!
                       

 Rosa Macedo

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Autor: CA

Categorias: Opinião

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