1 de janeiro de 2022

Recados com Amor...

Meus Queridos! O ano de 2021 já era…. mas convém lembrar que ele pregou algumas partidas em termos políticos e que não se devem esquecer tão depressa. A nível nacional o Presidente Marcelo perdeu a jogada que fez… ao aguçar os parceiros do Primeiro-ministro Costa, BE e PCP para aprovarem o Orçamento para 2022, senão marcava eleições… Os suportes da geringonça não cederam à pressão e a custo preferiram ir a eleições. Marcelo teve de dissolver a Assembleia da República, mas deixou o Governo com todo o poder, certamente lembrando que o PS foi um fiel apoiante da sua recandidatura à Presidência da República e a relação que tem com o líder do PSD Rui Rio, parece carregada de azedume que vem desde os tempos em que Rio era Secretário Geral do PSD e saiu batendo com a porta quando Marcelo era Presidente do Partido, …. A minha comadre Maria da Praia diz que o cenário entre Belém e São Bento enquadra-se no ditado popular …. “Uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto”…. Vamos ver se Costa se aguenta ou se Rio aparece em cena capaz de vencer as eleições de 30 de Janeiro, abrindo um novo ciclo… Aqui no torrão Açoreano o fim do ano foi agitado com os partidos que suportam Parlamentarmente o Governo do meu rico Presidente Bolieiro a exigirem o possível e impossível… e segundo a minha comadre Maria da Praia que sabe dessas coisas de politica, por pouco não foi aberto o caminho para novas eleições regionais, caso o Plano e Orçamento da Região fosse chumbado na Assembleia Legislativa… O Governo aguentou-se, mas Maria da Praia diz entretanto, que é preciso não esquecer a “promessa” feita em 2021 de que iria ser revista a orgânica do Governo Regional para cortar gorduras e dar mais dinâmica… se fique apenas por uma promessa… e e essa revisão precisa de incluir os apêndices sem experiência e capacidade politica que gravitam à volta dos vários departamentos governamentais começando pela cúpula… Um Bom Ano Novo e que a Covid-19 nos deixe em paz!


Meus queridos! Aqui estou com os meus primeiros recadinhos com amor deste ano de 2022 que acaba de nascer no meio de tanta incerteza e muita confusão, o que faz ser preciso ter uma dose ainda maior de esperança porque se não for a esperança a gente acaba por desanimar e não é isto que o mundo e o tempo presente nos pedem. Mais uma vez e devido a este bicho que veio para ficar e a gente ainda não se habituou a viver com ele, lá tivemos uma passagem de ano sem as habituais manifestações e alegria e mesmo quem optou por não deixar de queimar o fogo-de-artifício viu que não teve o mesmo sabor. Por mim, e como muitos milhares de pessoas, fiquei aqui na minha Rua Gonçalo Bezerra, mas à meia-noite não faltaram as doze passas e um cálice de abafado para entrar com pé direito num ano que começa com eleições e que a gente não sabe como vai continuar pois os protagonistas políticos estão todos a ferver em pouca água e é preciso dar desconto a muito que se diz e escreve porque afinal só faltam 28 dias para as eleições. Mas como há vida para além das eleições, o que quero é deixar aqui a quem lê os meus recadinhos, os votos de um Ano Feliz em que os cuidados de cada um pela saúde de todos se conjuguem com o desejo de uma vida o mais normal possível!

Ricos! E já que estou em maré de desejos e votos também quero deixar um ternurento beijinho ao Director do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio e a toda a equipa de trabalho dos jornais Correio dos Açores e Diário dos Açores pelas belíssimas edições que marcaram esta quadra de Natal, só possíveis por um grande esforço e espírito de trabalho e união, pois mesmo aqui no meu cantinho, na minha cidade-norte, sei as dificuldades e limitações de cada dia para manter viva e com qualidade a garra de um jornalismo de proximidade e de intervenção nos reais problemas das pessoas e também na divulgação dos seus trabalhos e sucesso. Tanto nos suplementos de Natal, como nas outras edições, deu gosto ver que também da parte de muitas empresas e entidades há esta correspondência, com a variada e sugestiva publicidade que é típica desta época do ano. Estão de parabéns pelo esforço e pelo sucesso…

Meus queridos! Nesta quarta-feira que passou e como o tempo não convidava a sair, estive com a minha sobrinha-neta a ver através da net, no canal PDL TV a transmissão directa da Assembleia Municipal de Ponta Delgada, a primeira sob presidência da minha querida ex-edil Maria José Duarte que conduziu os trabalhos com pulso firme e de forma elegante, atenta aos tempos, mas tolerante para alguns deputados municipais com sede de falar. E, contrariando a tentação de se abrir diálogo e falarem ao mesmo tempo, a solução de cada um ou cada uma que pede a palavra ter de ir ao “ambão” para botar palavra foi uma boa solução para evitar que os microfones andassem de mão em mão, o que é perigoso nesse tempo em que o bicho anda à solta. E para uma reunião com quase quarenta pontos de agenda… até que não acabou muito tarde, pois a noite ainda não ia a meio….

Ricos! O que me admira, a mim que não sou mulher de andar pela internet é que a falange dos comentadores das redes sociais não tenham seguido a reunião, pois lá no lugar onde se vê quantas pessoas estão a seguir o canal, nunca estavam mais de 20 ou 30 pessoas ligadas. Mas quando chega a hora de criticar aparecem centenas que só falam pela boca dos outros ou pelos títulos que vão lendo aqui e ali, como é o caso das mudanças de trânsito que ocuparam bastante tempo do debate, mas depois só se fala de duas ou três coisas sem pensar no que está por trás da ideia ou do que é preciso mudar ainda. No meio de tanta divisão, uns contra e outros a favor o que eu não ouvi ninguém dizer foi que esta experiência teve o pior inimigo que podia ter que foi o tempo ruim, este sim a fazer toda a diferença, pois com popós ou sem popós dia de chuva é dia de cidade deserta…

Meus queridos! Todos os anos por esta altura aparece a questão das podas das árvores das estradas, avenidas e alamedas e foi disto que me lembrei ao ver no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio a reportagem com os moradores de Santa Teresa, coitados, vítimas de terem ali plantado árvores que nunca foram nem são próprias para um arruamento daqueles, mas não vamos agora andar a derramar culpas sobre quem o fez há mais de 50 anos. E o pior é que uns querem as árvores decepadas e outros até gostam da poda que foi feita. Diz-me a minha prima da rua do Poço que não se importava nada que nas árvores à frente da cadeia tivessem deixado umas guias…. Mas aquilo foi mesmo para a toca. Para o ano vão ser carapinhas. Mas como se costuma dizer, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita.

Ricos! Ouvi com estes ouvidos que a terra há-de comer o primeiro-Costa dizer que o Ministro Cabrita foi o Ministro da Administração Interna que durou mais tempo em funções, em todos os Governos. Grande vantagem. O rico andou-o a segurar desde as golas de fumo e das trapalhadas de Pedrógão e agora ainda se vangloria da longevidade ministerial do dito cujo. É caso para dizer que quanto mais me bates mais devo gostar… porque afinal o dito ministro era apenas passageiro… Mas passageiro demorado….

Ricos: Contou-me a minha vizinha Esmeralda o que aconteceu numa das paróquias rurais de S. Miguel, em dia em que a Madre Igreja celebra a Sagrada Família… Nesse domingo é uso e costume que os casais que celebraram as suas bodas de prata matrimoniais durante o ano, renovam a promessa então feita…. E nessa paróquia lá foram os aniversariantes, como é costume, à missa, muito bem aperaltados com roupas vistosas compradas online e acompanhados dos seus familiares e amigos para ali renovarem as ditas promessas conjugais e trocarem as respetivas alianças. Mas não querem crer que, … por esquecimento ou por o Padre não ter sido avisado, ele lá celebrou a missa como de costume e  não se realizou a habitual cerimónia…. O certo é que acabou a eucaristia e os casais lá tiveram que regressar a casa com as alianças no algibeira...Logo se fez um  burburinho ensurdecedor no final da missa… mas  não houve nada a fazer, porque o celebrante já tinha marchado para outras paragens… mas nem tudo foi mal… pois umas Senhoras previdentes  prepararam umas rosas brancas para oferecer a cada casal e lá foram todos, sem cerimónia, de regresso a casa para comemorarem com mesas fartas o “não acontecimento” religioso. È assim que vai a cristandade… e a minha vizinha Esmeralda no fim disse-me que o povo bem alto clamava, dizendo … venha depressa o novo Bispo de Angra para por em ordem alguns aspetos da Igreja açoriana.

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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