25 de janeiro de 2022

Opinião

Faltam 6 dias

Os últimos dois anos têm sido politica e económico-socialmente bastante difíceis, tanto mais que surgiu a nível mundial e no que respeita à saúde de todos nós, a necessidade de encarar uma situação imprevista e que sucessivamente foi objeto de decisões no dia-a-dia e que foram gerando apoiantes e contestatários.
Os responsáveis pelo setor da saúde, perante algo tão imprevisto e sem base de conhecimentos, foram “tateando” as situações que foram surgindo, assumindo um conjunto de decisões a aplicar no país, tendo por útil os conhecimentos científicos que foram surgindo e aplicados nas populações principalmente do continente americano e europeu.
Muito tempo se perdeu a tentar imputar a culpa desta situação epidémica a algum país, sendo este considerado a China, fundamentalmente pelo tipo de mercados aí existentes e os diferentes itens que os abastecia de alimentos, no que concerne os diferentes tipos de animais vivos.
A história a fazer-se, esclarecerá se as decisões pelas entidades portuguesas afetas ao setor da saúde, foram as melhores ou se levando a confusões, por falta de fundamentação coerentes das mesmas – lembro-me por exemplo do uso ou não uso da mascara, do isolamento das pessoas e/ou doentes atingidos pela doença, ou mesmo o abre e fecha do comércio, do turismo, nas suas diferentes atividades – que permitiram incerteza e até medo (fundamentalmente do desconhecido).
A atividade económica sofreu com toda esta indecisão, embora algum apoio dado a nível do governo tenha sido fundamental para se manterem postos de trabalho e a continuação da atividade, através da segurança social ou dos apoios financeiros concedidos a fundo perdido.
O serviço nacional de saúde conseguiu, apesar de situações bastante melindrosas entre as quais o número de doentes abrangidos pela pandemia, os equipamentos e o número de camas e diversos apoios para prestação de cuidados nos diversos hospitais
Foi dificílimo e nem posso imaginar como seria (uma verdadeira catástrofe) não fora o apoio incondicional do pessoal do setor da saúde a todos os níveis, que foram extraordinários e até conseguiram ir, muitas vezes, além daquilo que me parecia possível.
Para sempre o meu e nosso agradecimento e apoio pela sua luta, que surgirá no futuro, para conseguirem tudo aquilo que às suas carreiras diz respeito.
Mas e embora durante o último ano tenham as entidades responsáveis pela nossa vida económica, nos chamado a atenção para o facto de as poupanças das famílias terem crescido (segundo afirmam até dezembro ultimo), o certo é que o nosso nível de pobreza de acordo com o inquérito às condições de vida e rendimento, efetuado pelo INE, verificou-se que só durante o ano de 2020, cerca de mais 230 mil portugueses, caíram no âmbito da pobreza, sendo de assumir que neste momento o número da população pobre e/ou em situação de exclusão social, é superior a 2,3 milhões, grosso modo cerca de 23% da população.
Medida a taxa de desemprego no setor laboral esta agravou-se cerca de 11,2%, sendo o valor mais significativo desde 2003, com uma taxa de pobreza a no que concerne a população desempregada que se agravou passando para cerca de 46,5%.
O impacto no mercado de trabalho nacional é considerado enorme, podendo tal ser verificado através dos indicadores de intensidade e de incidência que o estudo refere, resultante da situação epidémica que se iniciou e ainda se encontra entre nós.
No entretanto entra-nos pela casa dentro uma comunicação social, que na tentativa de manter ou aumentar mesmo os seus valores de share umas perante as outras, nos apresenta em sucessivas ocasiões, em grupo ou isoladamente, os “donos” dos partidos a discutirem assuntos de menos importância, conflituando verbalmente e com tanta veemência, que muitas das vezes (senão na sua totalidade) não nos apercebemos das suas ideias e intenções.
Discutir seriamente a pobreza, a habitação social, a educação, as pescas, a agricultura e até o ambiente (concluíram os especialistas que o nível do oceano nos Açores subiu 60cm, devido ao aspeto tetónicos na ilha de Togo), são não assuntos que não merecem dos futuros deputados discussões/explicações para que possamos assumir que temos governantes a sério.
Vejam a última novidade: Rui Rio se tiver hipótese de formar governo vai convidar o Chicão (que deve ter entre 1 e 2% de votantes, segundo as sondagens)para o ministério da defesa, dada a sua formação nesta área, possivelmente não maior do que muitos milhares de outros alunos da academia militar.
E assim vamos nós. Haja Deus.

 

Por: Rosa Nunes

Print
Autor: CA

Categorias: Opinião

Tags:

Theme picker