Ministério Público quer que a condenação de líder de rede de droga seja de modo a que “sirva de exemplo”

Para a acusação, os arguidos juntaram-se quase como uma sociedade para a prática de uma actividade ilícita consertada. Dos três elementos implicados, um está preso preventivo, precisamente aquele que é considerado o líder da rede. Este processo está a ser julgado por um Tribunal Colectivo, e ontem foi ouvida mais uma testemunha arrolada no processo, que disse “conhecer o arguido” detido porque “comprava-lhe heroína por doses para consumir”. A Procuradora ressalvou que “a droga traz malefícios e os tribunais podem e devem contribuir para que o crime não compense”. No demais também disse que “é mais fácil um consumidor curar-se do que um vendedor, por estes não têm respeito pela vida humana e estão a contribuir para a morte e desgraça das famílias”. Não desculpando, de todo, a envolvência dos restantes elementos no esquema sublinhou que o cabecilha tinha rendimentos acima do normal, até para ir ao continente visitar a sua namorada e andar de um lado para outro”. A investigação decorreu durante algum tempo e os agentes de autoridade procederam à vigia e busca. O Ministério Público entende ainda que a mulher não tinha um papel importante, fazia a limpeza e abria a janela. Aliás, as testemunhas também disseram que quando alguém queria comprar a droga ela estava lá dentro da moradia e chamava quem vendia. Deverá ser condenada a uma pena suspensa à condição de arranjar ocupação. Em relação ao outro arguido, o Ministério Público interpreta que levou a cabo uma actividade a mando do detido, devendo ser punido pela prática de um crime de tráfico de menor gravidade, cuja pena poderá ser suspensa na sua execução sujeito a regime de prova. Ao arguido que está em prisão preventiva, a Procuradora acha justo e adequado uma pena de cinco e os seis anos de prisão efectiva, atendendo ao seu passado relacionado com outros crimes, nomeadamente roubos e outras práticas condenáveis. A leitura do acórdão ficou agendado para se concretizar no final do mês. Prisão detém delinquentes da prática de mais crimes Num outro processo que um Tribunal Colectivo está a julgar, em que estão envolvidos quatro indivíduos, dois dos quais presos preventivamente, os crimes de que são acusados envolvem práticas de violência após a subtracção, roubo, entre outros crimes. A leitura do acórdão ficou agendado para a primeira semana de Junho. Um dos arguidos detidos está acusado de um “cem números” de delitos, entre eles, crimes contra o património ou tráfico de estupefacientes, No total são 13 crimes de que está acusado, “apesar de jovem”, conforme revelou o Ministério Público. “Teve sempre um comportamento algo estranho neste julgamento e isso deverá ter sido estratégia da defesa”. Segundo a Procuradora “deverá cumprir a restante pena detido” porque só foi a prisão que parou a sua acção”. “Os factos não foram integralmente confessados, mas as testemunhas disseram o que se passou”, acrescentou.
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