Populares das Furnas “preocupados e revoltados com falta de segurança”

A população das Furnas vive numa “crescente insegurança” por falta de policiamento, a par do crescimento anual da população flutuante que visita a freguesia. A falta de resposta da PSP está a levar a uma situação de aumento da “tensão” entre os residentes que já nem podem ter as suas viaturas estacionadas na via pública sem correrem o risco de serem danificadas. Populares que contactaram o Correio dos Açores afirmaram que há “uma evidente insegurança ao nível do aumento do trânsito”. Dizem que “são milhares as viaturas de turistas que passam e param e dezenas os autocarros de turismo. E são em cada vez maior número os danos nas viaturas de residentes por parte de vândalos que por ali circulam”. As fontes de informação do Correio dos Açores descrevem um assalto que ocorreu numa habitação algumas casas de distância do posto policial e já contabilizaram 15 viaturas de residentes das Furnas riscadas e danificadas este ano. O assalto ocorreu com recuso a arma de fogo ao lado da Esquadra e a Polícia “demora meia hora a chegar”. A situação tornou-se ‘insustentável’ no passado fim-de-semana em que, “mais uma vez, cerca de cinco viaturas foram danificadas, algumas pela terceira vez”. Os residentes, “indignados”, deslocaram-se, de imediato, à Esquadra de Polícia do Vale das Furnas para efectuarem a respectiva denúncia e depararam-se com o que consideram um “absurdo”. Só havia um agente da PSP de serviço que nem podia sair do posto porque não o pode deixar fechado. Uma situação que consideram “ainda mais grave” porque aquele posto estende a sua actividade à freguesia da Ribeira Quente. A Junta de Freguesia das Furnas e a Câmara Municipal da Povoação já fizeram diligências junto do Comando Regional da PSP para reforçar o posto policial das Furnas com mais agentes, pois, actualmente, “tem apenas 10 a 12” que são “insuficientes” para cobrir folgas, faltas por doenças, férias, assistência à família, entre outros direitos que têm. Perante as diligências do poder autárquico a resposta do Comando Regional da PSP é que não tem mais agentes. Na generalidade, os cidadãos do Vale das Furnas “estão indignados com o tratamento que esta freguesia tem tido por parte da instituição PSP. As instalações são fenomenais, as viaturas são recentes... e o efectivo é quase nulo”, sublinhou um dos populares que procurou a redacção do Correio dos Açores. Nas actuais circunstâncias, disseram os populares, “não há condições para a população do Vale das Furnas se sentir segura”. Os populares deixaram claro que “ não estão contra os elementos policiais que prestam serviço nas Furnas mas sim contra o facto de, no passado sábado, por exemplo, apenas haver um agente de serviço na Esquadra que, claramente, não chega para prestar segurança ao povo de Furnas e Ribeira Quente”. No passado fim-de-semana, os carros foram riscados e danificados de Quinta para Sexta e de Sexta-feira para Sábado. Um dos residentes das Furnas que ficou com o carro riscado foi Eduarda Sousa que, em declarações ao Correio dos Açores, afirmou que as pessoas “estão preocupadas e revoltadas. O trânsito é caótico nesta terra e os visitantes estacionam onde querem. E há falta de policiamento nas Furnas”, acentuou. “Riscaram-me o carro e no Sábado, às 13h00, nas Furnas, há um polícia de serviço, para não falar da Ribeira Quente que pertence a este posto”, descreveu. “E veja o senhor. Estamos no mês de Abril e isto já é um caos em termos de circulação de viaturas e turistas. Imagine quando chegarmos a Julho”. “Não se admite que, numa freguesia destas, haja um só polícia de serviço. Tive até pena do agente. Não sei como é capaz de dar conta do recado”, afirmou. Pura e simplesmente quero proteger o que é meu. Tenho o meu carro na via pública e fico sempre insegura em casa. Isso é um disparate”, salientou. “Havendo mais policiamento, evitava-se mais situações destas. Da maneira que as coisas estão ninguém se sente seguro em casa com o seu carro lá fora”, acentuou Ocorreu uma situação em que um visitante parou o carro num lugar indevido. Veio um autocarro e o trânsito ficou interrompido. Basta vir aqui às Furnas para ver este caos. Eu vivo e trabalho aqui. E a resposta que ouvimos é que não há polícias”, concluiu. Um dos populares reivindicou que, como o movimento nas Furnas é muito superior ao da Vila da Povoação, a PSP deveria deslocar alguns agentes da Esquadra da Povoação para as Furnas e assim colmatar as carências que existem no maior centro turístico da Região.
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Autor: J.P.

Categorias: Regional

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