Família está há 7 dias à espera da autópsia de bebé que nasceu morto com 39 semanas no Hospital

Uma jovem de 18 anos, de nome Raquel, está há sete dias à espera do resultado da autópsia do nado-morto que nasceu, “com a ajuda de um comprimido” na Maternidade do Hospital do Divino Espírito Santo na passada terça-feira. A jovem deu entrada no Hospital do Divino Espírito Santo na segunda-feira e, segundo a família, foi medicamentada e, no dia seguinte, “chamou as enfermeiras, aflita, porque começava a aparecer a cabeça da criança morta”. A criança nasceu e o seu corpo foi colocado numa das câmaras frigoríficas do Instituto de Medicina Legal para ser autopsiado. Só que, segundo a família, a autópsia tem vindo a ser adiada consecutivamente e “não se sabe se será hoje, quinta-feira ou mais tarde”, disse o avô da jovem, Lino Paiva, na redacção do ‘Correio dos Açores’. A jovem fez a primeira ecografia, com o controlo da Unidade de Saúde de São Miguel, às 17 semanas, a segunda ecografia às 28 semanas e a terceira ecografia às 39 semanas e 5 dias, momento em que foi detectado numa clínica privada de Ponta Delgada que o feto estava morto, razão porque deu entrada no Hospital do Divino Espírito Santo. Normalmente, a criança pode nascer às 40 semanas mas, no caso da Raquel, a marcação da terceira ecografia às 39 semanas e 5 dias foi demasiado tarde. O avô da jovem refere que o argumento dos médicos foi que a jovem “teve falta de vitaminas”, mas Lino Paiva está convencido de que o que se passou foi que a neta “não foi bem tratada” pela médica que a acompanhava. A família entende que a jovem deveria ter feito cesariana antes das 39 semanas. Lino Paiva cita o caso de outra neta em que o médico que a seguia entendeu fazer uma cesariana com cerca de 36 semanas com o argumento: “Vou tirar a criança para vir viva, senão vem morta”. Lino Paiva de 81 anos, tem 12 netos, três bisnetos e uma bisneta. Este seria o quinto bisneto.
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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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