Jovem turista politraumatizado evacuado para a Alemanha

Um jovem com cerca de 30 anos que passava férias em São Miguel foi evacuado para a Alemanha, seu país de origem, depois de ter sofrido um acidente (queda numa ravina da Rota de Água – Janela do Inferno, em Água de Pau) e de ter recebido tratamento hospitalar no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada. Segundo informação disponibilizada pelo Hospital de Ponta Delgada o jovem ficou politraumatizado e o seu regresso a casa foi feito depois de terem sido accionados os meios do seu seguro de viagem para a sua transferência para a sua área de residência hospitalar. O acidente deu-se na passada sexta-feira santa por volta das 11h00. O jovem que estava acompanhado pelo irmão e um português, em bicicleta, caiu por uma ravina da Rota de água a cerca de 10 metros e ficou enlatado entre as pedras. Ao local foram chamados os Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo que de imediato acorreram ao local. O Comandante dos Bombeiros João Medeiros disse ao Correio dos Açores que o local não é muito conhecido e que houve alguma dificuldade em lá chegar mas estiveram sempre em conversações com o português que acompanhava os dois irmãos alemães. Lá chegados, os bombeiros verificaram que o jovem estava entalado numa grota de pedra basáltica. Os onze bombeiros que estiveram no local, segundo o comandante, elaboraram uma estratégia de resgate para que o jovem fosse retirado da mesma maneira em que caiu para que não sofresse mais. Um grupo de bombeiros desceu e outro ficou em cima para o irem puxando devagarinho num trabalho que demorou cerca de duas horas. O Comandante dos Bombeiros diz que depois o jovem foi transportado com muito cuidado para a ambulância e levado para o hospital mas era uma situação muito grave. No local esteve também o Suporte Imediato de Vida e 4 elementos da Polícia de Segurança Pública. Recorde-se que a Rota da Água foi o primeiro trilho homologado com início na freguesia de Santa Cruz, (Remédios), e com configuração circular. Este trilho estende-se por cerca de 7,5 km, passando por levadas de água, tubagens antigas de barro, pontes e aquedutos, e toda uma variedade de recursos afetos à atividade dos agueiros que, no concelho da Lagoa, têm, desde há muito, uma forte implementação, como apresentou o trilho a autarquia lagoense.
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