Zona de terraplenos do cais vai crescer 60% com demolição do edifício da Alfândega e extensão do cais 8 até quase à ponta da doca

Vai ser criado uma nova rampa Ro-Ro no topo nascente do porto, permitindo, no futuro, receber navios desta tipologia no porto comercial de modo adequado Correio dos Açores - O reforço do manto de protecção do molhe principal do porto de Ponta Delgada representa, em si, que investimento? Quantos tetrápodes está previsto colocar no molhe e de que dimensões? Portos dos Açores, S.A. – A empreitada de reforço do manto de protecção do molhe de Ponta Delgada representa um investimento de 8.750.100,70 €, sem o IVA, a qual prevê a colocação de 371 unidades de blocos Antifer de 640 kN (unidade de medida de força), 110 unidades de tetrápodes de 400 kN e 2051 unidades de tetrápodes de 250 kN. O ‘Correio dos Açores’ tem recebido queixas de populares de Santa Clara que dizem estarem, constantemente, a limpar os seus quintais, além de não poderem ter roupa estendida, nem crianças a brincar no quintal, devido ao intenso pó provocado pelos trabalhos com tetrápodes mesmo em frente. Quais as explicações da ‘Portos dos Açores’? Não havia outra alternativa para e fazer o estaleiro? Durante quanto tempo estes trabalhos vão continuar? Portos dos Açores, S.A. – Tem havido um grande esforço, por parte das entidades envolvidas, para minimizar todos os possíveis impactos das obras quer nas zonas residenciais vizinhas quer nos utilizadores do porto. Relativamente ao pó (terra), o qual é levantado pela passagem dos camiões tem havido a preocupação e o cuidado de se regar frequentemente o pavimento de forma a obstar a sua dispersão para a população vizinha. Relativamente à localização do estaleiro, está-se a usar a zona de Santa Clara (em área portuária) para pré-fabrico das peças de betão mais pesadas, que carecem de transporte especial, de forma a minimizar os constrangimentos nos acessos à cidade. Nesta zona também serão feitos os trabalhos de pré-fabricação da obra do cais da POLNATO, que se prevê que decorram até Junho de 2019. No projeto de requalificação do porto de Ponta Delgada prevê-se o reperfilamento do cais -10 (ZH), repavimentação do terreno portuário e beneficiação das redes técnicas nele integradas, e dragagens da bacia portuária do porto de Ponta Delgada. O reperfilamento e repavimentação serão feitos durante quantos metros quadrados? De que forma? E o que se pretende com as dragagens da bacia portuária do porto de Ponta Delgada? Qual o investimento previsto destes trabalhos? Portos dos Açores, S.A. – Esta obra tem por objectivo a reabilitação do porto comercial de Ponta Delgada, colmatando as locas existentes no parâmento vertical do cais (testa do cais) e aumentando o terrapleno portuário em mais 25 metros de largura, ao longo de 380 metros de extensão do cais, criando uma nova frente de cais acostável, em caixotões pré-fabricados de betão armado, e incrementando a área de parqueamento de contentores. Está ainda prevista a demolição do edifício identificado como “da Alfândega” e a transformação da sua área também em terrapleno para parque de contentores. Com estas alterações, a área de terrapleno actual, que tem 21.500 metros quadrados, passará a ter cerca de 34.300 metros quadrados, aproximadamente, havendo assim um crescimento de cerca de 60% de área de terrapleno. Para complementar estas melhorias na operacionalidade do porto serão efectuadas dragagens de fundos da bacia, para aumentaras cotas de serviço, prevendo-se uma intervenção em aproximadamente 2,5 ha para a cota -12m ZH (Zero Hidrográfico) e 3 ha para a cota de serviço -10m ZH. O avanço da frente dos cais (-10 e -12) possibilitará a instalação de uma nova rampa Ro-Ro no topo nascente, permitindo, no futuro, receber navios desta tipologia no porto comercial de Ponta Delgada de modo adequado. Em suma, esta obra irá permitir a operação simultânea de 3 navios de contentores “em linha” e no mesmo terrapleno, aumentar a capacidade de parqueamento de contentores e diminuir o número de movimentações e ciclos de transporte na carga e descarga de contentores, beneficiando com isso toda a operacionalidade e segurança do porto. É propósito da ‘Portos dos Açores’ que estas obras vão proporcionar uma zona de carga/descarga vertical, células de parque de contentores e circulação de viaturas junto ao muro cortina. Uma melhoria que “facilitará fluxos de mercadorias, mitigando riscos de acidentes de trabalho e ineficiências operacionais”… Portos dos Açores, S.A. – Na sequência das obras será feito o reordenamento do porto a nível do trânsito e do parque de contentores, em ordem a obter uma maior eficácia e eficiência no manuseamento da carga, bem como aumentar a segurança dos utilizadores e trabalhadores do porto. Que alterações haverá ao nível da carga/descarga vertical? Portos dos Açores, S.A. – Actualmente, o terrapleno portuário contempla 342 lugares para contentores de 20 pés e 224 lugares para contentores de 40pés. Após a conclusão das obras projectadas, passarão a existir 216 lugares para contentores de 20 pés e 558 lugares para contentores de 40 pés, pois a tendência do mercado converge para a utilização de contentores de 40 pés em detrimento dos de 20 pés… Têm algo mais a acrescentar? Portos dos Açores, S.A. – As obras, no caso específico desta empreitada, estão orçadas em 32.000.00,00 €, sem IVA, e têm um prazo de execução de 36 meses.
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Autor: João Paz

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