1 de abril de 2018

Recados com Amor

Meus queridos! A Semana Santa foi apimentada com a polémica sobre a inexistência do Inferno. Segundo o jornalista Eugénio Scalfari, ateu, de 93 anos, fundador do Jornal Italiano “La Republica”, o Papa Francisco havia declarado que “O inferno não existe, o que existe é o desaparecimento de almas pecaminosas”. Entretanto o Vaticano, veio a terreiro esclarecer que o que o Papa afirmou é que : “aqueles que se arrependem recebem o perdão de Deus e tomam seu lugar entre aqueles que O contemplam, mas aqueles que não se arrependem e que, portanto, não podem ser perdoados, desaparecem”. Depois do esclarecimento é acrescentado que: O catecismo oficial da Igreja Católica, no entanto, declara “a existência do inferno e sua eternidade”, segundo a sua transcrição no ‘site’ do Vaticano. Como se vai sabendo, a relação do Papa com a Cúria tem sido desde a sua eleição, há cinco anos, uma relação atribulada, pois a Cúria é um feudo no Vaticano, centrado no seu umbigo e distante do mundo que o rodeia. O Pentecostes tarde em chegar ao Vaticano, mas quando tal acontecer… virá como um “tornado” soprando ventos fortes que destruirá as excrescências instaladas no Vaticano e abrirá as portas do Vaticano ao Mundo como tem feito o Papa Francisco contra ventos e marés. O que está mal não é o que disse o Papa Francisco… O que está mal é o catecismo perpetuar o caminho do medo e do terror, em vez de abrir-se ao perdão e à Misericórdia de Deus. Cá para mim, que sou uma católica não fundamentalista, atenta às mudanças da sociedade e pensando sempre que a luz que vai à frente é aquela que alumia… acho que a explicação do Papa Francisco sobre o Inferno ao jornalista ateu que naquela idade busca algo que lhe falta, foi a resposta adequada para fazer pensar um não crente… Boa Páscoa para todos e que ela nos traga forças para renovar o pensamento e acção da sociedade em que vivemos. Ricos! Na passada Quinta-feira-Santa fui com a minha sobrinha neta até ao Mercado da Graça para comprar algumas verduras frescas e fruta da nossa, para alegrar estas festas aqui na minha casa, na Rua Gonçalo Bezerra. Estava um movimento desusado para um dia de semana e fiquei encantada por ver tantos turistas a fotografar diversos ângulos do mercado, com especial destaque para a maravilhosa exposição de motivos de Páscoa, feitos em diversos ATL’s e outras instituições do Concelho de Ponta Delgada. Assim se prova, como aquele magnífico espaço pode ser aproveitado para iniciativas culturais, essencialmente exposições, quer junto às entradas, quer na extensa parede ao lado dos elevadores, junto ao bar. Tornar o mercado mais atractivo é intenção que se saúda com um ternurento beijinho para a vereadora Alexandra Viveiros, que tem a seu cargo a gestão daquele espaço. Ricos! A minha comadre Mimi foi almoçar com umas amigas ao Hotel Marina para comemorar o inicio do período Pascal que começou na Quinta-feira- Santa, e encontrou um numeroso grupo, que no andar de cima também almoçava. Pelos Vip’s que lá estavam, Mimi percebeu que se tratava de coisa importante, e como a curiosidade é coisa que lhe está no sangue, lá tirou algumas informas e soube então que se tratava de um almoço de encerramento da Assembleia Geral do Novo Banco dos Açores, que contou com a presença do accionista maioritário, que é o Novo Banco, agora já privatizado, e que foi representado pelo Presidente do Conselho de Administração António Ramalho. O Novo Banco dos Açores deu quase dois milhões de lucro líquido e Mimi sabe que há accionistas que gostariam de ver o banco ganhar fôlego para se transformar no “Banco do Atlântico”, estendendo-se até à Madeira e lançando pontes com a diáspora. Diz Mimi que lhe chegou aos ouvidos muitas pessoas acham que seria um novo desafio para o Presidente Executivo do banco dos Açores, Gualter Furtado, que esteve na gestação do antigo Banco Espírito Santo dos Açores, resultado do casamento da Caixa da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, com a Agência do defunto Banco Espírito Santo. Meus queridos! Não sou mulher de andar por aí a ver ralis, embora saiba que é um desporto nobre que movimenta milhões e que tem levado os Açores aos quatro cantos do mundo, para quem os segue pela televisão e por outros meios informáticos. Mas, este ano, fiquei atenta à repetidamente noticiada homenagem que ia ser prestada ao grande Horácio Franco, com uma corrida extra, no final do rali. Porque não vi, nem ouvi explicação que pudesse satisfazer, muito gostava que fosse dito às pessoas, principalmente aos amantes do desporto automóvel o motivo de tal cancelamento. Diga-se a verdade, a memória de Horácio Franco não merece isto e bem espero que não tarde a verdadeira e grande homenagem a um dos nossos maiores, no desporto automóvel… Meus Queridos! Ainda a propósito do rali, recebi um desabafo  minha da prima Justina que se encontra a passar a Páscoa no Vale das Furnas, mas que nem por isso quis deixar de fazer um elogio e um oportuno reparo   Todos os que se envolveram nesta edição de 2018 dos Açores Rally Airlines estão de parabéns, foi uma boa promoção dos Açores e os nossos corredores portaram-se muito bem com especial destaque para o nosso Campeão Ricardo Moura. Apenas um reparo a corrigir em próximas edições, e que se prende com a lavagem dos carros da prova,  que é feita mesmo ao pé do mar, junto ao Cais da Sardinha, com toda aquela poeira e outras sujidades a irem directamente para o  saco da doca e justamente numa das zonas do Porto de menor circulação de água. Não é bonito de se ver tal coisa, e principalmente numa altura em que todos somos contra a poluição do mar, e queremos a todo o custo promover uns Açores amigos do ambiente. Bem sei que tal pormenor deve ter passado despercebido ao Presidente da Associação de Turismo de Portugal, e meu querido amigo Francisco Coelho, por isso aqui fica esta achega. Parabéns por mais esta edição do mais bonito Rally do Mundo. Até breve, da tua prima Justina . Ricos! Já que estamos em pleno tempo pascal, quero mandar um ternurento beijinho à equipa do velhinho e renovado Diário dos Açores pela categoria das suas páginas centrais de cada Domingo, com a secção Afectos que nos surpreende pela frescura e pela actualidade dos pensamentos. Para quantos a fazem e também para o sempre jovem padre Norberto Brum que ali subscreve o editorial semanal, um ternurento beijinho. E muito bem faria o site “Igreja Açores” se partilhasse e levasse mais longe aquelas belas páginas de actualidade e reflexão religiosa. Parabéns! Meus queridos! Aproveitando os dias bons que vieram com o início da Primavera, saí aqui de casa, na minha rua Gonçalo Bezerra para dar uma voltinha aqui na cidade-norte. Fiquei menente ao ver na Rua Direita, quase a tapar a entrada para um estabelecimento comercial, e ocupando um lugar de estacionamento, um enorme painel de uma conhecida marca de fast food – eu acho que é assim que se escreve. Não é por mal, mas eu gostava de saber o que aconteceria se todos os comerciantes e todas as marcas fizessem o mesmo… Ou será que a dita cuja marca de comida rápida paga licença de terrado e parquímetro? Quem pergunta não ofende… Ricos! Vai daqui o meu ternurento beijinho para o charmoso professor Frias Martins, que acaba de ser nomeado curador da secção de moluscos do Museu da Universidade do Porto. É uma honra para o reconhecido cientista e para os Açores. Como bem diz a minha prima Genoveva, depois do que se passou com a saída do professor da Universidade dos Açores, é caso para dizer que certo está o ditado: santos de casa não fazem milagres! Meus queridos! A minha prima Angelina, que anda em tratamentos de reabilitação no hospital do Divino, contou-me que num dia desta semana, ao entrar para a sua terapia, sentiu um cheirinho especial a massa sovada acabada de cozer… E não é que era mesmo verdade. Duas senhoras que frequentam a Terapia Ocupacional para se tratarem, puseram a mão na massa e sob orientação das terapeutas ocupacionais e curiosidade das restantes, amassaram, tenderam e cozerem alguns bolos que depois foram partilhados e provados pelos presentes… Diz a minha prima que estava mesmo boa, quentinha e com gostinho a limão… E assim se cumpre a verdadeira função da terapia ocupacional, que ajuda a recuperar para as actividades da vida diária! Ricos! E já que estou a falar do Hospital do Divino e para que não se pense que só mando recadinhos quando as coisas estão menos bem, deixo aqui os meus parabéns à doutora Cristina Fraga e a toda a sua equipa pelo êxito que foi a comemoração do Dia do Dador de Sangue, conforme a reportagem que li no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio. A ideia de homenagear as pessoas e instituições que colaboram nessas importantes iniciativas de recolha de sangue, mostra que o reconhecimento é qualidade de quem acima de tudo coloca o humanismo, mesmo nas actividades profissionais. Para todos um ternurento beijinho e que haja cada vez mais pessoas despertas para a nobre tarefa de dar sangue! Ricos! Aproveitei o tempo de Verão que fez no Domingo de Ramos para ir até às Furnas beber um copo de água azeda, antes que chegassem as enchentes próprias do período de Páscoa. Como o dia estava soalheiro resolvi subir até ao miradouro do Pico do Ferro e fiquei muito satisfeita por ver que estão em bom andamento as obras do novo parque de estacionamento em construção, que vai descongestionar o exíguo espaço no cimo do miradouro. Mas, ao longo da viagem passei por vários esqueletos que antes serviram de postos de recolha de leite e que estão abandonados e são autênticos atentados ao ambiente. Não sei, nem quero saber quem são os proprietários daqueles monos… O que sei é que, para bem do ambiente e da saúde pública, as entidades oficiais devem mandar limpar sem demora todos os postos que estão desactivados ao longo da Ilha e mandar a factura das despesas aos proprietários dos mesmos, acrescida dos custos inerentes aos efeitos da conspurcação para a saúde e para o ambiente. Tenham dó! Meus queridos! Hoje, 1 de Abril, chega um grande carregamento de equipamento mandado vir pelo Fundo Discovery para início imediato das obras de demolição das galerias da Calheta. A minha prima da Rua do Poço já contratou fotógrafo e fogueteiro para mais logo à tarde assinalar a chegada das máquinas para tão esperada obra. Tarda o que nunca chega e se chega em um de Abril ainda melhor!
Print

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima