PSD manifesta preocupação com dívida pública açoriana

“Os dados oficiais do INE revelam uma situação muito preocupante e o descontrolo nas finanças públicas dos Açores. Esta governação socialista deixa uma pesada herança às futuras gerações de açorianos”, afirmou António Vasco Viveiros, porta-voz do partido para as áreas de economia e finanças. O social-democrata, que falava após a divulgação feita ontem, pelo INE, da primeira notificação de 2018 do procedimento dos défices excessivos, salientou que, “só entre 2013 e 2017, a dívida bruta regional aumentou cerca de 430 milhões de euros, passando de 1260 milhões para 1690, o que corresponde a um agravamento de 33,9 por cento”. “A informação oficial do INE é bem reveladora da escalada da dívida pública da Região. Se em 2013 a dívida bruta representava 19 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) regional, neste momento já ascende a 41,6 por cento do PIB. Ou seja, mais do dobro”, sublinhou. António Vasco Viveiros lembrou, no entanto, que as responsabilidades financeiras totais da Região “são bem superiores ao valor da dívida bruta, dado que esta não inclui a dívida não financeira, as dívidas das empresas públicas que estão fora do perímetro orçamental (como a SATA ou a Lotaçor) e as responsabilidades das parcerias público-privadas (PPP)”. “Se adicionarmos esses valores à dívida bruta, as responsabilidades financeiras da Região já ascendiam, no final de 2016, a 2.741 milhões de euros, ou seja, 70 por cento do PIB dos Açores”, frisou. O porta-voz social-democrata recordou ainda que, em 2016, segundo o Tribunal de Contas, “a Região teve que suportar em juros 76,5 milhões de euros”. “Os juros suportados pela Região representam 47,8 por cento do IRS pago pelos açorianos em 2016. Adicionando as rendas das PPP, conclui-se que em cada quatro euros de IRS pagos pelos açorianos, três euros destinaram-se a suportar os juros e as rendas das PPP”, afirmou. António Vasco Viveiros, citado em nota do PSD, acrescentou que “só os 76,5 milhões de juros suportados pela Região, por causa de uma dívida que não para de aumentar, seriam suficientes para pagar a 7.176 açorianos o rendimento equivalente a um ano de salário mínimo”.
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