“Laçarotes e Mascotes” celebra primeiro aniversário em Ponta Delgada

Alexandra Carreiras e o marido sempre tiveram o desejo de conhecer os Açores, mas foi apenas em 2014, já com um negócio estabelecido em Lisboa no sector da reparação automóvel, que conseguiram concretizá-lo em conjunto com amigos, e foi dessa viagem que, mais tarde, em Março de 2017, nasceria a loja “Laçarotes e Mascotes” que agora comemora o primeiro aniversário. Destinada a crianças dos 0 aos 14 anos, destacando-se pela aposta no vestuário, calçado e acessórios tanto para menino como para menina, a loja, situada no Largo 2 de Março, no centro de Ponta Delgada, fez com que o casal apostasse “numa área que nada tem a ver com o que fazemos em Lisboa”, adianta a proprietária. De acordo com Alexandra Carreiras, apesar de não ter realizado um estudo de mercado muito aprofundado em São Miguel, a empresária refere que uma das principais motivações para o nascimento da “Laçarotes e Mascotes” foi o facto de ter notado pouca oferta neste sector: “Notei, de todas as vezes que vínhamos cá, que tirando o centro comercial não existiam muitas lojas de rua como em Lisboa”, o que acabava por criar uma lacuna no que dizia respeito à oferta de vestuário para criança na baixa de Ponta Delgada. Neste sentido, apesar de considerar que o negócio seria também viável em Lisboa, Alexandra Carreiras salienta: “Não me poderia apenas despedir do meu trabalho, porque se abrisse uma loja em Lisboa iria ocupar muito do meu tempo”. Assim, um ano após abertura da loja, a empresária afirma que não há obstáculos de maior a apontar, principalmente ao ter em conta que “a aceitação das pessoas tem sido fantástica”, mas refere que “há melhorias a fazer” uma vez que é agora que se vai “conhecendo o público” e o que este procura. Ao Correio dos Açores, a proprietária refere que “escolher a primeira colecção foi um tiro no escuro”, e afirma que foi através dos filhos que conseguiu registar algumas referências para o tipo de roupa que deveria ter nesta loja, tendo chegado através da filha mais nova até uma das principais marcas espanholas que vende, e tendo percebido através do filho mais velho quais seriam as tendências para as crianças até aos 14 anos de idade. Assim, ao Largo 2 de Março “começam por vir as mães para conhecerem a loja, mas depois trazem as crianças que a adoram”, refere Alexandra Carreiras, afirmando ainda que depois a tendência é que as mães regressem através das recomendações dos filhos, adiantando que talvez isto aconteça porque as crianças se sentem confortáveis na loja: “Quis fazer uma loja com um espaço diferente e em que a criança se sinta em casa, que não venha obrigada”, uma particularidade que denotou também através do comportamento dos filhos que “não gostam de experimentar roupa nas lojas”. Actualmente, Alexandra Carreiras vem aos Açores de mês a mês, sendo a responsável pelas montras e pela reestruturação da loja sempre que muda a época, um processo que leva a uma gestão familiar implacável e que não interfira com o desempenho escolar dos filhos em Lisboa, afirmando que faz tudo “com muito carinho e com muito gosto, pois tudo o que aqui está, como a decoração, é tudo pensado e saio sempre daqui com o coração cheio e com muitas saudades também”. Apesar de, no momento, não estar prevista a ampliação do negócio nesta área, uma vez que a “Laçarotes e Mascotes” é ainda um projecto muito recente, afirma Alexandra Carreiras que está neste momento debruçada na construção da sua própria marca de vestuário com o mesmo nome da loja, tendo-se unido com uma amiga costureira e com experiência de “imensos anos”. Para o futuro, a família espera poder estabelecer-se em São Miguel. “Os miúdos dizem que não, mas são pequenos e é em Lisboa que têm os amigos deles, por isso nós entendemos. Mas nós, com a azáfama que temos lá, quando viemos para aqui chegámos ao paraíso. No que diz respeito à qualidade de vida não tem nada a ver. Aqui nós notamos que, mesmo nas férias de Verão, havia muita gente a chegar à praia com as famílias a partir das seis ou seis e meia da tarde mesmo estando a trabalhar. É qualidade de vida e tem-se tudo aqui ao pé. Lá não é nada assim. Assim que eles crescerem nós queremos vir para cá porque nos sentimos muito bem aqui”, salienta.
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