Governo vai disponibilizar 8,3 milhões de euros para inovação de empresas

O objectivo é conseguir uma “maior interligação entre a produção científica e a inovação dos centros de investigação com as empresas e com a economia”, através da iniciativa Tranfer+. O programa, que foi ontem anunciado pelo Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, também vai englobar iniciativas das empresas para investigação e inovação, como por exemplo ao nível de apoios para patentes ou vales de investigação e desenvolvimento ( I&D), que “são necessidades das empresas que têm de recorrer a um centro de investigação para resolver determinado problema ou para criar determinado produto, podem recorrer a este programa para essa iniciativa”. Gui Menezes referiu ainda que o programa Transfer+ também prevê que as empresas possam recorrer a pós-doutorados ou doutorados, por forma a “melhorarem a inovação nas suas práticas, com pessoas que tenham formação avançada em determinadas áreas”. Desta forma está previsto um investimento de 8,3 milhões de euros para o programa Transfer+ para ligar a inovação e a investigação, à actividade realizada pelas empresas “para alavancar a inovação dentro das empresas e, assim, também a economia e o desenvolvimento”. Apesar de já estarem definidos 8,3 milhões de euros para este programa Transfer+ a aplicar até ao final da legislatura, Gui Menezes acrescenta que ainda “não temos definidos os tectos máximos de cada uma destas tipologias de apoios”. Neste momento estão ainda a ser planeados os projectos para se avançar com o programa, que será implementado pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia. O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia falava à margem da primeira reunião do Conselho Regional de Inovação, um órgão consultivo para implementação da Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente dos Açores (RIS3), a par da Comissão Executiva e dos Grupos de Trabalho Temáticos. Gui Menezes lembrou que o Conselho Regional de Inovação tem a incumbência de “apreciar a implementação da estratégia de especialização inteligente, emitir pareceres e dar sugestões” sobre a forma como o Governo está a implementar a referida estratégia. Além disso, aquele órgão consultivo também emite pareceres sobre “o que poderão ser possíveis alterações e possíveis linhas de acção para a implementação da estratégia e emiti-las directamente para o conselho consultivo, que depois tem a incumbência de as realizar”, explicou o governante. Nesta primeira reunião do Conselho Regional de Inovação foram apresentados aos conselheiros os objectivos deste órgão consultivo e foram também apresentados alguns resultados da implementação da Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente dos Açores (RIS3) e foi ainda definida a forma de actuação do Conselho no futuro, já que tem de reunir duas vezes por ano. O Conselho Regional de Inovação é coordenado pelo Director Regional de Ciência e Tecnologia e é composto por um representante da Universidade dos Açores; do sector associativo empresarial por domínio RIS3 Açores; da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, SDEA EPER; dos Parques de Ciência e Tecnologia; da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores; dos Centros de Investigação por domínio RIS3, reconhecidos no âmbito do Sistema científico e Tecnológico dos Açores. Além destes membros efectivos, o Conselho Regional de Inovação poderá também integrar representantes de outras entidades, cujo contributo no âmbito da inovação venha a ser considerado relevante e por membro observadores.
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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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