Como dinamizar mais os Açores nos países emissores de turistas

Dotar o sector do turismo de algo mais do que uma simples oferta do destino Açores é um dos objectivos do projecto “Smart Tourism” que tem ainda como meta combater a sazonalidade. No Dia Mundial da Mulher, a investigadora Teresa Tiago deu ontem a conhecer, na Universidade dos Açores, o projecto “Smart Tourism”, numa cerimónia que contou com a presença do Director Regional da Ciência e Tecnologia. O projecto começou em 1 de Outubro de 2016 e termina em 2019. A equipa principal tem vários investigadores e, também, alguns colaboradores que vão trabalhando pontualmente com a mesma equipa. Dotar o sector do turismo de algo mais do que uma simples oferta do destino Açores é um dos objectivos do projecto que tem ainda como meta combater a sazonalidade. Sucintamente “este projecto consiste em fazer um levantamento em tudo o que são perfis de turistas, desempenho das organizações no contexto digital em termos comunicacionais e de aposta na projeção da imagem de marca dos Açores e mesmo em termos do próprio destino, saber o que é que se está a comunicar sobre a Região”. A investigadora explica o que é que já foi feito. “Já foram feitos alguns levantamentos específicos, em relação a algumas unidades, em relação a algumas redes sociais e algumas áreas mais específicas, e com esses dados já temos matéria para testar os modelos e começar a ter aquilo a que podemos chamar de modelo mais afinado à realidade regional. Avaliamos aquilo que as pessoas estão predispostas a ouvir sobre o destino Açores, em termos de conceito, de locais e com que áreas temáticas”. O que mais se diz Online sobre os Açores Importa não só fornecer informação detalhada da Região, mas também ouvir o que tem sido comunicado “Online” pelos turistas que nos têm visitado. Nesse sentido, Açores, ilhas, flores e gastronomia são palavras que têm sido mais utilizadas. “Em termos daquilo que podemos chamar de comunicação mais sucinta, em termos de astec, os turistas estão a utilizar muito o conceito Açores, ilhas, flores, gastronomia, que são alguns dos pontos, quase que transversais à grande maioria dos turistas. Depois, também temos outros turistas que acabam por dar nota de algumas actividades que fizeram nas ilhas. Maioritariamente, os comentários são positivos. No entanto, em alguns sectores, importa afinar e ter em atenção aquilo que os turistas têm comunicado sobre as suas experiências nesses locais”. Gastronomia necessita de afinação Outros aspetos existem que não são tão positivos, como por exemplo, a gastronomia que, no entender de Teresa Tiago, “é uma área que necessita de um aprofundamento em termos daquilo que é a nossa oferta. Inclusivamente, comentávamos que, qualquer pessoa que vem aos Açores acaba, no mínimo, por fazer duas ou três refeições por dia, logo acaba por ter um contacto muito directo com a gastronomia e com a nossa forma de ser, que quer queiramos quer não é diferente nas nove ilhas, é muito rica e tem a capacidade de deixar uma marca indelével na memória de quem nos visita”. Também as empresas têm tido um papel pouco participativo na comunicação de experiências e, depois, os potenciais turistas acabam por não conseguir obter a informação tão desejada que procuram. “As empresas regionais, apesar da maior parte delas terem presença efectiva nas redes sociais e terem contas oficiais, o que se nota é que ao nível de actividade que têm nessas redes, quer seja por conteúdos que colocam, quer seja pelo dinamismo que lá colocam, não é tão grande como aquela que seria necessário para tirar todo o partido do potencial dessas tecnologias em termos de comunicação com potenciais clientes e actuais clientes”. Sobre o que será preciso ser feito pelas empresas, ressalva que “nalguns casos, em primeiro lugar, será necessário terem alguém com formação adequada para ser capaz de gerar conteúdos que alimentam as redes e depois saber exactamente o que comunicar porque não basta nós comunicarmos, temos que perceber que tipos de conteúdos é que são atractivos a novos turistas que possam vir à descoberta dos Açores”. Objectivamente, nos conteúdos ter só uma boa fotografia já não basta e é preciso algo mais, como por exemplo, os feedback, que servem para orientar as escolhas e divulgar experiências. “Outputs importantes”, diz Bruno Pacheco Bruno Pacheco começou por dizer que a sua visita ao Centro de Estudos de Economia visou sinalizar a ciência no feminino, justificando: “Tivemos de marcar presença in loco para percebermos aquilo que as equipas estão a desenvolver no terreno, no caso concreto, no âmbito do “Smart Tourism”, projecto que é financiado pelo Governo Regional dos Açores através do programa operacional Açores 2020. É um projecto que nos parece trazer «outputs» importantes para o processo de tomada de decisão político na área do turismo. É um projecto que ainda está sensivelmente a meio, mas que no fim, acredito que, junto da tutela respectiva pode ser um contributo para que nos processos de tomada de decisão possam ter uma base científica e com isso também rentabilizando os recursos e melhorando a eficácia da utilização dos mesmos junto daquilo que são os beneficiários finais desses mesmos recursos”.
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