28 de fevereiro de 2018

Viagem às nossas escolhas

É impressionante como conseguimos representar-nos no limiar do que se faz e pode fazer de melhor, entregando em simultâneo, um dístico classificativo do que ainda acontece apenas em sociedades alheias ao civismo, respeito e cuidado, com o que nos pertence e é efetivamente de todos nós! A exposição de camélias, evento anual realizado no Casino Terra Nostra, é mais um dos muitos exemplos do que se tem feito com um objetivo genuíno, repleto de bom gosto, pertinência e qualidade, para destacar o que também nos representa! Esta iniciativa, com diversos prémios e distinções internacionais já atribuídos, conta com as sinergias de um privado, uma Câmara Municipal e uma Junta de Freguesia. Engloba de forma criativa e com enorme assertividade, inúmeras variedades de camélias, reunindo viveiristas nacionais e estrangeiros, artesanato, produtores locais, exposições de fotografia e pintura, de artistas do seu concelho! Com imenso gosto se descobre uma produção de sabonetes e óleos, tendo como principal matéria-prima essências da própria flor, chocolates confecionados com queijo do Vale das Furnas, bordados, compotas de uma singular qualidade e até um local especial, decorado a preceito, para os visitantes que quiserem fazer um registo de imagem, com direito a um grande plano da decoração do espaço… Assim é que se faz! Na indústria do Turismo ninguém terá sucesso sozinho… o envolvimento de todos; cidadãos, entidades, empresas, profissionais do setor e Governo é indispensável. Mentalizem-se, que as sinergias e identificação de objetivos últimos, seguem de braço dado e mãos bem apertadas… Se assim não for, não chegaremos lá! Em contraponto, é do conhecimento público que vários dos miradouros de locais de pontos de interesse turístico, foram vandalizados nas suas mais recentes aquisições, binóculos, que não chegaram às 24 horas de permanência… não tiveram a sorte de ser inaugurados! Nunca foi tão fácil aceder à formação profissional e académica como nos dias de hoje… lamentavelmente a educação varia proporcionalmente no sentido inverso… Não somos os únicos, como sociedade, a ter que destacar todo e qualquer incumprimento com medidas estreitas que têm que envolver coimas, restrições e aplicação de sanções… o que temos, é que também saber executá-las e exigir que se façam sentir! Triste mentalidade a deste povo, que tem que ser chamado a cumprir deveres tão básicos! Preocupem-se menos os responsáveis, com a panóplia que já vai sendo de grande monta, de cursos profissionais e programas para tudo e mais alguma coisa… foquem-se com urgência, em planos de educação que sirvam a cidadania! Oferecer os Açores como destino turístico, implica que o seu conteúdo corresponda à embalagem… e nós não somos apenas as belezas naturais, o mar e o património, somos e temos que ser SERVIÇOS! A gestão turística regional tem estado assente numa teimosia frenética em apresentar resultados numéricos… prefiro, de longe, a coragem! Enquanto não a tivermos, para antes de tudo, assumirmos as nossas limitações de conteúdo servindo inquestionavelmente com o know- how que se exige, estaremos sempre renegados a ser contemplados com o que for surgindo, que não controlaremos e que em nada nos beneficiará! Estamos atrasados e muito… assim continuaremos enquanto não equacionarmos e resolvermos as questões inerentes a saber receber… Que a minoria dominante jamais desista de se fazer ouvir, dando como maior exemplo, que se pode fazer bem feito porque se sabe, porque se quer e porque se deve!
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Categorias: Opinião

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