24 de fevereiro de 2018

A democracia torna-se uma tirania quando os povos em nome da mesma transformam-se em pueris marionetes...

Entendo que o primeiro instrumento de uma nova “doutrinação” ou defesa de atitude que se inspirem em grandes princípios, por mais que isso possa desagradar os pendidos, acobardados, acomodados e oportunistas deverá ser o exercício da mais forte crítica contra aqueles que estão na liderança da sociedade. Mas, também entendo, que a primeira tarefa a realizar não será a criação de uma nova concepção do Estado ou Governo, mas a desconstrução das concepções ancestrais, anquilosadas, condicionantes e pouco renovadoras da democracia mais remota. A propósito, e afirmo isto com total transparência, não é possível mais que os partidos políticos actuais, que são os maiores oportunistas e aproveitadores do próprio Estado, mudem de atitude por sua própria iniciativa. Na verdade, visto bem as coisas como são, isso será impossível, uma vez que os seus “chefões” são todos coniventes com a defesa dos seus cómodos e individuais interesses. Entretanto, a partidocracia devorará os povos da terra e tornar-se-á senhora absoluta dos mesmos! É sabido que a democracia, dentro do espectro político contemporâneo, é vista como a solução para todos os problemas sociais. Desde a revolução americana, quando se universalizou e, por conseguinte, foi tida como o antídoto contra as injustiças dos governos centralizadores, vem expandindo-se e, falar hoje contra a democracia, é sem sombra de dúvida colocar-se praticamente à margem do jogo político. De facto, não há mais lugares na vida pública para qualquer um que não defenda irrestritamente aqueles que são chamados de valores democráticos. Deste modo, a total e cega confiança na democracia expandiu-se de tal maneira que, actualmente, mesmo os grupos antes adeptos de um governo centralizador e totalitário têm ingressado, cada vez mais, em seu jogo. Inclusive, muitos deles, ignorando a retórica opressora das suas próprias historietas, colocam-se como verdadeiros paladinos da democracia, como se a natureza democrática fosse algo inerente aos mesmos. O que ouvimos nos discursos e lemos nos estatutos dos partidos vinculados às velhas ideologias tirânicas é a proclamação dos ideais democráticos sem qualquer pudor. Pois bem, o que podemos verificar é que os governos modernos descobriram que, pelo desenvolvimento das técnicas de manipulação em massa, é sempre possível levar sociedades inteiras a pensarem exactamente como os mesmos querem. E assim nasce a autocracia disfarçada, a escravidão do pensamento único, a tirania das maiorias, e a bifurcação dos pareceres mais básicos do ser humano - quer na sua coesão e sobrevivência em liberdade! Em suma, e bem ao contrário do que pensam alguns defensores do caos actual, o Bem e a Verdade não são propriamente objectos - tipo ídolos de Baal para serem adorados – mas, meramente, os processos legais e novos aspectos que a humanidade está constantemente descobrindo. É aqui que residem a coerência da moralidade e da ciência, e o governo do Estado não é só para promover o próprio bem, mas para proporcionar condições sob as quais os indivíduos e a sociedade podem constantemente melhorar os conhecimentos e poderes da razão. E perante tudo o quanto atrás e acima mencionei, devo lembrar que é urgente e imprescindível perceber que essa anarquia “democrática” é que cria as condições - as mesmas buscadas pelas oligarquias - para o surgimento da tirania, que, em seguida, escraviza brutalmente a população! ACORDE!
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Categorias: Opinião

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