Vão ser disponibilizadas 200 consultas diárias para doentes sem médico de família durante o pico da gripe

Com o aproximar do Carnaval, altura do ano em que, nos Açores, se tem registado um aumento do número de casos de gripe na Região, sobretudo devido às grandes concentrações de pessoas que ocorrem, prevê-se também o aumento na procura dos serviços de urgência para a amenização dos efeitos da doença. Neste sentido, de forma a reduzir a procura dos Serviços de Urgência regionais, o Plano de Contingência de Acompanhamento da Época Gripal, apresentado na manhã de ontem na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel por Rui Luís, prevê, nos meses de Fevereiro e Março, que nos centros de saúde dos concelhos de Ponta Delgada e Ribeira Grande sejam “disponibilizadas cerca de 200 consultas extra para os utentes que não têm médico de família” e que apresentem sintomas da doença, uma vez que nestes dois concelhos existem pessoas sem acesso a este tipo de atendimento, adiantou o Secretário Regional aos jornalistas, referindo ainda que “entre os centros de Saúde de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, tendo em conta a sua dimensão, estarão disponíveis mais 75 consultas para os utentes que não têm médico de família”. No que diz respeito aos utentes que beneficiam de um médico de família, nas ilhas de São Miguel e Terceira o seu atendimento está também assegurado por este plano de contingência, uma vez que “os médicos de família nos centros de saúde passam a ter períodos reservados aos seus utentes para atendimentos relacionados com a gripe”. Assim sendo, de acordo com Rui Luís, “as pessoas que têm médico de família e que tenham sintomas relacionados com a gripe podem deslocar-se ao seu Centro de Saúde, já que os médicos têm um período próprio, de manhã e à tarde, reservados exclusivamente para atender os seus utentes”. No caso concreto de Ponta Delgada, será feita ainda uma “análise permanente da situação entre o hospital e o centro de saúde”, de modo a que, ao verificar-se um “afluxo maior às urgências, principalmente no fim-de-semana, o centro de saúde esteja também preparado para nesse período entre Fevereiro e Março disponibilizar consultas abertas aos fins-de-semana”. Contudo, de acordo com o Secretário, esta novidade “só será posta em prática se, efectivamente, verificarmos um fluxo constante ou maior nos hospitais”, sendo esta uma medida para desviar utentes dos serviços de urgência, uma vez que “não é aconselhável ir à urgência tendo em conta a realidade que se vive no meio hospitalar”. A ideia, de acordo com o Secretário Regional, é que as pessoas afectadas pela gripe privilegiem o contacto com a Linha Saúde Açores, através do 808 24 60 24, onde, num primeiro momento é feito um “aconselhamento face aos sintomas que a pessoa tem”. Após o primeiro contacto, e graças à implementação do novo serviço de ‘follow up’, proporcionado pelos profissionais de saúde que operam a linha desde o passado dia 1 de Fevereiro, o utente será contactado mais tarde para que se faça o seguimento da evolução da doença. No caso do agravamento da doença e dos seus sintomas – como o aparecimento de febres –, o utente poderá ser encaminhado pela Linha Saúde Açores para uma consulta num centro de saúde, explicou o governante aos jornalistas: “A Linha Saúde Açores faz também o agendamento de consultas. A primeira fase é de aconselhamento à pessoa face aos sintomas que tem, mas se verificarmos que a pessoa agravou o seu estado de saúde e necessita de um atestado, a própria linha faz a reserva num centro de saúde para que a pessoa se desloque lá”, salientando que não haverá uma “forma de facilitar” este processo, uma vez que terá de ser realizado presencialmente, reforçando ainda que a linha de atendimento ao público sempre perspectivou esta inovação. De acordo com Rui Luís, os dados mais actuais revelam que a afluência às urgências dos três hospitais do arquipélago “tem sido constante ao longo deste último ano”, o que manifesta que, neste momento, “nada indicia que esteja a haver um afluxo aos hospitais por causa da gripe”. Contudo, relembra o Rui Luís, “a gripe trata-se em casa, ou seja, a gripe tem um conjunto de sintomas e um conjunto de consequências que o utente deve curar em casa e deve ser aconselhado para tal”, referiu o Secretário Regional, adiantando ainda que, nos próximos dois meses haverá “uma forte campanha de aconselhamento sobre a gripe” e que a Unidade de Saúde de Ilha já tem no seu site alguma informação sobre esta doença, resultado de uma “estratégia global”.
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Categorias: Regional

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