PS/Açores na Assembleia da República considera que há “degradação” dos serviços dos CTT no arquipélago

A deputada socialista Lara Martinho questionou ontem o Presidente do Conselho de Administração dos CTT – Correios de Portugal, S.A, Francisco de Lacerda, sobre os constrangimentos e dificuldades sentidas nos serviços prestados pela empresa nos Açores. “As longas filas de espera, o elevado atraso na recepção da correspondência e das encomendas, a necessidade de aumentar os recursos humanos são sentidas profundamente nas várias ilhas dos Açores”, afirmou a parlamentar açoriana, que falou mesmo em “degradação na prestação de serviços por parte dos CTT”. Lara Martinho denunciou, na audição requerida pelo PS, que existem vários testemunhos de açorianos cujos vales de reforma têm chegado com várias semanas de atraso e muitas queixas de empresários que sofrem grandes atrasos na entrega das encomendas. “As próprias associações empresariais já se pronunciaram sobre esta situação e consideram a situação grave uma vez que estão em causa centenas de encomendas e o normal funcionamento da actividade das empresas”, sublinhou. A açoriana garantiu que “os atrasos ocorrem nas encomendas entre Portugal continental e os Açores, bem como no correio inter-ilhas, afectando todas as ilhas”. Já no que toca às encomendas de correio internacional para os Açores revelam-se mais acentuados em determinadas ilhas, o que não se verificava antes da nova reorganização logística, nomeadamente a eliminação de postos de desalfandegamento, como é o caso da ilha Terceira em que a situação revela-se calamitosa”. A deputada não deixou de questionar sobre o encerramento da estação na Freguesia de São Pedro. Apesar do Presidente da junta de freguesia de São Pedro, em Ponta Delgada, ter afirmado que o acordo com os CTT vai permitir a instalação de um “posto” na junta, Lara Martinho quis saber os critérios que ditaram o encerramento e se há alguma hipótese de a situação ser ainda revertida. Perguntou, ainda, a Francisco Lacerda sobre a estratégia que está definida internamente para a resolução dos constrangimentos que estão a ser causados aos cidadãos e empresas dos Açores, bem como para garantir o desalfandegamento na ilha Terceira que é a segunda ilha com mais população nos Açores. Na resposta, o presidente CTT disse acompanhar de muito perto as questões dos Açores e que há vários desafios a ultrapassar. Referiu ainda não ter conhecimentos em relação ao desalfandegamento na Terceira, mas comprometeu-se a analisar as várias possibilidades inclusive de desalfandegamento em Lisboa para redução do tempo de espera.
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