Governo considera que vai haver uma “redução substancial” das galerias da Calheta

O Conselho do Governo dos Açores aprovou um diploma que, após parecer positivo da Câmara Municipal de Ponta Delgada, procede à suspensão parcial do Plano Director Municipal, o qual constitui “mais um passo para a requalificação da zona da Calheta de Pêro de Teive, nomeadamente a demolição das galerias comerciais inacabadas”. O governo realça que a Urbanização Pêro de Teive, na cidade de Ponta Delgada, “encontra-se subaproveitada urbanisticamente e em estado de degradação, sendo urgente proceder à sua reformulação e requalificação”. O projecto de requalificação em causa, segundo o executivo açoriano, consiste “numa redução substancial do volume edificado, através da demolição parcial da construção existente acima da cobertura do estacionamento e na criação de um amplo espaço público de lazer e estadia com zonas verdes e pavimentadas, contemplando ainda a construção de uma unidade turística e área comercial, materializada em dois volumes, sendo mantida uma área ampla abaixo da cobertura destinada a serviços, áreas técnicas e estacionamento público”. O projecto prevê a construção de um conjunto de apartamentos turísticos de quatro estrelas, com 85 unidades de alojamento, uma sala de eventos com cerca de 250 metros quadrados, uma piscina interior e uma passagem de ligação superior com o Azor Hotel. Esta unidade turística é integrada no projecto de reestruturação e requalificação da Urbanização Pêro de Teive, um investimento privado de montante superior a 9,3 milhões de euros, classificado como Projecto de Interesse Regional. “Queremos a Calheta de Volta” considera a solução encontrada “um mal menor” Sobre esta decisão do Governo regional, o Movimento ‘Queremos a Calheta de Volta’, pela voz de um dos seus fundadores, Santos Narciso, afirma que, “embora já com um atraso de alguns meses, em relação aos prazos fixados” pelo Governo Regional, na reunião de 24 de Janeiro do ano passado na Junta de Freguesia de São Pedro de Ponta Delgada, e que apontavam para que as obras pudessem estar no terreno no último trimestre de 2017, “é um sinal de esperança que o processo continue a estar na ordem do dia, “resolvido que foi mais este impasse entre Câmara Municipal e Governo Regional sobre a quem competiria avançar com a alteração do PDM para permitir a construção do edifício destinada a apart-hotel”. “Não sendo a solução ideal para satisfazer o desejo que era a devolução na íntegra do espaço ao usufruto público”, considera Santos Narciso que, “depois de tantos anos e perante o que poderia ser mais um pretexto para muitos mais anos de demora, a solução apresentada e que agora vai ser objecto do projecto definitivo é ‘um mal menor’ aceitável e que pelo menos tem a vantagem de com ela se acabar com a situação muito pior que é ter aquela obra inacabada, sem que haja força política para obrigar os investidores a solução diferente”. O Movimento Queremos a Calheta de Volta espera que agora, depois desta decisão do Governo Regional, o projecto seja apresentado “com toda a urgência”, esperando-se que a Câmara de Ponta Delgada cumpra o que sempre tem dito e que é uma rápida aprovação do mesmo. O “Correio dos Açores” pode adiantar ainda que o assunto tem sido seguido com atenção, tanto pelo Junta de Freguesia de São Pedro, cujo presidente tem mantido diversos contactos com as entidades envolvidas, como pela Assembleia de Freguesia que teve este assunto em análise nas suas duas últimas reuniões.
Print

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima