22 de janeiro de 2018

Trabalhadores da EDA preocupados com limite de gastos com pessoal impostos pelo orçamento regional

A nova coordenadora da Comissão de Trabalhadores da EDA, Dina Morgado, esteve ontem reunida com o Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, por forma a sensibilizar o governante “para questões ligadas ao que está inscrito no Orçamento Regional para 2018”. Em particular, os artigos 8º e 9º que estão ligados à “gestão operacional das empresas públicas e com a contratação de trabalhadores”. A preocupação dos trabalhadores prende-se com a forma como “estes dois artigos limitam, no fundo, a forma como a gestão da empresa é feita e mais em particular na forma como se deverá optimizar a estrutura de gastos em termos operacionais”. Questões que limitam a operação da empresa e que Dina Morgado vai transmitir a Vasco Cordeiro “para solicitar que haja uma aplicação integral dos instrumentos de regulamentação colectiva como o caso do acordo de empresa, que libera essas questões todas e que permite uma livre gestão sem constrangimentos da empresa”. Constrangimentos, refere a responsável pela Comissão de Trabalhadores, que se prendem com questões operativas da própria empresa. “Que têm a ver com reenquadramentos de operadores, tem a ver com as contratações, a liberdade de contratação de pessoal. São tudo factores à volta destas questões que nos preocupam”, destaca Dina Morgado. A eléctrica açoriana, actualmente com mais de 700 trabalhadores, “já tem uma média de idades algo elevada” e Dina Morgado entende que “é preciso contratar pessoas” para áreas com conhecimentos técnicos muitos especializados “e que precisam de pessoas constantemente para reforçar”. De acordo com a estrutura representativa dos trabalhadores, com o orçamento da região para 2018, são necessários, em média, cerca de três meses para a admissão de um novo colaborador, e na falta de reenquadramento de outros trabalhadores haverá uma sobrecarga de horas extra. A representante dos trabalhadores da eléctrica açoriana remata que “são estas as nossas preocupações relativamente à empresa e à liberdade de aplicar o que está no acordo de empresa”. O Orçamento regional contempla todos os anos disposições relativas a trabalhadores do sector público e a expectativa da comissão de trabalhadores da EDA é que o decreto de execução orçamental salvaguarde as suas pretensões. Além dos trabalhadores da EDA, o Presidente do Governo Regional recebeu também ontem ao final do dia a Comissão de Trabalhadores da SATA Air Açores. O passivo da transportadora aérea regional foi um dos assuntos em cima da mesa, já que a Comissão de Trabalhadores, liderada por Jaime Pacheco, já tinha reunido com os partidos com assento na Assembleia Legislativa Regional acerca da sobrevivência financeira da empresa. Faltava agora reunir com Vasco Cordeiro para abordar a questão do passivo acima dos 200 milhões de euros, da SATA Air Açores, denunciado num relatório do Tribunal de Contas em 2016. Carla Dias
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Categorias: Regional

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