Sete farmácias dos Açores estão em situação de insolvência ou penhora

Sete das 54 farmácias dos Açores estão em situação de insolvência ou penhora, o que representa uma percentagem de 11,1%, segundo um relatório do barómetro do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde feito a pedido da Associação Nacional de Farmácias. Da percentagem total, 3,7% das farmácias açorianas estão em processos de insolvência e 7,4% estão com processos de penhora. A Região Autónoma dos Açores surge, assim, entre os 19 distritos portugueses com mais de 10% de farmácias com acções de insolvência e penhora. Nos últimos três anos a quantidade de farmácias em situação de insolvência e penhora na Região tem-se mantido estável, estando em Dezembro de 2015 nesta situação 11,3% das farmácias açorianas. O delegado da Associação de Farmácias nos Açores, José Aires Raposo, confirmou ao Correio dos Açores que algumas farmácias açorianas “estão em dificuldade” enquanto outras estão “relativamente bem” dentro do processo que se pode considerar “de normalidade”. “Há alguns processos complicados” nos Açores, admitiu, revelando que no sector de farmácia “há de tudo um pouco” na Região. A situação das farmácias está sempre condicionada a várias razões “ligadas às disponibilidades económicas das pessoas, às dificuldades financeiras, ao mercado do emprego”, entre outras situações. Existem farmácias na Região que, dadas as dificuldades económicas de alguns dos seus clientes, estão a vender medicamentos fiados mediante receita médica. A percentagem de farmácias em insolvência e penhora é de 17,5% no distrito de Leiria; de 17,1% em Bragança; de 16,9% na Madeira, no Porto e em Viana do Castelo; de 14,9% em Aveiro; de 12,8% em Braga; de 10,9% em Castelo Branco e de 8,7% em Évora. De acordo com os dados da Associação Nacional de Farmácias, todo o país tem farmácias com acções de insolvência e penhora, sendo o distrito de Portalegre o que regista o maior número destas situações (32,6%). Surge em segundo lugar a Guarda (28,8%); Santarém (28,6%); Setúbal (28,4%); Lisboa (27,1%); Faro (27%); Beja (26,8%); Viseu (23,9%); Coimbra (21,6%) e Vila Real (18,6%). Segundo o comunicado da Associação Nacional, o número de farmácias em situação de insolvência ou penhora continua a aumentar em Portugal. Nos primeiros quatro meses deste ano, sete farmácias entraram em insolvência e 16 foram alvo de penhoras. As farmácias com acções de insolvência ou de penhora representam já 20,1% da rede farmacêutica nacional, o que se traduz em 591 farmácias portuguesas. Nos últimos cinco anos registou-se uma subida de 145,2% de farmácias nesta posição. Entre Dezembro de 2012 e Abril de 2017, o número de farmácias em insolvência subiu de 61 para 212, mais 247,5%. No mesmo período, o número de farmácia com acções de penhora aumentou de 180 para 379, o que representa um aumento de 110,6%.
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Autor: J.P.

Categorias: Regional

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