Comprado atum rabilo em Vila Franca a um preço cinco vezes superior ao preço médio de venda na lota Ler mais

Comprado atum rabilo em Vila Franca a um preço cinco vezes superior ao preço médio de venda na lota

O empresário Afonso Van Uden, da empresa ‘Fat Tuna’, está a fazer história no sector da pesca, nos Açores.  O empresário tem já contrato com 12 embarcações, a maioria delas a pescar a partir de São Miguel, a bordo das quais é aplicada uma técnica japonesa que valoriza, em larga escala, o pescado. Em algumas situações, o preço pago ao pescador pode ser cinco vezes mais do que o preço de leilão em lota.  Afonso Van Uden adquiriu, a semana passada, mediante um contrato com uma embarcação de Rabo de Peixe, um atum rabilo de cerca de 300 quilos que foi apenas sangrado a bordo e rebocado para o porto de Vila Franca. Pagou 10 euros por quilo do rabilo, o que representa mais de 5 vezes o preço médio do atum adquirido no leilão da lota. A embarcação recebeu três mil euros por aquele atum. Como diz o empresário, o peixe chegou em óptimas condições ao porto. Mas, se tivesse sido aplicada a bordo a técnica japonesa de valorização do pescado, o preço seria, certamente, superior.
 

Declarado estado de contingência nos Açores de combate a eventuais casos de coronavírus COVID 19 Ler mais

Declarado estado de contingência nos Açores de combate a eventuais casos de coronavírus COVID 19

 O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, anunciou ontem a declaração do estado de contingência nos Açores em resultado da evolução do coronavírus COVD-19 a nível mundial e nacional, com todas as medidas preventivas e recomendações já decretadas a este propósito pela Autoridade de Saúde Regional, bem como todas aquelas que, sobre este assunto, venham a ser emitidas pela mesma entidade.
Um dos jornalistas quis saber o que se passou, entretanto, para a se passar, na Região, de um estado de alerta para um estado de contingência. “A evolução a nível mundial e a evolução no nosso país. Desde logo isso”, respondeu Vasco Cordeiro.
“O estado de contingência tem a ver com o estado de preparação de todo um conjunto de estruturas, a administração regional, o poder local, para uma situação em que nós entendemos que justifica plenamente esta activação”, afirmou.
E o presidente do Governo prosseguiu: “Temos um caso suspeito. Já tivemos casos suspeitos anteriormente, felizmente, não confirmados. No momento em que estamos a falar aqui não há confirmação do caso suspeito. E, portanto, espero que assim continue. Temos que ter a consciência de que ninguém pode garantir que assim continue. Mas interessa a cada momento, no âmbito desta monitorização permanente, que vamos tomando as medidas que melhor se adequam à situação”, concluiu.
O governo, ao adoptar o estado de contingência e a tomar novas medidas, isto poderá relacionar-se com o facto de algumas coisas não estarem a funcionar? Vasco Cordeiro respondeu a esta questão afirmando que, “se quisermos entrar por aí, vamos sempre encontrar situações que podem ser melhoradas. Isso não tem a ver com os governos, tem a ver com a vida das pessoas”.
“ O que gostaria de salientar neste momento”, prosseguiu, “é o esforço que todos (não é só o governo regional), mas que todos estão a fazer para lidar o melhor possível com esta situação. Mas há coisas que nem os governos, nem os profissionais de saúde, que ninguém pode fazer e que tem a ver com os cuidados que cada um deve tomar. A protecção de todos começa com a protecção de cada um. É importantíssimo. Não consigo salientar o suficiente a importância que tem que todos cumpram os cuidados que são recomendados pela autoridade de saúde”.
 
“Serenidade e tranquilidade”

No comunicado lido ontem à Imprensa, Vasco Cordeiro considerou que esta “não é uma situação fácil nem normal” e, neste contexto, apelou ao “sentido de responsabilidade, à serenidade e à tranquilidade de cada um dos açorianos para ultrapassarmos, como Povo e como Região, mais este desafio”.
Questionado sobre as razões porque pedia serenidade e tranquilidade aos açorianos, o presidente do Governo respondeu que “esta não é uma situação normal. É uma situação extraordinária. Peço esta serenidade e esta tranquilidade não porque, até este momento, ela não tenha existido. Tem, é verdade. Mas acho que ela deve continuar”,  salientou.
“Estes não são tempos normais. Nós devemos ter esta consciência. Não devemos menorizar, não devemos, de certa forma, ignorar a dimensão deste desafio

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