Que a Páscoa “seja o culminar de um período de autêntica e profunda conversão de vida” Ler mais

Que a Páscoa “seja o culminar de um período de autêntica e profunda conversão de vida”

Maria de Gouveia é nome literário de Maria José Gouveia, a nossa entrevistada neste dia de Páscoa. Esta açoriana reside há alguns anos na cidade de Évora, e lançou recentemente o livro “O que viste, Maria?” que nasceu da necessidade da autora transpor para a escrita a viagem que fez à Terra Santa. Não se trata de uma crónica da peregrinação, menos ainda uma narração cronológica, pretendeu, sim, procurar relacionar lugares e acontecimentos da vida de Jesus, com a experiência que lhe foi dado vivenciar, enquanto peregrina, enriquecendo-a com algumas descrições colhidas da conhecida da vidente mística alemã Ana Catarina Emmerich. A nossa entrevistada integra a Fundação Frei Eurico de Mello e surgiu como forma de dar personalidade jurídica canónica a uma experiência de vida de um pequeno grupo segundo o ideal de fraternidade de matriz franciscana, vivido na condição laical. Foi criada pelo então Arcebispo de Évora D. Maurílio de Gouveia em 25 de Março de 1987. Neste dia de Páscoa vale a pena acompanhar este diálogo com Maria José Gouveia e percebermos como vive uma açoriana radicada há muitos anos longe da sua terra.

 

“No rosto cansado do romeiro  vemos fé, vemos esperança, vemos alegria por chegar à sua paróquia…” Ler mais

“No rosto cansado do romeiro vemos fé, vemos esperança, vemos alegria por chegar à sua paróquia…”

Este ano, mais uma vez, não saíram os ranchos de romeiros a calcorrear as ruas e atalhos da ilha de S. Miguel, mas nem por isso se deixou de fazer a experiência de romarias interiores. O Correio dos Açores entrevistou Renato Moniz, que habitualmente integra o rancho de Rabo de Peixe, e que nos transmite a tristeza de um romeiro, porque se sente um vazio por ser um ano incompleto sem aquela comunhão de irmãos, sem a partilha de experiências que se vive no rancho durante a caminhada. Para Renato Moniz, trata-se de uma semana de desligamento das coisas triviais do dia-a-dia, uma semana de interiorização, de balanço da vida de cada um e serve, sobretudo, para uma maior conexão com Deus, com a natureza e consigo próprios. Sobre a comemoração para o próximo ano dos 500 anos das romarias, este irmão lança um desafio a todos os romeiros da ilha, para se fazer uma romaria colectiva. Ou seja, partirem juntos de um único sítio, até ao Campo de São Francisco, caminhando e entoando em uníssono a ave-maria, até junto do ‘Senhor de Todos os Açorianos’, o Senhor Santo Cristo dos Milagres, marcando esta data com uma demonstração de fé única que seria, com certeza, uma comemoração que ficaria para a história.

Jovem violonista começou na banda filarmónica e hoje estuda na Alemanha Ler mais

Jovem violonista começou na banda filarmónica e hoje estuda na Alemanha

Sara Cymbron é uma jovem violinista que foim para a Alemanha depois de tirar o seu curso em Portugal. Natural de Santa Bárbara, da Ribeira Grande, nasceu numa família de músicos em que o seu avô, para além de maestro, foi um dos fundadores da Filarmónica Nossa Senhora das Vitórias, onde foi executante e constituiu a sua primeira escola de música. Mais nova, interessava-se por arquitectura e decoração de interiores, mas depois de fazer um estágio de orquestra em Lisboa, apaixonou-se por todo aquele ambiente e mudou completamente o rumo. A decisão de ir para a Alemanha foi fácil, porque este era um objectivo desde muito cedo e sabia que era um país com uma cultura musical e nível musical altíssimo, mas superou a sua expectativa, porque percebeu que se respirava música em qualquer esquina de Leipzig.  Sara Cymbron confessa que aprendeu muito com a pandemia porque agora tem mais tempo para ela, para estudar com calma, sem o stress do dia-a-dia e para aprender coisas novas, não relacionadas com a música. Já longe vão os dias que acompanhava o pai para os ensaios e concerto da sua filarmónica.

 

Assistente Social na linha da frente dos apoios aos afectados pela pandemia refugia-se  na escrita e lança “O voo da borboleta” Ler mais

Assistente Social na linha da frente dos apoios aos afectados pela pandemia refugia-se na escrita e lança “O voo da borboleta”

A nossa entrevistada de hoje é assistente social, mas tem uma grande apetência para a escrita, tendo publicado recentemente o livro “O voo da borboleta”. Neste período pandémico, está na linha da frente de intervenção, pois os serviços sociais são primordiais para muitas famílias, como que um porto de abrigo, o amigo, a mão, a janela que se abre para o próximo no momento exacto, na hora oportuna. O maior desejo de Ana Carolina de Medeiros para este ano de 2021 é a saúde, o amor dos meus filhos, a família e depois os objectivos profissionais… terminar o mestrado em Políticas Sociais. Esta nordestense espera que este ano a Covid-19 seja mais controlada e que cada um cumpra o seu dever, pois só assim chegaremos a um bom porto.

A subida do ‘Rabo de Peixe’ “foi inolvidável” Ler mais

A subida do ‘Rabo de Peixe’ “foi inolvidável”

 A nossa última entrevista deste ano, é com o jovem talentoso, o jogador micaelense Hugo Moniz que desde muito cedo começou nas lides do futebol, entrando para as escolas do Sporting Clube Ideal e dando nas vistas pela sua destreza dentro e fora do campo. Em 2007,o seu talento levou-o ao Futebol Clube do Porto, onde fez uma época e meia como iniciado. Regressou a S. Miguel para jogar na equipa do Santa Clara, e desde então passou por vários clubes, sendo de destacar o Desportivo de Rabo de Peixe, onde este criativo médio teve em 2019/20 uma época de excelência. Hoje mais maduro, como confessa nesta entrevista, temos visto em campo o grande talento deste atleta, dado que Hugo Moniz é um jogador completo, sendo bom não só no drible, como nas muitas mudanças de velocidade e no controlo e condução de jogo. Para Hugo Moniz, o futebol é uma verdadeira escola, onde se aprende a cumprir regras e a levá-las para a vida. O seu sonho para 2021 é o de que acabe esta pandemia.

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