“A Região não é suficientemente rica para sustentar e suportar sozinha a rede de cuidados que fez crescer”

IMG 7694

Não é apologista de que se tenha que colocar bens em nome de uma instituição para se entrar nela, mas também não acha certo que não se responsabilize os responsáveis directos pelos nossos idosos. Noé Rodrigues é Presidente da Direcção do Lar Luís Soares de Sousa e garantiu-nos, em entrevista, que há muito trabalho a fazer, ainda, quanto à sensibilização das famílias e da comunidade.

Correio dos Açores: Quais são as mais-valias que o investimento de 2,3 milhões representam para o Lar Luís Soares de Sousa e para os utentes que ele acolhe?
Noé Rodrigues: Em bom rigor, há mais de 25 anos atrás, quando o Lar Luís Soares de Sousa remodelou as suas instalações e criou as instalações que hoje conhecemos, fê-lo numa ideia de receber casais e pessoas com alguma autonomia que pudessem aqui viver, não como nas suas casas, mas em pequenos apartamentos onde tinham casas-de-banho tradicionais, um quarto-de-cama, uma kitchenette e um quarto-de-sala. Era um pouco a visão daquele outro tempo, só que as pessoas, infelizmente, vão aumentando a sua esperança média de vida e à medida que isso vai acontecendo vão diminuindo as suas capacidades e autonomia. Aquilo que nós aqui tínhamos era, em bom rigor, instalações que não serviam as necessidades dos nossos idosos, os quais tinham dificuldades nos acessos às casas-de-banho e um perigo iminente com uma kitchenette dentro do apartamento, com as consequências que daí podiam advir de uma utilização menos atenta dos bens de que dispunham. Portanto, nesta medida, a direcção anterior a esta desenvolveu um projecto para remodelar as instalações. Tivemos a sorte de, porventura, estarmos aqui quando o projecto já estava a caminho, mas estava muito atrasado do ponto das suas alterações, das questões administrativas e legais e tivemos alguma capacidade de o pôr em marcha e de convocar o apoio generoso da região no financiamento daquilo que pretendíamos. Não conseguimos fazer algumas alterações que o próprio projecto já continha, mas trouxemos uma boa qualidade às instalações e fizemos a obra que veio permitir que idosos em situações mais problemáticas do ponto de vista da sua autonomia possam aqui estar com qualidade de vida, com dignidade e com cidadania. Este foi o grande objectivo destas obras.
Nós postulamos como princípios fundamentais de funcionamento e de actividade do lar três coisas fundamentais: em primeiro lugar a higiene quer dos idosos, quer dos espaços que eles ocupam; em segundo uma alimentação diversificada dos nossos idosos, que é seguida por nutricionistas com todos os requisitos necessários; e em terceiro lugar é o amor, o sorriso, o carinho e a capacidade que todos temos de ter um sorriso para os nossos idosos ao entrar aqui. Nem sempre o conseguimos, mas fazemos os possíveis por atingi-los.

Quais são as modalidades e serviços que o Lar Luís Soares de Sousa oferece aos utentes?
Temos o centro de noite, onde acolhemos no máximo 48 idosos. Neste momento estamos muito próximos de atingir o limite, restam sensivelmente quatro camas. De momento estamos a fazer admissões. Também nesta matéria não podemos nem queremos admitir idosos todos em simultâneo ou todas as semanas, porque achamos que o idoso que vem para o lar tem que ser integrado e acompanhado. Estas situações geram sempre alguma ansiedade e temos que lhes dedicar especial atenção para os ajudar na mudança, já que não são pessoas com idades para gerir mentalmente estas alterações. Temos também o centro de dia e estamos agora a planear as acções para desenvolver no mesmo. Temos igualmente o serviço de apoio ao domicílio, e há vários utentes no nosso concelho que beneficiam muito dos nossos serviços, quer no tratamento de roupas, na higiene das suas habitações, no tratamento dos idosos ou na distribuição de refeições. Temos feito isso como sendo, também, uma valência das nossas actividades. Para além disso, temos sonhos de outras coisas para fazer.

Há projectos futuros em estudo para ampliar a capacidade da instituição de modo a prestar serviços que abrangem outras faixas etárias, como para crianças e jovens?
Nós queremos chegar à população mais jovem. Temos aqui mesmo ao lado poente das instalações um edifício que foi adquirido há alguns anos atrás e nele queremos criar algo que traga alegria para os idosos. Ao contrário daquilo que alguns auguravam, não queremos que o estabelecimento aqui ao lado seja a continuação da vida daqueles que entram aqui na instituição, mas que seja uma lufada de ar fresco, de juventude, algo como aqui os avós e ali os netinhos, para trazer alegria, juventude, movimento e sorriso. Acho que é muito importante para os idosos e mais interessante do que ter ali propriamente mais uma unidade de cuidados continuados que traria expectativas menos esperançosas.
Queremos misturá-los com os nossos jovens e fazer aqui um encontro intergeracional, porque há coisas interessantíssimas que os jovens nos trazem e fazem aprender, mas também não duvido nada que os idosos tenham imensas coisas para ensinar aos jovens e que por vezes nós esquecemos.
Temos pensado muito nisso, mas não somos uma instituição que gere receitas e não temos capital próprio para nos abalançarmos num projecto desta natureza. Estamos agora a ver qual o enquadramento legar que existirá para isso, apresentaremos o projecto, falaremos naturalmente com os responsáveis do Governo Regional para nos ajudarem nesta ideia e espero que tenhamos acolhimento, porque para além de ser um projecto muito interessante do ponto de vista do intercâmbio geracional, tem também uma capacidade de reduzir as necessidades que temos, nomeadamente para jovens e crianças que precisam de apoio quando os pais trabalham e não podem estar com eles.

Como se pode conciliar e distribuir as responsabilidades quando as famílias muitas vezes não têm condições só por si para cuidar dos familiares no fim de vida?
Eu julgo que em termos sociais temos a consciência perfeita, que é assumida por todos, que temos que ser solidários e dar protecção social e resposta social para os mais carenciados. É claro que isso se aplica aos idosos que não têm nas suas famílias a possibilidade de uma rede familiar necessária que trate deles quando necessitam. Portanto, estas respostas sociais são importantes para responder a necessidades às quais a família não consegue. Agora, entre isso e o abuso disso vai uma distância grande. Ou seja, sabemos que socialmente a comunidade tem que intervir nestas situações, tem que acautelar a vida, a dignidade, a cidadania daqueles que durante uma vida inteira trabalharam para aqui termos chegado com conforto que hoje nos encontramos. Mas é óbvio que isso só deve ser supletivo da responsabilidade da família. Em bom rigor, há a necessidade de se repensar o direito sucessório com o dever dos sucessores. Ou seja, temos pessoas que as IPSS e o Governo Regional têm que chamar à responsabilidade para cuidarem dos seus idosos, pais, avós ou tios, mas quando chega ao momento de a casa de família ser posta num inventário de sucessão são os únicos que se apresentam. O direito à herança todos eles reclamam como próprio, o que é verdade e legalmente correcto; o problema é que este direito deve ser associado a um dever de cuidar do idoso. Este é um dever dos sucessores em primeiro lugar e só quando não puder ser cumprido de uma forma plena pelos seus familiares e herdeiros é que deve existir a comunidade a acudir à cidadania daquele que toda vida trabalhou e que precisa de alguém, porque não tem ninguém que cuide deles. Ora, nós assistimos às vezes a abusos deste direito em que a comunidade deve responder a tudo e a mais alguma coisa quando os herdeiros e os sucessores são os primeiros a declinar as suas responsabilidades.

Acha que há condições para legislar sobre o direito de partilha de património dos utentes com as entidades que são cuidadoras dos utentes?
Sabemos que o Governo Regional não tem competência para intervir nesta matéria, mas este assunto não pode deixar de afligir as consciências de todos os que nesta comunidade vão pensando acerca destas coisas. É o Código Civil que o diz e este não se altera com facilidade por uma mera maioria da Assembleia da República. Agora, não se pode deixar de falar disso quando assistimos a uma multiplicação das respostas sociais existentes. Nós temos na região um investimento tremendo na resposta social nomeadamente aos idosos, temos uma boa resposta social; há sempre muita coisa para fazer, mas tem-se investido muito neste sector. E então as famílias que podem em que é que contribuem para os cuidados dos seus próprios idosos? A solidariedade social não pode ser só do Governo Regional para com todos aqueles que necessitam quando alguns destes têm recursos próprios para cuidar da sua solidariedade.

Que medida devem ser tomadas para evitar o colapso de algumas importantes instituições de apoio social?
Em primeiro lugar, é preciso convocar mais as responsabilidades da família. Em segundo lugar, a comunidade deve acudir àqueles que mais necessitam e é isto que as instituições fazem. Não sou apologista de que para se entrar numa instituição destas tenha que se colocar bens em nome da instituição. Isso é uma coisa horrível, que não pode acontecer. O cuidar dos idosos deve ser voluntarioso e da livre vontade das famílias e das instituições. Portanto, não devemos fazer chantagem absolutamente nenhuma. Sabemos que as IPSS, como esta e outras, têm sempre os seus beneméritos que fazem doações. Agora, este património que por vezes é doado a estas instituições, e estou a falar em crítica e auto-crítica, muitas vezes é deixado ao abandono e não podemos permitir que isso aconteça. E quando eu digo que os nossos próprios cabedais devem ser postos ao serviço do trabalho que executamos, é porque acho que este património deve ser explorado e rentabilizado em benefício da melhoria dos serviços que prestamos. É isso que neste momento estamos a tratar. Estamos a actualizar o acervo patrimonial da instituição, criamos o processo próprio para identificação de todo o património que nos pertence, temos vindo a aumentar os níveis, por exemplo, de todas as rendas que não eram pagas e que estavam esquecidas. Tudo isso melhora os nossos rendimentos. Estamos a fazer uma análise das propriedades que temos que não são rentáveis para investir noutras mais rentáveis e que potencialmente nos possam trazer mais rendimentos para o nosso serviço. Este é um trabalho que a direcção está a desenvolver e penso que trará, dentro de três anos, a esta instituição o limiar do seu equilíbrio e a prestação exemplar de serviços e cuidados aos nossos idosos.

Que importância têm os cuidados continuados para os nossos idosos e de que forma têm os mesmo sido acautelados na nossa Região?
Quando os idosos aqui entram, temos uma determinada qualidade de serviços nomeadamente nos serviços de enfermagem e médicos que nos permitem acautelar a longevidade do idoso com dignidade e apoio. Há cerca de dois anos insistimos com a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel no sentido de conceder aos idosos que estão nesta instituição os mesmos cuidados que qualquer idoso tem quando vai a uma unidade de saúde ilha, nomeadamente em termos de materiais, tratamentos de feridas, de infecções, etc. Não temos uma valência nesta área, mas protocolamos com o Centro de Saúde nesse sentido.

É importante alargar a rede de cuidadores formais? Não será altura de criar condições para que os familiares que trabalhem possam usar o direito de suspender a sua função, pública ou privada, para cuidar de forma remunerada dos familiares idosos necessitados de apoio? Esse sistema não pouparia dinheiro ao erário público?
O estatuto dos cuidadores ainda não está bem definido; pode ser um familiar ou não. Há um conjunto de situações que devemos primeiro esclarecer nesta matéria. Aliás, havendo, como há, IPSS que já têm serviços de apoio ao domicílio e que já têm pessoas com alguma formação na área dos cuidados a prestar aos mais velhos, não sei por que motivo os cuidadores especiais não possam ser também membros das IPSS.
É importante também que o cuidador tenha um conjunto de materiais que o faça desempenhar bem as suas funções, e tem que haver muita formação e este cuidador tem que ser observado. Não temos medo, até pelo contrário, que nos façam auditorias, fiscalizações, que venham aqui todos os dias, até porque temos sempre alguma coisa a aprender com nos queira ensinar.
Agora, um cuidador especial tem também que ter um acompanhamento diferente e alguma fiscalização e eu não vi ainda ninguém falar destas coisas. Formam-se pessoas como cuidadores especiais e depois? É a comunidade, outra vez, a pagar estes cuidadores especiais, alguém que fiscalize, e as famílias quando são chamadas para isso? A preocupação de uma família que tem um idoso deve ser como quando se tem um bebé, que é o que permite a cumplicidade entre a família e a sua criança ou o seu idoso. Esta é a base de tudo isso, caso contrário vamos estar sempre a desresponsabilizar aqueles que são os primeiros responsáveis. A comunidade só deve acudir quando a família não poder mesmo intervir.
Evidentemente que seria muito mais fácil que estes cuidadores pudessem tomar conta dos seus idosos nas suas habitações. Quando o idoso se muda de casa para um lar é sempre um motivo de ansiedade. O ideal seria que o idoso pudesse acabar os seus dias na sua casa, no meio das suas casas, no carinho dos seus, agora isso significava que os seus teriam que ter disponibilidade, o que muitas vezes não acontece. E assim os seus são os primeiros para os direitos, mas os últimos para os deveres.

Para si a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados (RRCCI) está a cumprir com as responsabilidades e competências que a lei lhe atribui?
Eu creio que sim. Temos uma rede muito desenvolvida e forte. Aliás, em qualquer parte das nossas ilhas, quando é preciso aparece logo uma assistente social, um serviço, um relatório ou alguém, no conjunto das instituições, para encontrar a resposta mais adequada. Temos uma rede social que detecta, acompanha e procura apoio social para os idosos. Temos uma rede social imensa. Agora, do meu ponto de vista a situação que se coloca é quanto à sua sustentabilidade, porque a região não é suficientemente rica para sustentar e suportar sozinha a rede que fez crescer. E tem que apelar à boa vontade das pessoas e das famílias para a ajudarem a dar esta boa resposta. Infelizmente, as situações aparecem de onde menos se esperam. E temos desde as pessoas que entram no centro de saúde e que depois precisam de um acompanhamento, às pessoas que estão em casa e que podem ser negligenciadas mesmo junto das famílias. Então, temos um conjunto de entidades, desde presidentes de junta de freguesia às assistentes sociais, e uma rede imensa social que tenta sempre encontrar as respostas para estas situações. Agora, há sempre necessidade de fazer mais alguma coisa, mas também acho que há sempre necessidade de convocar as famílias para responderem às suas responsabilidades.

Então, a falta de recursos seja nos lares, seja nos domicílios pode desembocar em casos de negligência?
Sim, podem! E acontece, infelizmente, muitas vezes, apesar do bom sistema e investimento que tem sido feito na área. Porventura, há muitos casos ligados a situações económicas e sociais problemáticas, mas ainda há muitos casos que temos, com consciência comunitária, que acudir.

Qual a relação da família para com o utente que se encontra num lar?
Temos tido uma preocupação enorme em convidar e trazer mais pessoas para virem ao nosso lar e convocamos os familiares dos idosos a participar das nossas actividades. Somos a instituição que, segundo sabemos, tem o horário mais alargado de visitas aos idosos. Nestas obras tivemos o cuidado de reservar espaços para que os familiares possam ou trazer comida ou almoçar com os seus idosos, sem ser a comida própria da instituição, para estarem em particular com os seus. É fundamental que estas dinâmicas se criem e que haja o envolvimento da família, mesmo daquelas que por circunstâncias adversas não conseguem ter os seus idosos consigo. Se a família tiver próxima do idoso ajuda-o a ultrapassar as suas dificuldades e a trazer-lhes vida e alegria.
Gostamos que os idosos tenham cá os seus familiares, mas há casos em que os idosos são aqui colocados e os familiares não aparecem, às vezes por impossibilidade. Felizmente, há muitos que têm vindo e partilham momentos com os seus idosos. Também acho que deveria haver aqui mais voluntariado para ocupação dos mais velhinhos, trazendo mais alegria com mais actividades. Não sendo apenas as actividades que o lar já faz, mas os próprios familiares poderiam trazer para a instituição este tipo de solidariedade. Às vezes basta dar um abraço a um idoso e ele sorri: porque alguém se lembrou disso. Era importante que não fossem só os funcionários da instituição a fazê-lo, que as famílias se lembrassem um pouco disso também!
Que preocupações lhe suscita o envelhecimento da população e o decréscimo da natalidade?
Estamos a desequilibrar de uma forma muito preocupante a nossa comunidade. É óbvio que a população mais velha quer ter o fruto daquilo que descontou toda a vida para o sistema social, ao passo que sentimos que os novos estão numa fase de não poderem descontar tanto para pagar àqueles que estão reformados e a necessitar deste apoio. Houve aqui um momento em que se subverteu este sistema, porque se trabalhamos toda a vida e se fizemos os nossos descontos, provavelmente não necessitaríamos de recorrer aos mais novos para nos pagarem a reforma. Independentemente disso, o que é preocupante é que olhamos para isso sem o devido enquadramento destes problemas. Há problemas etários na nossa sociedade; precisávamos de ter população jovem em maior número do que a que temos para dar mais sustentabilidade ao nosso sistema económico; precisávamos de ter populações em zonas que estão a ser despovoadas e que porventura têm capacidade de acolher pessoas e de desenvolver actividades económicas e sociais, há aqui muitos desequilíbrios e um sacrifício enorme ao longo dos anos. Estamos, infelizmente, a colher frutos de coisas que foram semeadas às vezes de uma forma impensada. Portanto, ao abrigo e à luz deste grande desenvolvimento social e económico que pensávamos ter, negligenciamos muita coisa, nomeadamente o desequilíbrio entre ilhas povoadas e despovoadas, entre interiores e exteriores, mais idosos e menos jovens. Portanto, em beneficio do nosso bem-estar, sacrificamos coisas importantes para a humanidade.

Que mensagem gostaria de deixar à nossa sociedade para que esta esteja mais alerta aos seus idosos e às suas necessidades e aos jovens de hoje que serão os idosos de amanhã?
Não podemos esquecer que hoje temos respostas sociais muito melhores que há 30 anos e, felizmente, temos muita gente nova a trabalhar nisso com formação. É óbvio que muitos jovens precisam de ganhar a consciência de quem um dia serão idosos. Portanto, o desafio que se lança ao jovem estuda é que possa olhar para os pais e para os avós e pensarem que um dia chegarão a ter a idade deles e que tal como eles hoje se sentem um dia serão eles a ter necessidade de alguém que olhe por eles no sentido de lhes dar um abraço, um sorriso, um apoio, uma ajuda. Os mais idosos já ajudaram outros um dia, chega uma altura em que os mais novos também têm que o fazer. Portanto, o desafio que lhes faço é, por exemplo, virem passar uma tarde numa IPSS e conviver com os idosos. Devia haver, por exemplo, na nossa universidade uma disciplina, uma hora até por semestre, em que eles pudessem vir a uma instituição desta natureza para verificarem que o trajecto de vida para o qual se prepara o estudante, pois um dia podem terminar numa instituição destas. Portanto, é dar a sensação de que, se calhar, se todos dessem uma horinha da sua vida, nem que fosse por mês, estas instituições seriam muito mais abertas.
Não há tempo para nada, mas há tempo para ir ao café, ao cinema, ver futebol, telenovelas. E não há tempo para dar ao idoso um abraço solidário a quem está numa casa destas? A solidariedade não se apregoa, pratica-se!