Açores apresenta posição no âmbito da estratégia para a redução das emissões de gases com efeito de estufa na UE

O Governo Regional dos Açores, através das secretarias regionais da Energia, Ambiente e Turismo e das Relações Externas, no âmbito de um processo de consulta pública da Comissão Europeia, apresentou a sua posição no âmbito da estratégia para a redução a longo prazo das emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia.
 Neste documento, segundo informação disponibilizada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social Açoriana, o Governo dos Açores salienta a importância desta temática para o desenvolvimento da Região, pelo que tem vindo a trabalhar na concretização de um conjunto de instrumentos para implementação da Estratégia Regional para as Alterações Climáticas. Com este propósito, foi recentemente aprovada pelo Governo e submetida à Assembleia Legislativa uma proposta de decreto legislativo regional que visa a aprovação do Plano Regional para as Alterações Climáticas (PRAC).
 Este instrumento de planeamento determina que o combate às alterações climáticas se faça em dois planos, nomeadamente da mitigação e da adaptação.
 No plano da mitigação, “reduzindo as emissões dos gases com efeito de estufa, investindo na descarbonização e no aumento da eficiência da economia, tornando-a menos dependente dos recursos energéticos externos”.
 No plano da adaptação, “implementando medidas que protejam os bens, os recursos e as pessoas, aumentando a resiliência aos impactos das alterações climáticas, tendo em conta a interação com outras pressões, nomeadamente socioeconómicas, legislativas e conjunturais”.
 O Executivo Açoriano frisa neste documento que o PRAC, para além de reforçar o conhecimento e a informação sobre as alterações climáticas, “tem como objetivos estratégicos contribuir para a mitigação e para a redução da vulnerabilidade e adaptação às mesmas, tendo identificado ainda um conjunto de medidas de concretização daqueles objetivos”. No documento enviado, o Governo dos Açores refere que o PRAC contempla um total de 74 medidas, das quais 64 relacionadas com a adaptação e 12 dedicadas à mitigação.
 Segundo o Executivo açoriano, o “desafio” das alterações climáticas deve ser encarado “como uma oportunidade para a reconfiguração tecnológica, assegurando a competitividade e a sustentabilidade futura em setores críticos, incluindo o mercado emergente das tecnologias verdes”, ao mesmo tempo que deve equacionar “questões fundamentais de segurança alimentar e energética, de salvaguarda de pessoas e bens, e das políticas de utilização dos solos e de mobilidade”.

60% das acções previstas de combate à pobreza já estão em curso

A Secretária Regional da Solidariedade Social avançou hoje, em Angra do Heroísmo, que, entre as 83 ações previstas no I Plano Bianual 2018-2019 de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, 60% já estão em curso nas diferentes áreas de intervenção.
Andreia Cardoso, que falava à margem de uma reunião entre o Conselho Estratégico e a Comissão Científica da Estratégia Regional de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, revelou que “houve um primeiro momento de balanço, em que foi apresentado o desempenho dos vários órgãos responsáveis pela implementação de cada uma das ações, sendo que uma das primeiras conclusões é que, nesta fase, temos 60% das medidas previstas no plano bianual em curso, o que já é um nível satisfatório”.
 “A destacar, por exemplo, temos a medida que diz respeito à parceria de intervenção comunitária, desenvolvida pela Solidariedade Social e pela Educação, um projeto nas escolas com vista à melhoria do sucesso escolar dos alunos, que já decorreu na Lagoa e que, este ano, avançamos para o Nordeste e para a Povoação”, salientou Andreia Cardoso, referindo-se ao projeto ‘Escola Família e Comunidade’. Na área da Saúde, destacou “o alargamento da saúde escolar aos centros de desenvolvimento e inclusão juvenil, que é uma medida nova e que já se encontra em concretização”.

Aumento da quota de goraz proposto pela Comissão Europeia vai ao encontro das pretensões dos Açores, afirma Gui Menezes

A recomendação de aumento de 11% da quota de goraz para os Açores, no âmbito das propostas da Comissão Europeia para Totais Admissíveis de Captura (TAC) e quotas de espécies de profundidade no Atlântico Norte foi bem acolhida pelo Governo dos Açores.
 O Secretário Gui Menezes salientou que esta “é uma pretensão” do Governo dos Açores, que, no âmbito dos processos de consulta pública da Comissão Europeia, tem proposto o aumento de 10% no limite de capturas desta espécie para a Região.
 “Os novos dados científicos disponíveis evidenciam a recuperação do goraz e apontam para um aumento da abundância relativa desta espécie no arquipélago”, afirmou e defendeu que as medidas de gestão implementadas para a recuperação deste recurso “têm dado resultado”, alertando, no entanto, que “estes processos levam tempo e os aumentos de quota têm de ser graduais e bem fundamentados cientificamente”.
 O governante congratulou-se ainda com o facto de ser proposto que a abrótea do alto deixe de ter um TAC, “atendendo ao baixo volume de capturas e por ser uma espécie de captura acessória na pesca demersal”.
 O titular da pasta das Pescas considerou, no entanto, que a diminuição da quota de ‘Beryxs’ (imperador e alfonsim) proposta pela Comissão Europeia “é excessiva” e recordou que, em 2017, a quota nacional para estas espécies foi repartida pelo continente e pelos Açores, “permitindo que a Região passasse a gerir internamente a sua quota”.
 Desde o final do ano passado, os Açores passaram a regulamentar a captura da quota regional de ‘Beryxs’, que representa 85% da quota total nacional, referiu Gui Menezes, frisando que as medidas implementadas “deram bons resultados”.
 “Este ano, até à data, foram capturadas 139 toneladas de alfonsim e imperador, que renderam cerca de 1,4 milhões de euros, sendo que a quota destas espécies era encerrada prematuramente há oito anos”, disse.
 Gui Menezes acrescentou ainda que, “através do modelo de gestão implementado, se prevê assegurar a pescaria até ao final do ano e obter um maior rendimento, comparativamente com os anos anteriores”.
 Neste sentido, para esta espécie, o Executivo açoriano defende que seja considerado o aumento de 10% nas possibilidades de pesca, tal como tem sido proposto à Comissão Europeia no âmbito dos processos de consulta pública.
 As propostas apresentadas pela Comissão Europeia serão debatidas na reunião de Conselho de Ministros da União Europeia que se vai realizar em Bruxelas, a 19 de novembro, e que contará com a presença do Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

MUSAMI integra Semana de Prevenção de Resíduos

A MUSAMI vai desenvolver duas ações na Semana Europeia da Prevenção de Resíduos 2018 que se realiza de 17 a 25 de Novembro. “Prevenção de resíduos perigosos: hora de desintoxicação” é o tema deste ano.
“Separa os teus resíduos elétricos e eletrónicos que nós recolhemos” é a primeira ação que a MUSAMI irá levar a cabo em parceria com a Associação de Escoteiros de Portugal, prevendo sensibilização junto da população em geral e recolha dos REEE.
A segunda ação consiste num concurso a realizar junto dos estabelecimentos de ensino intitulado: “Separa os teus resíduos elétricos e eletrónicos em casa e traz para a escola”.
Com a iniciativa pretende-se chamar a atenção das populações para a problemática dos resíduos perigosos, ao mesmo tempo que se trata de mais uma oportunidade para apelar os consumidores à adoção de boas práticas ambientais no quotidiano, entre as quais se destaca a separação dos resíduos para reciclagem.
Este é o quarto ano consecutivo que a MUSAMI se associa ao grupo de ações desenvolvidas na Semana de Resíduos dos Açores da Direção Regional do Ambiente, no âmbito da Semana Europeia de Prevenção dos Resíduos.

Comité das Regiões aprova duas dezenas de propostas dos Açores

O Secretário Regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas manifestou ontem, em Bruxelas, “grande satisfação” pelo facto de o Comité das Regiões ter aprovado duas dezenas de propostas de alterações a pareceres que foram apresentadas pelo Governo dos Açores.
Para Rui Bettencourt, trata-se de “um caso excepcional neste Comité das Regiões e nesta sessão plenária”, salientando o facto de ter havido a “compreensão de um certo número de regiões que não são ultraperiféricas, mas que compreenderam a dimensão que estas regiões trazem à União Europeia” e o facto de o plenário de regiões europeias emitir pareceres “que colocam a importância das ultraperiféricas no todo europeu”.
 “As ultraperiféricas são nove e estavam aqui mais de 350 regiões da Europa toda”, afirmou o governante, para quem “foi interessantíssimo e foi muito importante” terem tido um trabalho de proximidade junto de parceiros de várias regiões que não as ultraperiféricas e que “vêem a ultraperiferia como uma questão importante para a Europa de hoje”.
O titular da pasta das Relações Externas sublinhou ainda que esta é uma sessão plenária do Comité das Regiões “excecional em vários sentidos”, por ser “um momento em que várias políticas comunitárias estão a ser reformuladas e construídas”, em particular o Quadro Financeiro Plurianual que irá vigorar entre 2021 e 2027, e porque “nestas novas políticas há um certo número de questões importantes para os Açores”.
As propostas de alteração apresentadas pelo Governo dos Açores agora aprovadas por este órgão consultivo das instituições europeias dizem respeito a pareceres sobre o Pacote Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, o Mecanismo Interligar a Europa, o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) e o Horizonte Europa – 9.º Programa Quadro de Investigação e Inovação, chamando a atenção para a situação particular das Regiões Ultraperiféricas e, neste caso, dos Açores.