Marienses desafiados a aproveitar apoios para reabilitar as vinhas

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Os apoios existentes para a reabilitação e a reconversão das vinhas nos Açores são muito atrativos, nomeadamente no âmbito do programa VITIS. Quem o disse foi o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, lançando um desafio aos marienses para avançarem com projectos de reconversão das suas vinhas.
“No caso concreto da ilha de Santa Maria, é preciso que os proprietários dos terrenos entendam o potencial que existe em relação a estes apoios, que podem atingir, no global, cerca de 30 mil euros por hectare para a reconversão das vinhas, sendo que existem outros apoios para a manutenção da vinha, no âmbito do POSEI, ou manutenção da paisagem protegida, através da Direcção Regional do Ambiente”, frisou João Ponte.
O titular da pasta da Agricultura, que falava à margem do encontro debate sobre ‘Reabilitação das vinhas e das paisagens vinhateiras’, organizado pela Câmara Municipal de Vila do Porto, considerou que “os apoios existentes são fundamentais para a reabilitação e reconversão das vinhas marienses, pelo que os agricultores devem aproveitá-los”.
João Ponte apontou o exemplo da ilha do Pico, onde o programa VITIS tem sido um “instrumento essencial” para a reabilitação e reconversão das vinhas, possibilitando uma “enorme revolução” com benefícios directos para os agricultores e para a economia local.
“É verdade que a classificação da paisagem pela UNESCO como Património da Humanidade foi importante, mas, na verdade, a boa utilização dos apoios existentes, como é o caso do VITIS, é que foi fundamental para a mudança ocorrida no Pico”, disse.
Na ocasião, João Ponte anunciou que serão introduzidas alterações no próximo aviso do programa VITIS, de modo a dar uma resposta cabal às particularidades das vinhas na Maia e em São Lourenço, na ilha de Santa Maria, plantadas em terrenos em socalcos e com áreas pequenas.
Por outro lado, o Governo dos Açores vai fazer um trabalho de maior proximidade junto dos proprietários dos terrenos e dos agricultores, apostando mais na divulgação do programa VITIS, bem como disponibilizar os Serviços de Desenvolvimento Agrário da ilha de Santa Maria para apoiar os produtores na elaboração das candidaturas, de modo a facilitar todo o processo.
João Ponte destacou ainda que os serviços operacionais da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas em Santa Maria estão disponíveis para avançar com o desenvolvimento de um projeto piloto para a reconversão de algumas parcelas de vinha, com vista à produção de uva de castas mais nobres, tendo também como objectivo captar o entusiasmo e adesão de mais agricultores para a vinha.
“Iniciativas como a que hoje aqui nos reúne dão um sinal claro de que há vontade em mudar este cenário. Há uma nova geração interessada em recuperar um legado com história e com potencial económico. O Governo Regional está e estará sempre pronto a apoiar a iniciativa privada, no sentido de recuperar e expandir a produção de vinho também aqui em Santa Maria”, garantiu João Ponte.
Nos últimos anos, o sector vitivinícola nos Açores sofreu uma profunda mudança, com o aumento do número de produtores, o crescimento da área de produção para perto de 1.000 hectares e a valorização dos vinhos.
Este encontro debate em torno das vinhas marienses contou com a participação de vários especialistas nesta área, com o objectivo de encontrar soluções sustentáveis para a recuperação e classificação das paisagens vinhateiras, para a valorização económica e comercial da produção vitivinícola.

Defesa do património natural dos Açores é um “imperativo”, diz Avelino Meneses

A defesa do património natural dos Açores “é uma prioridade”, constituindo-se actualmente “como um imperativo”., disse Avelino Meneses, na abertura do seminário ‘As alterações climáticas e o património cultural’, adiantou que importa que saia deste fórum a mensagem de que “o património é a causa e é a casa de todos nós”.
Tudo isto, acrescentou, para que “se encontrem as melhores bases de entendimento e os melhores meios de intervenção”, para que se desenvolvam “políticas de profilaxia patrimonial que garantam a transmissão para o futuro da herança do passado”.
Para o Secretário Regional, nesse sentido, há que “insistir” no aprofundamento da investigação à luz do trabalho efectuado, por exemplo, por Afonso Chaves e José Agostinho, pelo que a existência da Universidade dos Açores “deve ser a garantia de que assim se faz e de que assim se fará”, e destacou ainda, numa altura em que se assinala o Ano Europeu do Património Cultural, como “objectivo capital” a mobilização da juventude para a causa patrimonial, através, nomeadamente, da inclusão de temas do património cultural no ensino e na investigação.
Neste seminário, organizado pela Direcção Regional da Cultura, sob tutela da Secretaria Regional da Educação e Cultura, cerca de uma dezena de especialistas debatem, ao nível da esfera pública regional, as consequências das alterações climáticas e os problemas daí decorrentes para o património cultural. Inserindo-se nas iniciativas promovidas pela Direcção Regional da Cultura, que procuram pensar o património cultural na comunidade e construir um conceito de responsabilidade partilhada, o seminário ‘As Alterações Climáticas e o Património Cultural’ encerra um conjunto de três, cujo propósito foi o de debater na esfera pública questões relacionadas com património mundial da UNESCO, a fruição das infraestruturas culturais por um público mais vasto, e a preservação e a salvaguarda do património para futuras gerações.

Ponta Delgada prepara-se para passagem de ano

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O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, reuniu ontem com o Presidente e o Vice-presidente da Direcção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Mário Fortuna e João Medeiros, respectivamente, com vista à preparação da passagem de ano 2018/2019.
Para o edil a passagem de ano é um evento âncora e estratégico de Ponta Delgada, de São Miguel e dos Açores, que merece continuidade e não deve ser olhado como um evento municipal.
Este é, pois, um evento fundamental para a consolidação e projecção do destino Ponta Delgada e dos Açores e para a economia local e regional.
Razões que levam a Câmara Municipal e a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada a renovar a parceria existente para a organização deste evento, que tem como um dos pontos altos o espectáculo de fogo de artifício, a que se junta a animação nas Portas da Cidade e o já tradicional Baile de Réveillon do Coliseu Micaelense.
Em breve será celebrado o protocolo entre ambas as entidades com vista à organização da passagem de ano 2018/2019, lê-se numa nota da autarquia pontadelgadense.

São Miguel manteve nos primeiros oito meses do ano os mesmos passageiros que igual período de 2017

No mês de Setembro de 2018 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 163.367 passageiros, um aumento de 2,5% face ao mesmo mês de 2017. Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 20.219, originando um decréscimo homólogo de 12,1%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 69.268, apresentando, neste caso, uma variação homóloga positiva de 1,7%.
Em termos acumulados, nos primeiros nove meses de 2018, verificou-se uma variação homóloga positiva de 3,2% no desembarque de passageiros e no terceiro trimestre, uma variação homóloga igualmente positiva de 3,6%.
A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Agosto de 2018 foi a de São Miguel com 94.792, seguida da Terceira com 34.702 e Faial com 11.986.
No entanto, a ilha que apresentou maior crescimento homólogo foi a do Pico com 14,6%, seguindo-se as Flores com 9,6% e Santa Maria com 8,6%.
Em sentido contrário, a ilha do Corvo apresentou um decréscimo homólogo de 0,7%. A ilha de São Miguel registou um acréscimo praticamente nulo.
No terceiro trimestre de 2018, a ilha que apresentou maior variação homóloga positiva foi igualmente a do Pico com 13,1%, seguida das Flores com 9,9%.
Quanto ao acumulado dos primeiros nove meses, a ilha que verificou maior variação homóloga positiva foi a do Corvo com 14,2%, seguida do Pico com 12,2%.

Dois pescadores estão desaparecidos ao largo da ilha de São Jorge

A operação de busca e salvamento para encontrar os dois pescadores desaparecidos desde Segunda-feira ao largo da ilha de São Jorge, nos Açores, está a ser dificultada pelas condições climatéricas, disse ontem o capitão do porto da Horta.
De acordo com noticia publicada pelo Correio da Manhã, baseada na agência Lusa, os dois pescadores desaparecidos encontravam-se a bordo de uma embarcação de pesca da ilha Terceira, juntamente com um terceiro elemento, quando um incêndio na casa das máquinas obrigou-os a abandonar o barco, na noite de segunda-feira, ao largo da ilha de São Jorge, que se presume tenha naufragado. Dos três náufragos, apenas um conseguiu nadar até à costa da ilha de São Jorge, alertando de imediato as autoridades, que iniciaram as operações de busca ao início da manhã de ontem, na tentativa de encontrar os dois homens que ainda se encontram desaparecidos.
Nas buscas, que o prolongar-se até às 19h30 locais, estão empenhados uma aeronave da Força Aérea, um navio da Marinha Portuguesa, uma embarcação da Polícia Marítima da Horta, um barco da Estação Salva-vidas da Horta e um outro dos Bombeiros Voluntários da Calheta, além de várias embarcações de pesca das ilhas Terceira e de São Jorge, que “de forma autónoma e espontânea” estão a colaborar nas operações. Se as buscas não forem bem sucedidas, as operações serão retomadas por volta das 07h30 desta Quarta-feira, dia 10.