Marta Guerreiro sublinha “excelente desempenho” na gestão de resíduos

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo destacou a ilha das Flores pelo “excelente desempenho” em matéria de gestão de resíduos, ao ponto de, pelo segundo ano consecutivo, ter sido valorizada a totalidade dos resíduos urbanos produzidos.
“Em 2016 e 2017 foram encaminhados cerca de 85% dos resíduos urbanos para a valorização material (reciclagem) e orgânica (compostagem) e 15% para a valorização energética na TERAMB”, salientou Marta Guerreiro, no final de uma visita ao Centro de Processamento de Resíduos das Flores.
A titular da pasta do Ambiente salientou que “a ilha das Flores está na linha da frente” em matéria de gestão de resíduos, considerando que “estes resultados são fruto de uma estratégia consolidada”.
Marta Guerreiro destacou “o papel fundamental da ilha no desenvolvimento dos seus sistemas de recolha de resíduos urbanos, com uma aposta forte na recolha selectiva”, salientando ainda o facto de, em 2017, outras duas ilhas terem seguido o bom exemplo das Flores, alcançando o objectivo de “aterro zero”, concretamente o Corvo e Santa Maria.
Marta Guerreiro visitou também a selagem da antiga lixeira de Santa Cruz das Flores, dando nota da conclusão da empreitada destinada a colmatar a sustentação do coberto vegetal, na sequência de deslizamentos ocorridos.
No local, a governante manifestou-se satisfeita com a informação de que as obras agora realizadas permitiram estabilizar o solo nos taludes, de forma a que o coberto vegetal se desenvolva normalmente.
Marta Guerreiro adiantou ainda que serão feitas sementeiras com espécies endémicas e será mantida uma monitorização regular, até que vegetação ocupe a generalidade dos taludes.

BE insiste na criação de passe que junte transporte marítimo e terrestre nas ilhas do triângulo

Cruzeiro-do-Canal

O Bloco de Esquerda insiste na defesa da criação de um passe social intermodal para as ilhas do triângulo – que permita o acesso ao transporte marítimo e aos autocarros por um preço mais acessível – e quer saber porque razão o Governo Regional ainda não implementou esta medida que estava prevista no Plano Integrado de Transportes.
A quantidade de passageiros que viajam entre as ilhas do triângulo justifica a criação de um passe social intermodal, que permita o acesso a um plano coordenado que integre os transportes coletivos marítimos e terrestres, que garanta a articulação com os horários laborais e cujos custos de aquisição constituam uma poupança em relação aos preços atuais.
“A realidade demonstra que nos locais em que já foi instituída a oferta do passe social intermodal, este é definido como um título de transporte de insubstituível importância sócio-económica e como um inegável fator de justiça social”, lê-se no requerimento enviadoontem pelo BE ao Governo Regional.
Com a criação do passe social intermodal a Região estará a promover a utilização de transportes coletivos – contribuindo para uma melhoria significativa na vida das pessoas que fazem a travessia entre as ilhas do triângulo – e a fomentar uma boa prática ambiental.
O Bloco pergunta, assim, à secretária regional dos Transportes e Obras Públicas quais as razões para que ainda não haja a oferta do passe social intermodal nas ilhas do triângulo, e se o Governo Regional mantém a intenção de implementar esta modalidade de bilhete.
Os deputados do BE perguntam ainda para quando está prevista a introdução do passe social de transporte terrestre por zona, cuja implementação também estava prevista no PIT, mas que ainda não foi implementada.
O passe social por zona permitiria a utilização de diferentes carreiras numa determinada zona, em vez de um único circuito, como acontece atualmente. Esta seria também uma forma de incentivar a utilização de transportes públicos.

PSD/A desafia PS a sair do isolamento e a contribuir para recuperação do tempo de serviço dos docentes

Os deputados do PSD/Açores na Comissão de Assuntos Sociais do Parlamento açoriano desafiam o Partido Socialista a sair do isolamento e a dar o seu contributo, com propostas concretas, para a iniciativa do PSD/Açores que propõe a recuperação de sete anos de trabalho dos docentes nas escolas da Região.
Jorge Jorge, que falava no final das audições ao Sindicato dos Professores da Região Açores e ao Sindicato Democrático dos Professores dos Açores sobre a proposta do PSD/Açores, considera que “o isolamento do PS” e a “deturpação deliberada que o PS está a fazer da nossa proposta em nada dignifica o papel dos órgãos de governo próprio como o parlamento”.
“No decorrer das audições ficou evidente que os deputados do PS, que não apresentaram uma solução, estão mais interessados em atacar a proposta do PSD/Açores do que em melhorar uma iniciativa que está aberta ao contributo de todos os que defendem uma solução”, afirmou o deputado do PSD/Açores.
Em Junho, o PSD/Açores apresentou um projecto de decreto legislativo regional para a recuperação do tempo de serviço dos docentes da Região, começando a 1 de Janeiro de 2019 e prolongando-se durante cinco anos, de modo a que em 2023 esse tempo de serviço dos docentes possa estar totalmente recuperado.
“Essa é uma proposta que visa, por um lado, repor uma justiça, porque o tempo de serviço prestado pelos docentes não pode ser apagado, e cumprir a nossa Autonomia, por outro, na medida em que a Região dispõe de competências próprias para legislar sobre a carreira dos docentes”, insiste Jorge Jorge.
O deputado reforça que a recuperação do tempo de serviço dos professores “será feita de forma faseada para que os impactos orçamentais sejam melhor acomodados” e condena a tentativa do PS de “lançar alguma poeira sobre essa questão, passando mensagem de que os professores querem ganhar mais”.
“Não há nenhuma reivindicação salarial por parte dos professores.
Há apenas o pedido de contagem efetiva do tempo de serviço. E é isso que propomos, de forma faseada”, esclarece, frisando que, perante a inércia do PS e do Governo regional, “cabe ao parlamento encontrar uma solução para os docentes”.

Actividade dos bombeiros: 141 doentes urgentes transportados numa semana

Ambulanciasebombeiros

Os Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada receberam 494 alertas a semana passada. Os números constam do habitual resumo da actividade operacional semanalmente divulgada no seu Site da Internet (www.bvpd.pt).
Esses alertas motivaram que tivessem sido percorridos 21.351 quilómetros e que fossem dispensadas 658 horas, no que à duração dos serviços prestados diz respeito.
Seis bombeiros apoiados por duas viaturas foram os meios necessários para os “soldados da paz” acudirem a dois fenómenos naturais, vulgarmente denominados de cheias.
Ao nível dos incêndios, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada foi chamado a extinguir dois incêndios urbanos (13 bombeiros e 8 viaturas), dois incêndios rurais (7 bombeiros e 4 viaturas) e um incêndio em detritos não confinados (6 bombeiros e 2 viaturas).
Os acidentes rodoviários também fazem parte da esfera da actuação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada, registando-se nesse particular duas situações de atropelamento que necessitaram da intervenção de quatro bombeiros apoiados por duas viaturas, os mesmos meios que foram utilizados em dois acidentes motivados por despiste de veículos, ao passo que uma colisão necessitou da colaboração de quatro bombeiros apoiados por uma viatura.
No período compreendido entre 24 e 30 de Setembro foram transportados 141 doentes urgentes e 744 doentes não-urgentes registando-se ainda cinco transportes afectos à evacuação médica aérea.
No âmbito das suas competências, os bombeiros intervieram ainda numa situação de conflitos legais (2 bombeiros e 1 viatura), participaram em duas acções de patrulhamento, reconhecimento e vigilância (4 bombeiros e 2 viaturas), estiveram de prevenção em cinco actividades de lazer (15 bombeiros e 6 viaturas), procederam à abertura de duas portas com socorro (8 bombeiros e 4 viaturas) e a uma abertura de porta sem socorro (2 bombeiros e 3 viaturas).
Três bombeiros e três viaturas foram os meios necessários para dois serviços de limpeza de fossa, três regas foram concretizadas com a prestação de três bombeiros apoiados por três viaturas, registando-se ainda uma lavagem de via pública (1 bombeiro e 1 viatura), 11 transportes de água (26 bombeiros e 26 viaturas), um exercício/simulacro e 10 outros serviços, entre os quais quatro serviços relacionados com expediente do quartel (5 bombeiros e 5 viaturas).

 

Construção e requalificação de escolas representa investimento actual de 160 milhões de euros

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As obras de requalificação da Escola Padre Maurício de Freitas, em Santa Cruz das Flores, enquadram-se no programa de construção e beneficiação de edifícios escolares que está em curso na Região e que ascende a um investimento global de cerca de 160 milhões de euros.
“O investimento nesta escola não é isolado e integra-se num conjunto de investimentos que decorreram e estão a decorrer em várias escolas da Região. É um programa que, no espaço de oito anos – até 2020 -, significa um investimento de mais de 160 milhões de euros em equipamentos escolares”, afirmou Vasco Cordeiro.
O Presidente do Governo falava aos jornalistas no primeiro dia da visita estatutária à ilha, após ter visitado as obras que estão a decorrer na EBS das Flores, as quais, incluindo a primeira e a segunda fase, ascendem a cerca de um milhão de euros.
Desde 2012, já entraram em funcionamento a ampliação da EBI de Angra do Heroísmo, o edifício da Educação Especial da EBI de Rabo de Peixe, a 1.ª Fase da EBI da Horta, a ampliação da ES Domingos Rebelo, a nova EBS das Velas, a nova EBI da Ribeira Grande e nova EBS das Lajes do Pico.
Além disso, encontram-se actualmente em fase final de construção as empreitadas da nova EBS da Calheta e da requalificação da EBI Canto da Maia.
Também já foi iniciada a obra de requalificação total da EBI das Capelas, a que se seguirão as obras nas escolas de Rabo de Peixe e dos Arrifes.
Relativamente à EBS das Flores, a primeira fase, que está a decorrer, tem a ver com a resolução de questões do ponto de vista da funcionalidade e do conforto, a que se seguirá uma segunda fase relacionada com uma intervenção estrutural, que se iniciará dentro em breve.
De acordo com o Presidente do Governo, o projecto desta segunda fase já está em elaboração, seguindo-se a sua concretização, nomeadamente ao nível da componente estrutural de quatro salas de aulas, que datam do início dos anos 90.
“Esta escola destaca-se, também, pelos seus resultados. Nas provas finais de 2018 destacou-se, sobretudo, nas provas de Português e Matemática. Em ambos os casos com médias superiores à média regional. No caso da prova de Português, mesmo com uma média superior à média nacional e, no caso de Matemática, com a média igual à nacional”, destacou Vasco Cordeiro.