Pescadora trabalhou com os pais na terra e foi com o marido para o mar
- Categoria: Destaque Principal
- Criado em 06-09-2014
- Escrito por Bárbara Almeida
A presidente da Associação “Ilhas em Rede” confirma que há já 6 anos que esperavam por uma oportunidade para reunir com o Governo Regional dos Açores e não sabe explicar porque é que até agora nunca tiveram oportunidade “não posso falar pelos outros”, diz.
Ontem à tarde finalmente conseguiram reunir com o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu.
A reunião serviu para a direcção dar a conhecer a associação das Mulheres na Pesca: “explicar quem somos, o que fazemos e quais as dificuldades que enfrentamos”. À saída, Lurdes Batista disse que a reunião correu bem, que serviu para trocar “impressões e contactos” e que apesar do secretário “não prometer nada” em concreto, se mostrou disponível, adianta Lurdes Batista, para “analisar os projectos” que a associação quer implementar.
Também em declarações aos jornalistas Fausto Brito e Abreu frisou que o Governo Regional dos Açores considera importante a actividade desta associação, que tem vindo apoiar financeiramente, salientando o facto de “divulgar e partilhar algumas experiências de sucesso entre ilhas”. O responsável pelo sector também “salientou a importância da dignificação do trabalho das mulheres na pesca”.
Desde 2010 que a “Ilhas em rede” recebe verbas do Governo Regional dos Açores, através de protocolos, que têm servido para ajudar a realizar alguns encontros entre as profissionais que vivem nas nove ilhas dos Açores. Agora mais do que dinheiro querem que o Governo apoie, principalmente, ao nível da “venda e transporte de peixe” na região, adianta a presidente da associação. Lurdes Batista garante que “as dificuldades são muitas” e que nos últimos tempos o “peixe está a valores muito baixos” enquanto o nível de vida “está cada vez mais caro”.
Mesmo que as pescadoras consigam ter um outro mês mais favorável, Lurdes Batista lembra que, “o IRS e as Finanças levam tudo e mais alguma coisa” que se consiga tirar do mar com tanto esforço e dedicação. Explica que há semanas, muitas, que só conseguem tirar 50 ou 60 euros do seu trabalho.
Admite que muitas mulheres da pesca sobrevivem graças à imaginação e aos cortes que vão fazendo no dia-a-dia: “cortamos em muita coisa menos na água e na luz porque já não dá para viver sem isso”, desabafa a presidente da Associação “Ilhas em Rede”. Lurdes Batista é uma das 45 mulheres da Associação que conta já com representantes em quase todas as ilhas dos Açores.
Os filhos foram criados no mar
Pescadora há 34 anos conta que trocou a terra pelo mar. “Os meus pais eram camponeses e eu trabalhava com eles na terra, era totalmente diferente”. Quando casou, Lurdes Batista, virou-se para o mar e recorda que foi “muito difícil”, não pelo trabalho em si mas pelas reacções das pessoas. “Não aceitavam as mulheres a trabalhar na pesca”, lembra! “Várias vezes chamei a polícia marítima para me deixarem trabalhar”. Conta que no Porto da Caloura, “ouvia palavrões” e Lurdes explica: “como mãe de família e com os meus filhos ali eu não podia aceitar isso!”. Garante agora “é totalmente diferente” e “já se vê a profissão como outra qualquer”.
Até irem para a escola os três filhos “foram criados sempre comigo no trabalho”. Quem vive da pesca “não tem horas de acordar nem horas para se deitar” e conta que, às vezes, é como se não houvesse nem dia nem noite. Têm muita coisa para preparar em terra porque “quando o barco chega tem de estar tudo pronto para sair” e “nunca se sabe quando é que vai voltar”. Pode ser “nesse mesmo dia, à noite ou até no dia seguinte e isso é muito difícil!”. Quanto às férias: “há já muito tempo que não há férias para quem pesca”.
Há 4 anos Lurdes Batista teve um acidente em terra que a impede de trabalhar no mar e, agora, são dois dos seus filhos que estão “a comandar um barco”. Admite que hoje em dia “não compensa ser mulher pescadora” mas pergunta “com 50 anos qual é a profissão que eu posso ter?”
Associação “Ilhas em Rede”
Constituída a 8 de Julho de 2008 a “Ilhas em Rede” é uma associação sem fins lucrativos que surgiu no âmbito do projecto “A Mulher na Pesca”. A associação pretende “promover a valorização sócio-profissional das mulheres da pesca no Arquipélago dos Açores, contribuindo para a igualdade de género no sector”. É constituída “por todas as mulheres ou pessoas colectivas dispostas a defender os seus direitos no âmbito das pescas”. As duas sócias colectivas da associação são: a Associação de Mulheres de Pescadores e Armadores da Terceira (AMPA) e a Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres (UMAR-Açores).
A associação assume com principais objectivos a promoção de “intercâmbios entre as mulheres das diferentes ilhas” e o “desenvolvimento de acções de intercâmbio e parceria a nível regional, nacional e internacional”. Apostam também na “valorização e afirmação económica e social das mulheres” e na “participação paritária no sector das Pescas”. Como objectivo, destacam também a importância de “apoiar e promover acções de formação e informação que contribuam para uma maior consciencialização e afirmação das mulheres, enquanto trabalhadoras e cidadãs”. E também “apoiar e promover a realização de estudos, publicações, seminários, debates e outras acções”.
Bolas de Berlim chegam às praias de São Miguel pela mão de uma jovem empresária da Nazaré
- Categoria: Destaque Principal
- Criado em 05-09-2014
- Escrito por CA
As típicas bolas de Berlim chegaram este verão às praias da ilha de São Miguel, uma iniciativa da empresária Catarina Ferreira, que aguardou dois meses pela licença para poder vender este doce.
“Eu já tenho as coisas todas preparadas para começar desde Julho, só que a autorização veio há uma semana ou nem isso. Oficialmente só começámos na quarta-feira”, afirmou Catarina Ferreira em declarações à Lusa. A empresária, a residir há alguns anos nos Açores, cresceu na zona da Nazaré e habituou-se a comer bolas de Berlim durante o verão na praia, uma tradição habitual nos areais do continente que decidiu importar agora para São Miguel.
O primeiro dia de vendas do doce “correu muito bem”, na praia de Santa Bárbara, na cidade da Ribeira Grande, onde decorre actualmente o SATA Azores Pro, com a elite mundial do surf.
“Passado uma hora e meia já tinha vendido todas as bolas de Berlim. Tive de fazer mais”, disse Catarina Ferreira, revelando que tinha feito de manhã 40 bolas de Berlim, que são vendidas cada uma a 1,20 euros.
Catarina Ferreira explicou que utiliza a receita das bolas de Berlim de Alcobaça, que têm “massa mais fofa e o creme é feito com ovos”.
Para ultrapassar a burocracia Catarina Ferreira revelou que começou a vender as bolas de Berlim no 3/4 Café, em Ponta Delgada, e, como faz diariamente o doce, tem capacidade para vendê-lo nas praias micaelenses “enquanto estiver bom tempo”.
“Até ao final da SATA Azores Pro estará nos Areais [Santa Bárbara]. Depois, consoante o tempo, vamos estar na praia das Milícias”, em Ponta Delgada, afirmou Catarina Ferreira, acrescentando que também aceita encomendas por telefone ou através da página “Olhaaboladeberlim” na rede social do ‘Facebook’.
A empresária adiantou que as bolas são vendidas numa tradicional cesta de verga, com apoio de um carro, que fica estacionado junto à praia.
“O nosso objectivo é, uma vez que demorou mais do que era suposto a licença, perceber a receptividade das coisas e depois pensar num projecto mais a sério para o ano. Poderá ser um equipamento móvel para andar pelas praias todas durante o dia, com determinadas horas marcadas. Esse é o meu projecto para continuar com isso”, revelou a empresária.
Hospital do Divino devolveu milhares de requisições e exames de imagiologia aos centros de saúde de São Miguel
- Categoria: Destaque Principal
- Criado em 05-09-2014
- Escrito por João Paz
A Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel garantiu ontem à ‘Antena 1 Açores’ que “não há qualquer conflito com o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, em sequência à devolução, no passado mês de Maio, de milhares de requisições e exames de imagiologia alegadamente por falta de explicação clínica nos processos.
Entretanto, os médicos de família reavaliaram caso a caso e os processos pendentes vão ser agora feitos pelos privados depois da assinatura das convenções.
A responsável pela Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, Maria João Carreiro, explicou à ‘Antena 1 Açores’ que “a situação altera-se porque, a partir do dia 1 de Setembro, a Unidade de Saúde de Ilha vai fazer convenções com os particulares para imagiologia, como já fez para as análises clínicas, e eventualmente endoscopias também. Estamos a tratar deste processo ao longo deste mês”, disse.
Maria João Carreiro garantiu que, em sequência da portaria da secretaria da saúde publicada no final de Julho (a nº 51 de 30 de Julho), os centros de saúde estão a convencionar os exames com os privados. Os documentos serão assinados ainda na primeira quinzena deste mês. Em princípio, segundo Maria João Carreiro, o compasso de espera não vai prejudicar os utentes.
“Se houve utentes – e há com certeza – que precisem de um exame de imagiologia, vamos fazer o acerto de contas ao privado. Vai acertar para trás e não há problemas”, assegurou a responsável pela Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.
Ecografias, tac’s e mamografias requisitadas pelos centros de saúde passam a ser feitas pelos privados já a partir deste mês.
Entretanto, o Hospital do Divino Espírito Santo só faz agora os exames requisitados pelos seus próprios médicos.
Princípios das convenções
A portaria nº 51 de 30 de Julho, estabelece o regime de celebração das convenções no Serviço Regional de Saúde, “adequando-o à actual realidade de prestação de cuidados de saúde na Região Autónoma dos Açores que permita, com respeito pelos princípios da complementaridade, da liberdade de escolha, da transparência e da igualdade, assegurar o acesso a cuidados de saúde no âmbito da respectiva rede regional”.
Estipula que o recurso “à prestação de cuidados de saúde ao abrigo de convenção pode pôr em causa o racional aproveitamento da capacidade instalada no sector público, nem prejudicar a garantia da acessibilidade àqueles cuidados por parte dos utentes do Serviço Regional de Saúde”.
Terá sido com base nesta lógica que os centros de saúde de S. Miguel enviaram para o Hospital do Divino Espírito Santo os milhares de exames de imagiologia que a unidade hospitalar devolveu à procedência com um argumento que, curiosamente, não é questionado pela responsável da Unidade de Ilha de Saúde de São Miguel.
As convenções que estão a ser estabelecidas devem obedecer a princípios como a “equidade no acesso dos utentes aos cuidados de saúde”, a “complementaridade na garantia da prestação de cuidados de saúde entre os prestadores convencionados e os serviços públicos” e a “liberdade de escolha dos prestadores pelos utentes, de acordo com as regras de organização estabelecidas”.
Segundo a mesma portaria, a contratação de convenções deve prosseguir objectivos como a “prontidão, continuidade e qualidade na prestação dos cuidados de saúde, incluindo promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença e reabilitação” e a “obtenção de ganhos de eficiência na distribuição e afectação de recursos do Serviço Regional de Saúde” além de uma “articulação eficaz e eficiente entre instituições saúde públicas e privadas a operar” nos Açores.
Convenções com privados
de fisioterapia serão feitos
com o Hospital do Divino?
A decisão do Governo dos Açores de deixar de estabelecer convenções com clínicas de fisioterapia, outros serviços de prestação de cuidado de saúde e laboratórios de análises clínicas está a criar um forte descontentamento junto dos privados e começa a ter os primeiros impactos negativos, em termos de esperas e demoras, junto dos utentes do Serviço Regional de Saúde.
De acordo com fontes de informação do ‘Correio dos Açores’, o Hospital do Divino Espírito Santo está a esgotar a sua capacidade de prestações de cuidados de saúde, antes de estabelecer convenções, nomeadamente, com as clínicas de fisioterapia.
A informação de que dispõe o ‘Correio dos Açores’ é que o desaparecimento das convenções com os privados, nomeadamente ao nível da fisioterapia, reduz em percentagens significativas os níveis de saúde pública, mormente de utentes em listas de espera que acabam por se acomodar em casa – apesar do direito que têm a cuidados de saúde rápidos e eficazes. O mesmo acontece em relação a outros serviços de saúde em que a Região – para reduzir custos, “sem olhar a meios”, no sector da saúde, está a prejudicar visivelmente os utentes.
De harmonia com as fontes de informação do ‘Correio dos Açores’ há já laboratórios de fisioterapia, entre outros, que estão a despedir os trabalhadores contratados a recibo verde.
Este governo, dizia ao ‘Correio dos Açores um profissional de saúde que pediu o anonimato, “está empenhado em acabar com os privados no sector da saúde”.
Portaria limitadora
de apoios aos utentes
Entretanto, a portaria 52 de 29 de Julho que define, por sua vez, os reembolsos aos utentes do Serviço regional de Saúde reduzem os tratamentos de fisioterapia e saúde oral em clínicas privadas a mínimos considerados “inaceitáveis” para os utentes e para os privados.
Desde logo, os utentes que tiverem um rendimento médio mensal igual ou inferior a 2,5 vezes o Indexante de Apoios Sociais, recebe 100% do apoio público. O utente que tiver o rendimento médio mensal superior a 2,5 vezes o Indexante de Apoios Sociais e igual ou inferior a 4,5 vezes o Indexante de Apoios Sociais recebe um apoio correspondente a 80% da despesa na clínica privada; e o utente que tenha o rendimento médio mensal por membro do agregado familiar superior a 4,5 vezes o Indexante de Apoios Sociais recebe 40% de apoios.
Estes rendimentos são avaliados pelas Unidades de Saúde nos termos das declarações do IRS dos membros do agregado, relativas ao ano civil imediatamente anterior.
Sem quererem pronunciar-se sobre esta diferença nos apoios concedidos, o que é criticado pelos profissionais de saúde privada é a limitação aos actos médicos apoiados pela Segurança Social mesmo para utentes de famílias com fracos recursos económicos. Esgotado o número de intervenções apoiadas pela Região, os utentes deixam de receber tratamento por não terem meios próprios para os continuar.
O que está em causa: A segurança das crianças ou a privacidade dos pedófilos?
- Categoria: Destaque Principal
- Criado em 05-09-2014
- Escrito por CA
A nossa reportagem saiu ontem à rua, para inquirir alguns cidadãos sobre um tema que esta semana tem dado muito que falar. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, poderá avançar, até Dezembro, com a criação de um registo nacional de abusadores de crianças. Os dados dos agressores sexuais condenados – identidade, foto, morada, crime e condenação – serão transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches da zona de residência dos pedófilos. Nos casos mais graves, o alerta estende-se aos vizinhos. Apesar de muitos dos inquiridos e terem recusado a responder sobre a matéria para não ficarem ligados ao tema pedofilia, mesmo assim, houve quem opinasse. Na globalidade, os açorianos privilegiam a segurança das crianças em prol da privacidade dos pedófilos. Aqui é ponto assente, até porque se trata de um caso de segurança cívica e pública.
Sobre o que pensam ser a pedofilia, houve quem não soubesse explicar, outros dizem ser uma doença com muita maldade à mistura. Convém aqui acrescentar, que apesar de inspirado na Lei de Megan norte-americana, o modelo de referenciação português, ainda em estudo, vai impor limites para a divulgação dos perfis dos abusadores: A lista não vai estar acessível a quem quiser, na Internet. É o sistema judicial que decide quem deve ser informado, de acordo com a perigosidade do condenado.
Segurança cívica
e pública
Sónia Melo
24 anos
Concorda que os dados dos agressores sexuais de crianças sejam transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches de residência dos pedófilos?
“Concordo, porque temos direito de saber quem eles são. É uma questão de segurança cívica e pública”.
Para si, o que é a pedo-filia?
“Não sei se é uma doença, é inexplicável”.
Também existe muita malvadez
Pedro Moniz
30 anos
Concorda que os dados dos agressores sexuais de crianças sejam transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches de residência dos pedófilos?
“Sim, porque seria uma maneira das autoridades puderem controlar melhor os movimentos dessas pessoas”.
Para si, o que é a pedo-filia?
“Está ainda muito aquém de se saber, ao certo, o que é. Há muita informação, mas também existe muita malvadez, nisso tudo”.
Gostaria de saber quem são
Ângela Medeiros
20 anos
Concorda que os dados dos agressores sexuais de crianças sejam transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches de residência dos pedófilos?
“É uma maneira de se poder restringir melhor os movimentos dessas pessoas. Se acontecesse na zona onde moro, gostaria de saber quem são”.
Para si, o que é a pedo-filia?
“Pode ser uma doença, mas é inqualificável, porque as crianças são inocentes e não têm meios de se defenderem”.
As crianças
são indefesas
Victor Abreu
45 anos
Concorda que os dados dos agressores sexuais de crianças sejam transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches de residência dos pedófilos?
“Acho muito bem, porque as crianças são indefesas, e seria mais uma maneira de se prevenir futuros actos dessa natureza”.
Para si, o que é a pedo-filia?
“Em muitos casos, as pessoas são motivadas por maldade”.
Proteger os nossos filhos e crianças
Anita Abreu
36 anos
Concorda que os dados dos agressores sexuais de crianças sejam transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches de residência dos pedófilos?
“Concordo, porque assim será muito mais fácil conseguirmos sinalizar esse tipo de pessoas, para protegermos melhor os nossos filhos e as nossas crianças”.
Para si, o que é a pedo-filia?
“Depende. Em certos casos pode até ser uma doença, porque podem ser pessoas que, em tempos, também foram abusadas, e necessitam de tratamento. Mas, no meio disso tudo, também há muita maldade”.
Tanto de doente como de criminoso
Carlos Soares
33 anos
Concorda que os dados dos agressores sexuais de crianças sejam transmitidos às autoridades policiais, escolas e creches de residência dos pedófilos?
“Se os registos estiverem devidamente comprovados, estou de acordo. Mas é preciso alguma cautela, até porque todos são inocentes até prova em contrário”.
Para si, o que é a pedo-filia?
“Em pedófilo tem tanto de doente como de criminoso. A condenação é o melhor dos remédios”.
Já apareceu o jovem que estava a ser procurado pelas autoridades
- Categoria: Destaque Principal
- Criado em 04-09-2014
- Escrito por Bárbara Almeida
As autoridades não adiantam pormenores do caso e, apenas, confirmam que estão encerradas as buscas pelo jovem que desde segunda-feira à noite estava a ser procurado pela polícia. Adiantam que ao início da tarde de ontem o rapaz se “apresentou” nas instalações da polícia marítima para esclarecer que não estava desaparecido ou fugido. Disse aos agentes que estava “desorientado” e que não apareceu mais cedo porque “apagou” durante todo este tempo.
Fonte da polícia marítima confirma que o jovem se dirigiu às autoridades acompanhado por uma senhora que não é nem familiar, nem amiga, mas que estará a tomar conta do caso. As autoridades recusam confirmar a institucionalização, ou o acompanhamento oficial do jovem e apenas referem que estão mais descansados e que agora o rapaz parece estar bem. A mochila, os cartões de identificação e outros pertences que o jovem tinha abandonado perto da piscina do Pesqueiro, nas Portas do Mar, também lhe foram entregues.
O misterioso caso começou por levantar suspeitas de que um acidente grave poderia ter acontecido. O rapaz tinha sido visto pela última vez nas câmaras de videovigilância das Portas do Mar, em tronco nu e com um andar cambaleante, que fazia suspeitar do consumo excessivo de álcool ou de outras substâncias. Quando na segunda-feira à noite as autoridades foram alertadas, iniciaram imediatamente as buscas no mar. A lancha da polícia marítima esteve a percorrer as piscinas naturais e a zona envolvente das Portas do Mar. As buscas prosseguiram, no mar, até ao fim da manhã de terça-feira.
Simultaneamente começaram a decorrer investigações em terra junto dos familiares do jovem. As informações recolhidas pelas autoridades indicavam que o rapaz vivia numa situação de indigência e que tinha cortado todos os laços familiares. Estava fora de casa há cerca de 3 meses, sem residência conhecida, sem trabalho e com dívidas. Todos os indícios levaram as autoridades a admitir um possível caso de desaparecimento ou fuga por parte do rapaz e a tomar as diligências necessárias.
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