Centenário do combate do NRP Augusto Castilho assinalado nos Açores com várias cerimónias
- Categoria: Regional
- Criado em 09-10-2018
- Escrito por CA
A 14 de Outubro, em Ponta Delgada, junto ao forte de São Brás, no Monumento aos Marinheiros Mortos na 1ª Grande Guerra, vão realizar-se, pelas 11h50, as cerimónias militares alusivas aos 100 anos do combate entre o NRP Augusto de Castilho e o submarino Alemão “U-139”.
No programa das cerimónias desse dia consta a Missa de Sufrágio em honra aos mortos no combate, às 11h00, na Igreja de São José, em Ponta Delgada, presidida pelo padre Duarte Melo, seguida de uma cerimónia militar de descerramento da placa alusiva aos 100 anos do combate, em associação com a Câmara Municipal de Ponta Delgada e a deposição de coroas de flores junto ao Monumento aos Marinheiros Mortos na 1ª Grande Guerra.
A cerimónia será presidida pelo Comandante da Zona Marítima dos Açores, Comodoro José António Croca Favinham, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada José Manuel Bolieiro.
Para além das cerimónias do dia 14, está também prevista, para o dia 12, a cerimónia de lançamento de flores ao mar, a bordo do navio da Marinha Portuguesa, NRP Figueira da Foz, e a 13, pelas 15h30, haverá uma visita guiada à exposição, a que se segue a abertura de colóquio sobre “A Grande Guerra nos Açores. Perspectiva Naval”, pelo comandante Alves Salgado; o “NRP Augusto de Castilho” e as missões de escolta aos navios da carreira “Lisboa-Funchal-Ponta Delgada” durante a Primeira Grande Guerra. Um desempenho exemplar, por Mário Fernandes; “Os náufragos do Caça-minas Augusto de Castilho - Uma odisseia do séc.XX - Duzentas milhas a remos e o acolhedor auxílio da população da vilado Nordeste”, pelo comandante Filipe Mendes Quinto e “Carvalho Araújo – A Vida pela Pátria “. No dia 16, às 11h00,haverá o descerramento de uma placa comemorativa da chegada dos sobreviventes do NRP Augusto de Castilho a Vila do Porto, Santa Maria e no dia 20 , às 12h00, o descerramento de uma placa comemorativa da chegada dos sobreviventes do NRP Augusto de Castilho ao Farol do Arnel, São Miguel.
Preparar o futuro hoje
- Categoria: Regional
- Criado em 09-10-2018
- Escrito por Mónica Rocha
Este verão, apesar de considerado atípico, tenderá a repetir-se, e creio que as alterações climáticas vieram para ficar. É tempo de agir e de preparar o futuro com perseverança, espírito de mudança e adaptação a novos desafios, mas também com muito potencial.
Esta temática não é exclusiva da Região ou do Governo dos Açores. Prova disso são as sucessivas cimeiras mundiais que a assumem como urgente nos seus planos de ação e na sua agenda política. E por cá não é diferente. Logo, é tempo de reunir esforços para mitigar estes novos cenários e circunstâncias. E se a nossa agricultura é um dos principais pilares da nossa economia, também é verdade que será esta a que mais padecerá no futuro e, como tal, exige um contínuo investimento e apoio.
Ao longo dos anos, passámos de zero explorações com disponibilidade deste recurso para 2600 em 2007, 3600 em 2018, e hoje temos 523 Km de redes de abastecimento de água,151 reservatórios, seis lagoas artificiais e seis furos com uma capacidade de armazenamento de perto de 500 mil m3. Tudo isto é prova de um crescente e relevante investimento nesta matéria. Contudo, é e será necessário um reforço desta medida, replicando-se os bons exemplos do Faial e Terceira nas outras ilhas, consolidando o que foi realizado, adaptando novos investimentos às necessidades específicas e criando um plano de ação por ilha.
No cenário preocupante deste verão, o Governo procurou implementar soluções que contornassem desafios burocráticos, para assim agir de imediato, tendo em conta que era fundamental compensar as perdas. Através de uma política de proximidade e diálogo constante, conseguiu-se a criação de um plano de ação colaborativo, com a alocação de 1,2 milhões de euros para a medida de apoio à compra de fatores de produção aliados à alimentação animal, a disponibilização de uma linha de apoio orientada para as perdas diretas na produção do milho, de hortícolas e tabaco e, espera-se, de frutícolas. Importa também referir que serão alocados 1,5 milhões para comparticipar a instalação de reservatórios e lagoas artificiais nas explorações dos produtores.
Muito foi feito, mas muito mais há a fazer. Em cima da mesa está um conjunto de documentos que consubstanciam uma ação integrada e fundamentada para um futuro próximo, como o Plano regional para as alterações climática e o relatório do setor da Agricultura e Florestas, que evidencia as principais preocupações e linhas de ação dos diferentes setores em matéria de seca, precipitação excessiva, qualidade das águas, disponibilidade, etc.
Temos também os contributos para a PAC pós 2020, que realçam a necessidade de orientar cada vez mais todos os setores para uma melhor gestão e aproveitamento dos recursos naturais, para a implementação de culturas e produtos direcionados para métodos de produção mais amigos do Ambiente. Propõe igualmente que se alterem algumas práticas produtivas, como o cultivo mais tardio do milho, a diminuição dos efetivos ou uma melhor gestão dos fatores de produção externos e internos.
Há que veicular a aposta no crescimento dos setores na vertente da qualidade e não quantidade, para que se possa conquistar mais valor e devolver o justo rendimento.
Há que destacar o potencial que cada produtor tem nas suas explorações para o conceito de multifuncionalidade agrícola, que diminui a dependência ou sujeição a fatores alheios, como a seca, e acrescenta mais rendimento em atividades complementares, como o agroturismo, etc.
Há que considerar a possibilidade de haver uma gestão integrada das águas da Região.
Em suma, este é um debate que nos deve unir na construção de uns Açores cada vez mais sustentáveis, de uma agricultura robusta e promissora. Da minha e da nossa parte, cá estaremos para orientar e informar, cá estaremos para alertar para a necessidade de gerir melhor as redes de água, de sensibilizar a população em geral e o setor agrícola em especial para o desperdício e boa gestão deste bem precioso. Este sim é um debate construtivo e útil. Isto sim é ir ao limite dos nossos recursos para defender os interesses da Agricultura Açoriana, e é isso que nos move.
A todos, bem hajam.
Câmara da Lagoa proporciona dia diferente a 300 idosos com o tradicional cozido das Furnas
- Categoria: Regional
- Criado em 09-10-2018
- Escrito por CA
No âmbito do Dia Internacional do Idoso, comemorado, anualmente, no dia 1 de Outubro, a Câmara Municipal de Lagoa levou, esta Segunda-feira, dia 8 de Outubro, 300 idosos lagoenses, com idades a partir dos 60 anos, a passear até às Furnas.
Esta é uma iniciativa camarária que, a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Cristina Calisto, tem promovido como forma de “assegurar um dia de convívio diferente aos idosos da Lagoa, contribuindo, desta feita, para o seu bem estar, para uma maior integração social de todos, numa tentativa de lhes retirar da solidão a que estão, muitas vezes, sujeitos no seu dia a dia”. Por outro lado, a autarca refere que, “este é também um dos momentos que permite a proximidade” que sempre defendeu para com aqueles que merecem a atenção governamental, sendo “esta iniciativa apenas um pequeno reconhecimento que o município da Lagoa faz como forma de agradecer o contributo que todos tiveram no desenvolvimento e progresso do concelho de Lagoa com o seu trabalho em outros tempos e que jamais poderá ser esquecido”. Aliás, nesta matéria, Cristina Calisto ainda refere que, “este tipo de iniciativas são sempre muito positivas, quer para autarcas quer para os idosos e, por este motivo, são para continuar, devendo servir de estímulo à frequência dos centros de dia e de idosos na Lagoa que, proporcionando acolhimento diariamente, é um claro trabalho de combate à solidão e de salutar convívio numa sociedade que se quer integrada e desenvolvida socialmente, ressalvando a importância de todas as gerações para o progresso da mesma, onde a mais envelhecida não deve nunca ser esquecida”.
Refira-se que, todos os participantes inscreveram-se na junta de freguesia da sua residência, sendo que 7 autocarros se reuniram e partiram da zona de expansão do Tecnoparque em direcção às Furnas. Com uma primeira paragem no miradouro de Santa Iria, os idosos puderam observar a costa Norte da ilha micaelense, seguindo-se para as Furnas com paragem para almoço no restaurante Casino do Hotel Terra Nostra, ponto de referência naquela localidade. Caldo verde, cozido das Furnas e ananás, foi a gastronomia servida aos idosos, acompanhada por várias actividades, nomeadamente o visionamento de um filme sobre o cozido das Furnas e a animação musical protagonizada por alguns elementos do Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz. Para a maioria dos idosos, este passeio significou muito, principalmente por terem a oportunidade de descobrir, pela primeira vez, o Parque Terra Nostra, onde puderam usufruir de um passeio pelo jardim daquele hotel. Para finalizar o dia, a autarquia lagoense ofereceu também um lanche com os característicos bolos levedos do vale das Furnas, sendo que o regresso foi vivido com a felicidade de um dia passado em boa companhia e num local paradisíaco.
Mais uma vez, verificou-se que a iniciativa é para repetir, marcada, aliás, pela boa disposição de todos os presentes que puderam desfrutar de um dia e passeio diferente.
Governo aposta na recolha de sementes de espécies endémicas
- Categoria: Regional
- Criado em 09-10-2018
- Escrito por CA
A Directora Regional dos Recursos Florestais destacou ontem, em São Miguel, a importância da recolha de sementes de espécies endémicas dos Açores e a sua reprodução nos viveiros florestais, como forma de proteger os recursos naturais e, ao mesmo tempo, garantir a sua perpetuação no tempo.
“Desde que os Serviços Florestais produzem plantas endémicas nos seus viveiros tem existido o cuidado de fazer a reprodução destas espécies quase exclusivamente por via seminal, ou seja, através de semente”, afirmou Anabela Isidoro, que acompanhou no terreno o trabalho de uma equipa de recolha de sementes.
A Directora Regional disse que, para as espécies endémicas, é fundamental esta prática de recolha de sementes, pois aumenta a variabilidade genética das plantas produzidas nos viveiros e que, mais tarde, serão devolvidas aos espaços florestais “para cumprir com a sua missão de proteger os recursos naturais e criar corredores ecológicos”.
“Os Serviços Florestais na Região desde a sua constituição que se preocuparam em manter a vegetação primitiva existente e há cerca de 10 anos dotaram os viveiros florestais regionais de condições para a reprodução de plantas de espécies lenhosas endémicas”, frisou Anabela Isidoro, acrescentando que “na selecção de espécies endémicas a utilizar na arborização dos Perímetros Florestais são privilegiadas aquelas que garantem uma mais rápida cobertura e protecção do solo”. A Directora Regional dos Recursos Florestais adiantou que actualmente cerca de 93% da área de produção de plantas dos viveiros dos Serviços Florestais corresponde a espaços de produção de plantas de raiz-nua, onde predomina largamente a produção de criptoméria japónica, produção que está orientada para satisfazer as necessidades das arborizações e rearborizações das áreas florestais do sector privado com esta espécie florestal.
As espécies endémicas são produzidas em estufa e são transplantadas para contentores próprios para o efeito.
Até estarem aptas a ir para o meio natural ainda passam por algumas fases de aclimatação a condições mais adversas.
Todos os anos são recolhidos mais de 700 quilos de sementes de espécies endémicas em toda a Região, mais de metade na área do Serviço Florestal do Nordeste, em São Miguel.
Sofia Ribeiro defende autonomia do desenvolvimento rural
- Categoria: Regional
- Criado em 09-10-2018
- Escrito por CA
A eurodeputada Sofia Ribeiro viu ser aprovado um conjunto de medidas que considerou positivas para as Regiões Ultraperiféricas, incluindo os Açores. Esta Terça-feira, 9 de Outubro, foi votado o Relatório intercalar sobre o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 com a posição da Comissão Parlamentar da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
No documento, Sofia Ribeiro pediu a autonomização “por completo” dos Planos de Desenvolvimento Rural das Regiões Ultraperiféricas, “de modo a serem negociados e tratados directamente com a União Europeia e não terem de estar dependentes dos Planos de Desenvolvimento Rural nacionais, à semelhança do POSEI no primeiro pilar da Política Agrícola Comum”, numa lógica que considerou “fundamental”. “Temos de explorar ao máximo as potencialidades do artigo 349º do Tratado. Ainda temos muitas áreas em que podemos de facto consubstanciar o nosso estatuto a nível europeu e desde a primeira hora que defendo este desígnio”.
Em conjunto com os restantes deputados das RUP, a social-democrata requereu o aumento das dotações orçamentais, no Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, para o programa POSEI, dirigido a estas regiões, “que estão ainda fortemente afectadas pela crise” e estão expostas “a desvantagens como grande afastamento, insularidade, pequena superfície, relevo e clima difíceis e dependência económica em relação a um pequeno número de produtos”, tendo acrescentado que foi contactada para apoiar uma iniciativa “mais defensiva, mais cautelosa, de manutenção do POSEI”. “Ora, como a minha intenção era aumentar este envelope financeiro, afirmei que só poderia ser coautora desta proposta se de facto todos fossemos ambiciosos na defesa dos nossos interesses, e assim, com a concordância dos deputados das RUP, solicitámos o aumento do POSEI, até porque este já foi aprovado noutros documentos da minha iniciativa, por isto, considerei que não deveríamos baixar a fasquia. Em boa hora o fizemos, pois foi novamente aprovado pelos colegas da Agricultura”, referiu.
“Por tudo isto, fico muito satisfeita com o resultado desta votação, que aprova medidas importantíssimas para os Açores, depois de a Comissão Europeia também ter assegurado que o POSEI não sofreria cortes. Mas queremos mais. Numa altura em que as principais decisões estão a ser tomadas, estas são posições que desempenham um papel crucial na realização dos meus objectivos de defesa de quem represento ao longo deste mandato”, frisou Sofia Ribeiro.