Combustíveis desceram nos Açores

O preço dos combustíveis desceu três cêntimos por litro à meia-noite de sexta-feira nos Açores, segundo uma portaria anteontem publicada no Jornal Oficial da região. Assim, a gasolina de 95 octanas passa a custar 1,42 euros por litro e a de 98 octanas 1,49 euros.
Já o gasóleo passa a custar 1,26 euros por litro.
Quanto aos gasóleos agrícolas e pesca, descem dois cêntimos, passando a custar 0,82 euros e 0,63 euros por litro, respectivamente. O preço do fuelóleo passa a ser 0,62 euros por quilograma, menos um cêntimo do que actualmente. O Governo dos Açores explica que “as alterações registadas no preço do petróleo durante as últimas semanas nos mercados internacionais” levam a esta atualização de preços máximos dos combustíveis no arquipélago.

“Daniel de Sá deixou-nos um legado invejável”

O Museu Vivo do Franciscanismo, na Ribeira Grande, encheu-se para receber o lançamento do último livro de Daniel de Sá sob o pseudónimo Ahmed Bem Kassin, professor e escritor natural da freguesia da Maia. A obra – As Rosas de Granada – numerada e limitada (750 exemplares), editada pela Ver Açor, recebeu o melhor acolhimento por parte da Câmara Municipal da Ribeira Grande, presidida por Alexandre Gaudêncio.
“Foi com muita honra que prontamente aceitamos o desejo da editora Ver Açor e da família do professor Daniel de Sá para que o lançamento deste livro fosse feito, em primeiro lugar, na nossa cidade”, realçou Alexandre Gaudêncio, edil que sublinhou também tratar-se de um evento com “significado especial por ser um dos primeiros do nosso mandato mas, sobretudo, por estarmos a falar de uma personalidade que marcou a nossa sociedade.”
O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande confirmou igualmente que a autarquia irá “dar o nome de Daniel de Sá à nova Biblioteca Municipal que irá começar a ser construída dentro de poucos dias” em memória de um homem que “nos deixou um legado invejável.”
Alexandre Gaudêncio entende que “se há exemplos na vida, Daniel de Sá é um deles”, reforçando na ocasião que “tudo faremos para perpetuar o seu nome e a sua obra”, acrescentando ainda que “dignificar a nossa cultura e valorizar o que é nosso serão bandeiras que estarão sempre içadas em prol do nosso concelho e das nossas gentes.”
A terminar, o presidente dirigiu-se à família de Daniel de Sá, em especial à esposa, Maria Alice Rodrigues de Sá. “Se escrever um livro é por si só um feito notável, escrevê-lo dedicando-o a uma pessoa especial é um verdadeiro ato de amor. A sua maior herança é a família e a importância da família vê-se nesta obra porque é dedicada à sua esposa. Obrigado por nos ter dado o prazer de compartilhar esta obra e por deixar revelar mais esta faceta do professor.”

Ecógrafo vai combater cancro da mama no hospital do Divino

Através dum peditório, que decorreu no último ano, do Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) foi possível adquirir um ecógrafo, que presta uma ajuda importante ao cancro da mama, para o Hospital de Ponta Delgada.
Uma sonda que entrará a funcionamento em breve, neste hospital, no bloco operatório, segundo referiu á Atlântida, Henrique Aguiar, o presidente Núcleo Regional dos Açores.
Desde a sua criação, a liga tem vindo a apoiar doentes com cancro em vários aspetos, essencialmente no acompanhamento do doente, na ajuda às dificuldades que a doença acarreta.
O apoio dado face às consequências da doença é igualmente prestado através do fornecimento de material variado. Há ainda um apoio a doentes acamados, muitos deles em estado terminal, com apoio de camas e cadeira de rodas.
Henrique Aguiar destaca ainda o papel importante desempenhado pela liga, no âmbito da educação para a saúde e da prevenção para a doença oncológica.
Trata-se de um dos mais difíceis trabalhos realizados pela liga, onde é necessária a contribuição de muitos voluntários, entre os quais médico. Um trabalho muito importante, refere Henrique Aguiar.
Sendo a receita dos sócios importante para a manutenção da liga, e do apoio que é prestado aos doente oncológicos, dai o apelo ser para que mais sócios se possam juntar a esta liga.
Recorde-se que a liga está a realizar o habitual peditório, a decorrer até amanhã.
Trata-se de uma atividade de “extrema importância” para os Núcleos da LPCC, uma vez que são as contribuições recebidas da sociedade civil, através dos donativos, que permitem-nos dar assistência ao doente oncológico, custear os aspetos materiais de apoio ao doente e o desenvolvimento das iniciativas de promoção da saúde e de prevenção da doença.

Sindicato dos Professores protesta nos Açores

O Sindicato dos Professores da Região Autónoma dos Açores vai entregar segunda-feira uma Providência Cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada contra o Ministério da Educação “em defesa dos professores e educadores contratados e desempregados”.
A Providência Cautelar é suscitada pela publicação de legislação relativa à prova de acesso ao exercício da profissão docente, à semelhança do que vai acontecer com todos os sindicatos membros da FENPROF.
A legislação que entrou em vigor em 2010 dispensou da realização da prova professores e educadores que, no exercício de funções docentes, “já tinham obtido menção não inferior a Bom, de acordo com o processo de avaliação do desempenho, que é responsabilidade da tutela”.
Quer, agora, o governo, no entender da estrutura sindical, que “essas dispensas sejam anuladas, obrigando todos os docentes por ele impedidos de entrarem na carreira a submeterem-se à realização da prova, em nome de um falso argumento de ‘equidade’, apesar de, em 2012, ter afirmado: ‘O Ministério da Educação e Ciência irá proceder ao alargamento do universo dos candidatos dispensados da realização da prova’. Mentiu, portanto!”, conclui o sindicato.
 A providência cautelar será entregue por António Lucas, Presidente do Sindicato dos Professores dos Açores, bem como dirigentes da Área Sindical de S. Miguel.

Prejuízos da Lotaçor influenciados por mau desempenho de outras empresas

A Lotaçor, a empresa de lotas dos Açores, terminou as contas de 2012 com um resultado negativo superior a 2,5 milhões de euros influenciado pelo mau desempenho financeiro de outras empresas do sector público regional.  
De acordo com o relatório de contas de 2012 da empresa, a que a Lusa teve acesso, a Lotaçor apresentou prejuízo, em parte, devido às dívidas da fábrica de conservas de Santa Catarina e da empresa Espada Pescas.
O relatório indica que só a fábrica de Santa Catarina devia, a 31 de dezembro de 2012, quase 11 milhões de euros à Lotaçor, situação que mereceu uma “chamada de atenção” por parte do revisor oficial de contas.
A Lotaçor reduziu, ainda assim, as suas despesas de funcionamento, em comparação com o ano anterior, mas não conseguiu evitar prejuízo, num ano em que o seu capital social foi reforçado em 500 mil euros e foram renegociados vários empréstimos bancários.
Por outro lado, o passivo da empresa diminui, de 2011 para 2012, em cerca de 10%, apresentando um montante global de dívidas superior a 30 milhões de euros no final do ano passado.
Entretanto, o Governo Regional dos Açores assinou, em fevereiro deste ano, um acordo para saldar as dívidas que a fábrica de Santa Catarina tem para com a Lotaçor, e que implica o pagamento de cerca de 1 milhão de euros por ano, até 2022. O acordo determina que a Região assumirá esses encargos financeiros sempre que a fábrica de Santa Catarina não tiver capacidade de liquidar as prestações.
A administração da Lotaçor admite, no seu relatório, que a fábrica de conservas apresenta uma “situação financeira desequilibrada”, e que não é capaz de gerar resultados operacionais positivos.
Ainda assim, os gestores da empresa de lotas entenderam que não é necessário a constituição de qualquer provisão para reconhecimento de perdas futuras, porque estão confiantes de que o Governo Regional, o acionista maioritário, garantirá directa ou indirectamente, a cobertura de todos aos prejuízos. O Governo dos Açores decidiu adquirir a fábrica de conservas Santa Catarina em 2008, quando a empresa da ilha de S. Jorge estava em risco de fechar.
Num comunicado divulgado a 18 de outubro, o Governo Regional revelou que o conjunto do sector empresarial público regional (que abrange mais de vinte empresas) teve prejuízos de 57 milhões de euros em 2012, menos do que no ano anterior, traduzindo-se “numa melhoria de 25% em relação a 2011”.
Tiveram prejuízos os hospitais da região, a Portos dos Açores, a Lotaçor, a empresa de conservas Santa Catarina e a SINAGA.