Directora da Energia sublinha importância de maximizar fontes de energia renováveis nos Açores

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A Directora Regional da Energia sublinhou ontem, em Lisboa, a importância de se “maximizar a integração de fontes de energia renováveis no sistema electroprodutor” dos Açores, que actualmente é superior a 41%.
Nesse sentido, Andreia Carreiro considerou fundamental a participação “em discussões internacionais, com destaque para as práticas emergentes na matéria, peça-chave para a materialização do desenvolvimento economicamente sustentável e descarbonizado dos Açores”.
A representatividade actual das fontes de energia renováveis e endógenas no sistema electroprodutor dos Açores “está a evoluir de forma positiva, mas ambicionamos muito mais”, frisou Andreia Carreiro, explicitando que o objectivo do Governo Regional é “eliminar a dependência externa de combustíveis fósseis, concretizando esta premissa mediante a mudança do paradigma energético actual”.
“A transição energética efectiva-se através da aposta determinante e convicta em tecnologias emergentes e serviços inovadores que valorizem os nossos recursos naturais e endógenos, que se apresentam como uma das maiores riquezas dos Açores”, de forma a “elevar os padrões de sustentabilidade da Região, garantindo, simultaneamente, a segurança do abastecimento à população e uma energia limpa, equitativa e acessível a todas as famílias e empresas açorianas”, frisou a Directora Regional.
Andreia Carreiro falava à margem da conferência ‘Portugal Renewable Summit 2018’, evento internacional realizado pela APREN - Associação de Energias Renováveis, que se afirmou como palco privilegiado de partilha de conhecimentos, através de contributos de vários especialistas nacionais e internacionais em energias renováveis.
“A troca de experiências e ‘know-how’, ao abrigo deste evento internacional é fundamental, pois permite-nos analisar as políticas internacionais e os seus impactos nos mercados de energia, nomeadamente no mercado das renováveis e dos serviços de sistema, bem como nos consumidores”, afirmou.
O evento debateu também as oportunidades para os cidadãos inerentes à evolução das redes eléctricas tradicionais para as redes eléctricas inteligentes, que se refletem na possibilidade de cada indivíduo produzir, armazenar e consumir energia recorrendo a fontes renováveis. Segundo Andreia Carreiro, esta é uma abordagem “que tem sido desenvolvido na Região para a definição de directrizes coesas e relevantes, com vista ao fomento da transição para a economia de baixo carbono que temos vindo a assistir nos Açores, assente nos cidadãos”.