Delta Air Lines retoma em 2019 ligações Ponta Delgada-Nova Iorque

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A companhia norte-americana Delta Air Lines vai retomar a ligação a Ponta Delgada no Verão do próximo ano.
A Delta Air Lines acaba de anunciar, em comunicado, o seu programa para o próximo Verão a partir de Portugal continental e dos Açores, confirmando o regresso a Ponta Delgada e a introdução de um novo voo sem escalas (non-stop) entre Lisboa e Boston, a partir de 24 de Maio de 2019. Estão programados voos de Lisboa para Boston e Nova Iorque-JFK disponíveis todos os dias no pico do Verão.
A rota entre Nova Iorque e Ponta Delgada, começou a 25 de Maio deste ano, com cinco voos semanais, operados com aviões Boeing 757-200ER.

22 milhões de euros vai custar a via de ligação entre Furnas e Povoação

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Estão orçamentados 22,5 milhões de euros para a contratualização de concessão das obras de acesso entre as Furnas e a Povoação.
A via projectada é constituída pelas variantes Norte a Furnas (via circular à freguesia); Troço Furnas-Agrião com um corte da grande curva em cotovelo; e o troço Agrião-Lomba do Cavaleiro, com o corte de, pelo menos, sete curvas.
O objectivo da nova via, pelo que se lê na proposta de Orçamento da Região para 2019, “é o da melhoria da acessibilidade à Vila da Povoação, de modo a garantir um acréscimo de segurança na circulação rodoviária, a diminuição do tempo de percurso, a melhoria do conforto dos utentes, a minimização dos impactos de intervenção bem como a redução da circulação rodoviária junto do meio urbano com o desenvolvimento de uma variante à freguesia das Furnas”.
A estrada que faz a ligação entre a freguesia das Furnas e a vila da Povoação é frequentemente encerrada à circulação, total ou parcialmente, devido essencialmente a condições atmosféricas adversas.
Para além dos constrangimentos causados pelas chuvas abundantes, são também conhecidas algumas condicionantes em algumas zonas da estrada, que dificultam a circulação.
Foi nesta estrada que, em 2005, três pessoas perderam a vida devido á falta de segurança, resultante das enxurradas e derrocadas que provocaram o arrastamento da viatura na qual circulavam.
O Presidente da Câmara Municipal da Povoação já afirmou em reunião da comissão de Política Geral do Parlamento dos Açores que “teria ficado muito satisfeito se esta ligação tivesse acontecido ao mesmo tempo que ocorreu a construção das SCUT mas, por razões, que desconhece, não foi possível que fosse efectuada”.

Genuínos cartazes turísticos

Recentemente ocorreram nesta ilha, no mesmo fim de semana, duas festas muito peculiares, a saber a festa do milho na Bretanha e o arraial do sarapatel, em Rabo de Peixe, dois eventos que constituíram, de per si, um assinalável êxito, com grande animação a marcar o final de verão, proporcionando momentos muito agradáveis para turistas e locais.
Com efeito, muitos foram os que quiseram participar no arraial de sarapatel para provarem o saboroso pitéu caraterístico de Rabo de Peixe, numa iniciativa da Junta de Freguesia local com o objetivo valorizar e recuperar tradições tão antigas, típicas das gentes daquela Vila micaelense e que ainda hoje em dia constituiu uma base da alimentação das suas populações e ao mesmo tempo divulgar as tradições ligadas às matanças de porco que era antigamente um momento importante nos meios rurais açorianos.
A zona da Praça central da Vila engalanou-se, onde gentes de outros pontos da ilha e inúmeros turistas puderam apreciar receitas antigas feitas à base dos produtos das matanças, num ambiente medieval, onde todas as tarefas inerente à confeção do sarapatel e produtos associados foram feitas ao vivo, proporcionando um cenário convidativo a comer em mesas comunitárias, onde todos tinham lugar para, com pão feito no forno ou o saboroso bolo da sertão, típicos da gastronomia local, fosse melhor apreciado.
Por outro lado, a festa do milho que já vai na sua 5.ª edição, na freguesia da Ajuda da Bretanha, foi uma oportunidade para que todas as gerações pudessem viver experiências genuínas ligadas a uma tradição tão antiga, evento levado a cabo, graças a uma parceria entre a Norte Crescente e as comunidades da Bretanha.
Também esta festa tem como objetivo divulgar e recuperar as tradições de outrora, desta feita ligadas ao milho, tendo do programa constado diversas atividades que visaram retratar da forma mais fiel possível alguns trabalhos relacionados com o milho.
Tratam-se de dois eventos muito similares nos seus objetivos, todos eles ligados à preservação da nossa cultura popular, constituindo cartazes turísticos da maior valia, pois são tradições que encantam os mais novos e atraem e cativam os muitos turistas que pululem ao redor da nossa ilha, em busca do mais genuíno do nosso dia-a-dia, extasiando-se com a cultura dos nossos antepassados.
O ambiente da vida social e cultural familiar, mantendo a tradição e indo às raízes, é uma oportunidade para as pessoas apreciarem os trabalhos do mundo rural, seja na cozinha junto ao forno, seja na recolha do milho, até se transformar no pão, quadros vivos que fizeram as delícias dos forasteiros, mostrando-se de forma muito genuína a azáfama de como era a vida nas nossas comunidades campestres de grandes tradições da nossa ilha.
Ninguém, sejam novos ou mais velhos, fica indiferente às tarefas das colheitas ou na alegria subjacente aos trabalhos da desfolhada, onde é recriado o ambiente apropriado, onde as pessoas são convidadas a desfolhar o milho, momentos são sempre propícios a singelas brincadeiras ligadas à folha do milho, como o achar o milho vermelho ou aos jogos tradicionais para as crianças.
Os concursos gastronómicos com prato scuja base é o milho é outra das atividades, que ajuda a promover este evento, alargando-o à participação da população, seja para participar na confeção, seja na prova das ementas confecionadas, registando-se a grande adesão por parte das pessoas.
Tudo isto num ambiente com intensa animação que em Rabo de Peixe esteve a cargo do grupo de cantares daquela Vila, Vozes do Mar do Norte, bem como de improvisadores afamados das cantigas ao desafio, que congregam uma moldura humana ávida em acompanhar o desenrolar do desafio dos cantadores.
Por outro lado, a animação sempre apreciada do grupo de teatro popular AJURPE, daquela Vila, arrancou gargalhadas do público, bem como a atuação da tuna estudantil os Tunídeos, trazendo alegria ao arraial.
Se arraial do sarapatel pretendeu ser uma recriação etnográfica bastante interessante como intuito de mostrar aos turistas e principalmente aos mais novos as tradições e vivências dos antepassados, a festa do milho igualmente teve idêntico objetivo, havendo oportunidade para se degustar umas iguarias típicas da nossa ilha, o que, quanto a mim, deve ser devidamente valorizada como ferramenta cultural de um povo e incluídas no roteiro turístico desta ilha.

Há 17 mil terceirenses sem médico de família, falta serviço de radioterapia e há atraso na acreditação do Hospital de Santo Espírito

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Os deputados do PSD/Açores eleitos pela Terceira denunciaram ontem o que consideram ser “vários incumprimentos do Governo Regional no sector da Saúde. Os 17 mil terceirenses sem médico de família, a continuada falta de um serviço de Radioterapia na ilha e o atraso na acreditação do Hospital do Espírito Santo (HSEIT) foram causas apontadas pelos social democratas para o estado atual de um sector “que sofre com a ineficácia da governação socialista e o mau uso dos dinheiros públicos”, afirmaram Mónica Seidi, César Toste e Luís Rendeiro.
“É com verdadeira preocupação que constatamos o incumprimento do governo regional em vários compromissos assumidos com os terceirenses no sector da Saúde. Que continuam a ser só e apenas medidas apregoadas em tempo de campanha eleitoral”, disse Mónica Seidi.
A deputada lembrou que o programa de governo do PS (2016) visava “garantir a cobertura total da população por médicos de família até 2018. Ora, a realidade anda longe disso, uma vez que, no concelho de Angra, a 3 meses do final de 2018, há cerca de 14 mil utentes sem médico de família atribuído. E cerca de 17 mil em toda a ilha”, criticou a social democrata.
“Estes dados mostram que o governo regional contribui para um sistema regional de Saúde frágil e pouco coeso, uma vez que os Cuidados de Saúde Primários deviam ser a base do mesmo, sendo essenciais para o seu sucesso”, defendeu.
Uma promessa “que vem ainda dos governos socialistas de Carlos César tem a ver com a instalação de um Centro de Radioterapia no HSEIT”, onde foi criado um bunker no HSEIT, para albergar o respectivo aparelho, “mas o certo é que continuamos sem Centro de Radioterapia na Terceira”, sublinhou a deputada.
“Não só os terceirenses nada sabem sobre o que verdadeiramente se passa com este processo, como até o Sr. Secretário Regional da Saúde faz declarações levianas e erráticas sobre o mesmo”, já que “em fevereiro de 2017 afirmou que o licenciamento do Centro devia estar concluído dentro de um mês. E em junho de 2018, um ano e quatro meses depois, veio culpabilizar a falta de casuística para os tratamentos e a falta de radio-oncologistas para que o mesmo não tivesse ainda avançado”, recordou.
“Tais declarações só demonstram uma tremenda falta de planeamento e rigor por parte do executivo açoriano. E, mais uma vez, o desperdício de dinheiros públicos vigente”.
Outra falta para com a população local está no processo de Acreditação em Qualidade do HSEIT, “que foi anunciada em 2015 para um prazo máximo de 24 meses. Em 2018, o nosso Hospital não está certificado, e prevêem-se mais 2 anos de espera até o processo estar concluído, num atraso total superior a 3 anos”, referiu Mónica Seidi, em comunicado.

Trio Musica Nostra toca pela primeira vez no Lava Jazz em Ponta Delgada

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O trio Musica Nostra irá fazer o seu primeiro concerto no Lava Jazz nesta 3ª feira, dia 2 de Outubro, pelas 22:00.
O Musica Nostra, composto por Ana Medeiros (Voz e Violão), Rafael Carvalho (Viola da Terra) e Ricardo Melo (Viola da Terra) surgiu em 2005 com o intuito de explorar as potencialidades melódicas e harmónicas da nossa Viola da Terra.
O trio apresenta temas do cancioneiro açoriano e ainda temas de Zeca Medeiros e Aníbal Raposo, com arranjos próprios e harmonias que não eram comuns de serem executadas na Viola da Terra. O grupo tem ainda no seu repertório temas do repertório instrumental da Viola da Terra e transcrições de temas de Carlos Paredes.
“Cantos da Terra” foi o álbum editado pelos Musica Nostra em 2010, com 14 temas do cancioneiro açoriano.
O grupo já actuou em todas as Ilhas dos Açores, participou no “Concerto Comemorativo do X Aniversário da Orquestra Regional Lira Açoriana” em 2008 (inédito para Orquestra e Viola da Terra e acompanhou a mesma Orquestra na deslocação ao Teatro São Luiz na “Semana da Cultura Açoriana”. Já actuou no Teatro da Trindade, nos “Dias de Cultura” da Fundação Inatel, na Feira do Livro de Lisboa e já se deslocou duas vezes a Bruxelas.
O trabalho desenvolvido pelo grupo, ao longo de mais de uma década, é uma referência importante na Região pela exploração sonora diferente da Viola da Terra que tem servido de base de trabalho para muitos músicos., pode ler-se na nota à comunicação social.