26-05-2013
- Categoria: Opinião
- Criado em 27-05-2013
- Escrito por Maria Corisca
Meus queridos! Estava eu aqui ao serão na quinta-feira e no meio de dois biscoitos de orelha e um chazinho verde lá fui ouvindo o debate na RTP/A sobre o novo modelo de transporte aéreo que se quer para os Açores… Como é costume, acabou em nada, mas foi um bom momento de televisão e ficou mais que provado que a SATA anda com as asas muito encolhidas e muito enterrada em interesses políticos para voar nos novos tempos que se avizinham. Respeito todas as opiniões mas sempre quero dizer que o meu querido antigo Presidente da SATA António Cansado deu cartas e estava ali como peixe na água, ou como comandante no cockpit… Até parece que nunca deixou os comandos da SATA… Quanto ao resto foi política pura e superficialidade quanto baste. Na verdade mete dó ver a verdura dos nossos deputados em matérias tão relevantes e decisivas para a economia… Os ricos para falarem de um modelo tão importante como é o transporte aéreo na Região deviam estudar a fundo a empresa, analisar os custos e os proveitos e depois de contabilizarem os meios necessários ao investimento gizarem então um esboço de modelo no qual se tenha em conta o passageiro. Foi pena o jornalista João Soares Ferreira não ter perguntado ao Presidente da Câmara do Comércio e Indústria se já tem elaborada a certidão de óbito da SATA quando for aprovada a liberalização do espaço aéreo, como ele de forma liberal defende! Já era altura de algumas doutas personalidades caírem da burra e verem que o liberalismo não resulta nas ilhas e quando foi praticado deu sempre para o torto… Voltando ao debate, ainda não consegui perceber por que motivos António Cansado deixou a administração da companhia aérea, casa que ele conhece com os olhos fechados, a avaliar por aquilo que disse, mas pela amostra do debate temos discussão para anos, com os aviões a envelhecer e os pilotos a vencer…
Ricos! Na sessão dos Dia dos Açores este ano, a pobreza foi tanta que acabou por se falar mais do que não foi do que daquilo que foi… Ou seja a pobreza foi a rainha da festa. E o pior foi que quem devia ir não foi… pois muitos deputados fizeram greve e foram se calhar para outras “sopas”… Pois claro! E com razão! Se o trabalho dos deputados é o parlamento, como os querem obrigar a ir para o parlamento em dia feriado? Só se aquilo desse ajudas de custo e ordenado a dobrar… E mesmo muitos homenageados primaram por não aparecer… Não sei se não tiveram transporte ou se acharam que a comenda não valia tanta canseira… A minha prima Maria dos Flamengos diz que aquilo mesmo era mais gente a condecorar do que assistentes à sessão! Foi o que se chama um dia para esquecer… E, ainda por cima, os militares convidados nem se dignaram a estar em sentido quando se cantou o Hino dos Açores. Já é hábito e ninguém dá um murro na mesa para mandar perfilar a tropa. Eu juro que nem os convidava mais… que era para saberem… Eu defendo que o Parlamento seja a casa onde se comemore o Dia dos Açores, mas então que seja feito como deve ser e os deputados que faltarem têm de ter falta nesse dia. É que para ser assim, antes não façam nada… O povo faz festa na rua… e pronto.
Meus queridos! O Governo Regional esteve de armas e bagagens nas Flores e no Corvo. Só quem viu o comunicado é que pode dizer. Foram anunciados montes de estudos para este ano e mais promessas de obras para o fim da legislatura. Fiquei menente com a promessa de mais 40 metros para o cais, mais um aumento de remodelação do lar, mais painéis solares e mais arranjos aqui e ali… tudo por junto para a nossa querida ilha do Corvo. Juro que não sei se a ilha aguenta com tanta obra… Qualquer dia vai ser preciso aumentá-la para o mar…
Meus queridos! Muito gostei de ler no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio que a antiga dona da Casa das Sementes na Rua dos Mercadores, D. Conceição Serpa, completou no dia 24 de Maio a bonita idade de 104 anos. Deve ser a ou das pessoas mais idosas de São Miguel. Ainda me lembro quando ia comprar as sementes de alguma flor para o jardim, que ela não descansava enquanto eu não comprasse mais alguma coisa, nem que fosse o almanaque do Camponês, para eu ver as luas, dizia ela… Um ternurento beijinho e votos de mais saúde!
Ricos! Quem é que ensina um pouco de Geografia a esses piquenos que botam palavra nos noticiários das televisões? Ainda há dias no canal do Estado levaram um telejornal inteiro a dizer que um padre dos Açores estava a ser chantageado por um cubano por um caso de abuso sexual… E toda a gente a malucar em quem seria o padre… E passam a notícia, sempre a referir os Açores, quando afinal, tudo se passou na Madeira. E nem um pedido de desculpas. Mas esta gente anda maluca, ou quê? Eu é que pergunto: Já chegámos à Madeira? Há erros e erros. Mas ninguém viu aquilo? Passa fora!
Ricos: A minha prima Comessindra tem louvado a Deus com a guerra aberta entre os Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal da minha cidade norte, havendo partidários de Eduardo Vieira que entendem que Ricardo Silva deveria ser mais comedido no que diz e faz, pois julga-se senhor de toda a verdade. Em contrapartida, os defensores do Presidente da Edilidade que têm dado a cara, sobretudo súbditos que transportam o pálio presidencial em dia de feira quinhentista disferem contra o advogado os mais subtis vilipêndios. Tudo escusado, no dizer da Comessindra, que me segredou que Ricardo Silva voltou a sair para o estrangeiro, desta feita para a Suécia e que segundo os estrategas da sua campanha autárquica para comemorar antecipadamente a vitória nas próximas eleições. Quando ele regressar, hei de perguntar em concreto a razão da missão sueca.
Meus Queridos! A minha amiga Lusa da Silva que vive em Lisboa mandou-me dizer que lhe chegou a noticia de que a Fundação Luso Americana, que foi criada com as dádivas pelo uso da Base das Lages, está a preparar a alteração dos seus Estatutos na sequência da exigência feita pelo governo da República sobre as fundações portuguesas. Até ai tudo bem. Como sabem, a Fundação Luso Americana foi sempre uma coutada para dar lugares a antigos governantes e afilhados, e ignorou sempre os Açores que são a razão de ser da dita Fundação. Agora preside à Instituição a antiga Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues que como se lembram disse que a construção das mega escolas no tempo de Sócrates e que agora estamos pagando com suor e lágrimas, tinham sido uma festa para os arquitectos, para os construtores e para os alunos. A dita senhora parece que na proposta de Estatutos riscou o lugar do representante dos Açores e que desde há sete anos tem sido assegurado pelo meu querido Mário Mesquita. Espero que o governo dos açorianos ponha os pés à parede e exija o lugar que por direito lhe cabe a ocupar na Fundação Lusa Americana. Eu direi até, que se Portugal tivesse vergonha, sediava a Fundação nos Açores e tornava-a numa alavanca ao desenvolvimento da Região já que é por causa dela que a dita fundação existe. Mas, pelos vistos, ela continuará a ser a manjedoura dourada para dar de comer a uns tantos sortudos da política…
Ricos! Este país está cada vez pior para a maioria, mas cada vez melhor para alguns. Ia-me dando um fanico quando soube que lá no rectângulo o Secretário de Estado da Cultura nomeou para apoio auxiliar do seu Gabinete uma senhora que é licenciada em prótese dentária, imagine-se, e tem como currículo que é eficiente a receber correio, fazer agenda e atender pessoas…. Mas isto não fazia uma simples recepcionista dos quadros de pessoal? Por essas e por outras é que ninguém acredita nessa coisa de reabilitar a política aos olhos dos cidadãos… Há cada uma! E tanta gente anos à espera para arranjar os dentes!
Ricos: A minha prima Esmerada, dos Estados Unidos mandou-me um link para eu ver o programa Estação de Serviço, da RTP Açores, com o Director do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, sobre o Dia dos Açores. É um programa aberto à participação dos espectadores da RTP Açores, que teve a moderação do jornalista Rui Goulart. Ela muito gostou de ver o Sr. Natalino, que há muito tempo não o via na televisão, com aquele seu ar de quem sabe da poda e sem papas na língua a chamar os bois pelo nome. Fiquei menente ao tomar conhecimento que o Presidente da República da minha amada nação não é benquisto aqui nos Açores e que se esquecera do dia da pombinha, nem se dignando mandar uma mensagenzinha. Também não era razão para o “Carlins” se portar da maneira que se portou, como se os seus camaradas de outros tempos não tivessem tido o mesmo comportamento.