O multiculturalismo é uma farsa ameaçadora e abominável
- Categoria: Opinião
- Criado em 24-08-2018
- Escrito por Carlos Amaral
É sabido que a pedra fundamental da cultura ocidental, que não é por certo um valor comum a todas as demais culturas do mundo, é o sagrado direito à vida. Assim sendo, achar que todas as culturas podem ser avaliadas e assumidas através de “lentes ocidentais” e, por conseguinte, que têm os mesmos valores fundamentais, é estultícia e ao mesmo tempo um tremendo equívoco. Por exemplo, para o Islão, matar infiéis é algo natural e não é um desrespeito a nenhum direito fundamental. Na cultura deles não o é. Ponto! O direito à vida no Ocidente é, como toda a gente sabe, incondicional e universal. No Islão, a vida é um direito apenas para os “fiéis”, pelo que os “infiéis” devem ser mortos, ou seja, preferencialmente degolados!
Quero recordar, dado que já aflorei nesta coluna semanal este tão delicado tema, que o meu problema não é com o país de origem ou com cultura original de ninguém. O problema é essa ideia progressista asquerosa que defende ser possível conciliar numa mesma sociedade culturas incompatíveis, ou seja, o multi-culturalismo que querem impingir-nos nesta pós-modernidade. O meu problema (se o é para alguém) é deixar de agir em nome da “tolerância”, sendo que o conceito de tolerância que demanda conciliação, sequer pode ser definido. Na verdade, o problema é exigir que o Ocidente MUDE em nome de uma compatibilização de valores impraticável. Estou certo que os intelectuais de esquerda que propõem o multi-culturalismo sabem que o mesmo vai induzir uma ruptura social... Mas, por certo, esta é a intenção. Por sua vez, verifico que alguns idiotas úteis que defendem essa calamitosa ideia, tal como alguns de nós estamos já cansados de observar nos últimos tempos, crêem que estão tendo uma atitude nobre em fazê-lo. Pobres coitados!
Para mim, e estou certo desta minha afirmativa, o combate pelo “lugar de vítima” tem uma base lógica, porque o multi-culturalismo para todos será, no limite, completamente disfuncional. Entendo que, para a sobrevivência de alguma civilização, uns precisam ter mais direito ao multi-culturalismo que outros. De facto, neste delicado e polémico contexto, estamos perante um vício moderno que é crer que o “multiculturalismo” é a defesa de diversas culturas, o que será inconfundível. Porém, tratar-se-á da destruição da cultura ocidental por força ideológica. É absolutamente claro que o retrato neo-iluminista do que chamam de “multiculturalismo”, como jornalistas e “palpiteiros” pelas redes adoram repetir, levar-nos-á ao caos. É, pois, fácil defender a existência de mais de uma cultura no mundo, o que basicamente só é negado pelo Estado Islâmico e, de igual modo, pela Westboro Baptist Church. Todavia, haver mais de uma cultura no planeta absolutamente nada tem a ver com “multiculturalismo”, este termo tão sedutor – da mesma forma que uma “contribuição” estatal é imposta sob risco de presídio ou que matrimónio não é o feminino de património. Portanto, esta e indigna ideologia (e é preciso frisar que é uma ideologia) do multi-culturalismo é, pelo contrário, a defesa de que a sociedade ocidental deve abrigar pessoas que não respeitem a sociedade ocidental para não ser acusada de racista. Por conseguinte, e sem papas na língua, ou melhor, sem entraves na escrita, afirmo que não se trata de uma política de acolhimento de refugiados de guerra que sempre existiu, desde pelo menos a chegada de Enéias ao Lácio para fundar Roma, escapando do massacre de Tróia, mas SIM de uma absoluta e destruidora substituição. E concluo este artigo de hoje exercitando a belo prazer a mais profunda hipocrisia e cinismo possíveis neste tópico (espero que entendam o propósito): sendo que todo o cristão é um fundamentalista racista, mas um jihadista que degola crianças é sempre um pobre infeliz que degola por falta de oportunidades, que certamente se ajustarão com mais impostos e um discurso mais cidadão. Pois bem, quiçá (?) tudo possa ficar bem com as mulheres usando hijab de brincadeirinha. E, por aqui, deter-me-ei por agora!