A chave do enigma (IV)

(Continuação)
Tommy Haas ainda joga o circuito e é dos jogadores mais velhos. Tem 35 anos. Agora admirem-se: está em 14.º do ranking mundial (5-5-2013). Este alemão foi contemporâneo de muitos dos nomes da ‘geração de ouro’. Eis, por isso, a chave do enigma: ele era um jogador que não sombreava aqueles nomes, atrevo-me mesmo a dizer que era inferior no somatório das suas capacidades. A ‘geração de ouro’ era a elite, ele era apenas um bom jogador alemão muitíssimo longe, por exemplo, dos seus compatriotas Becker e Stich. Perdeu mesmo com o segundo em final de carreira. Aliás, Haas nunca ganhou sequer um torneio do Grand Slam. Fosse porque os adversários à época eram intransponíveis ou fosse pelas lesões que sofreu a meio da sua carreira?
Mas apesar de jogar pouco acima de banal nos anos 90 e das lesões que sofreu, ele está hoje, com 35 anos, nos primeiros 14 do mundo
Mas os fundamentos não se ficam por aqui. Ao recuperar de mais uma lesão do pulso, tendo baixado para o 145.º lugar do ranking em 2012, Tommy ainda recuperou a sua melhor forma na segunda metade daquele ano e foi ganhar um título e marcou presença em mais duas importantes meias-finais. Devido a isso, e na casa dos seus trintas, rendeu-lhe o prémio de “regresso do ano” da ATP.
(Continua)
Post Scriptum: O treino que vi entre Ferrer e Wawrinka, no Portugal Open, e que referi na última edição, veio a traduzir a final do torneio...conforme previa.
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*Jurista.