Investir nos trilhos
- Categoria: Opinião
- Criado em 16-05-2013
- Escrito por João Paz
Não nos cansamos de escrever que, investindo milhões de euros na promoção turística dos Açores, e não assegurando a manutenção dos trilhos pedestres de São Miguel, é lançar dinheiro à água.
Antes de investir na divulgação de um destino turístico, é fundamental assegurar que este destino esteja em condições para receber os turistas. E se a opção é ‘turismo em acção’, no mar e em terra, - para a Região ter turistas que regressem uma segunda vez, eles têm que ter todas as condições de conforto e segurança nas actividades que desenvolvam.
E este governo dos Açores sabe – porque já ouviu de alguns operadores turísticos micaelenses – que os turistas nórdicos que procuram a ilha de São Miguel estão cada vez mais a optar por trilhos pedestres de tal forma que este produto turístico se encontra já, em termos de procura, quase ao mesmo nível que a observação de cetáceos.
E, neste contexto, o facto de alguns trilhos pedestres micaelenses não terem solução rápida, em termos de segurança, constitui um revés para o turismo na Região. E não há exageros nesta observação. Sabemos das centenas de turistas e que turistas encontramos nos trilhos pedestres de São Miguel.
O governo tem que dar grande atenção no trilho pedestre do Sanguinho, onde a manutenção do Salto do Prego deve ser uma preocupação constante. E deve agir rapidamente no trilho pedestre entre a Ponta Garça e a Ribeira Quente, passando pela praia da Amora, praia dos Amores e toda uma costa emblemática da paisagem micaelense. É certo que não é fácil uma solução para este trilho numa zona mesmo junto à praia da Ribeira Quente, mas não se pode baixar os braços. O que não é mesmo aceitável é não reabrir já este trilho em direcção à praia da Amora encontrando solução para o escorregamento de terras que o cortou mesmo à entrada a partir da Ponta Garça.
E outros trilhos pedestres existem pela ilha de São Miguel a que o executivo açoriano tem de ‘pôr ombros’, em termos de manutenção constante, para assegurar um produto turístico que tem grande dimensão no destino Açores.
E, se – mesmo em tempo de crise - é preciso reforçar as verbas para a manutenção dos trilhos, então que se tome esta decisão antes de investir na promoção turística.
É este alerta que queremos deixar aqui nesta nota com o Verão à porta e a necessidade de aumentar os fluxos turísticos dos países do norte da Europa e também dos Estados Unidos e Canadá.