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Reformar para evitar uma contra-reforma

1- O mundo global tornou-se num barril de pólvora que pode rebentar em qualquer lugar e estender-se aos vários continentes… tudo isso devido à falta de líderes capazes de encontrar respostas sérias para os problemas com que estamos confrontados. Parece que agora há quem começa a abrir os olhos embora já seja tarde porque as guerras estão a alastrar-se e as grandes potências não se entendem desde logo porque não falam a mesma língua, e porque têm objectivos diferentes quanto ao domínio que cada que uma quer ter no xadrez internacional.
2- As reuniões periódicas do G7 e do G20 são meros encontros para mostrar a vaidade de cada um e manter os desencontros entre pares. Ainda agora Israel acabou de anunciar que está em guerra.
3- A União Europeia está a estudar as “entrelinhas “ do Acordo de Lisboa para poder ultrapassar os vetos de vários Estados sobre matérias que precisam da unanimidade que não existe, porque o que existe são as diferenças de pensar e agir, assim como os interesses de cada Estado-membro. É lamentável que só agora a Comissão Europeia decida estudar tais entrelinhas, o que mostra que é preciso “limpar” o monstro em que se tornou a Comissão, que decide as suas políticas em função dos lóbis e da plêiade de interesses que giram à sua volta. Vamos ver o resultado das próximas eleições Europeias, a 9 de Junho de 2024.
4- Quando relembramos como estamos e como podemos no futuro ficar, alegamos que são precisas reformas para evitar um colapso das Instituições e da Democracia, porque neste mundo global perdeu-se o sentido de responsabilidade, o que faz com que todos e cada um sinta-se com o direito de puxar pelos galões da liberdade que está virando devassidão, enfraquecendo, desse modo, as democracias e fazendo crescer os radicalismos, de esquerda e de direita.
5- Afinal, até quando vai ser possível aguentar a má-criação e a falta de respeito pela liberdade dos outros? A sociedade deixou de ser civilizada e as pessoas entendem que se devem afirmar naquilo que julgam ser certo, através da destruição, da perseguição e até da eliminação de quem se atravessar no caminho ou for contra aquilo que os revoltados acham como desígnio… vindo do desregramento e da má criação que descambou para um problema deveras preocupante e que exige medidas imediatas.
6- Finalmente, o Presidente da República deixou o corriqueiro comentário político para falar de matérias sérias, como a incapacidade ou a lentidão do Estado em superar a pobreza e as desigualdades sociais, lembrando que se tais medidas demorarem eternidades para que os responsáveis compreendam que devem evoluir e reformar, reaproximando-se do povo e, “não deixar que outros preencham o vazio que deixam”.
7- O Presidente considera que é preciso fazer reformas para evitar as contra-reformas e a principal reforma a fazer é reformar-se o Estado tal como temos vindo a apontar, por ser uma necessidade da Autonomia, porquanto o Estado não entranhou a sua condição de Estado Unitário com Regiões Autónomas, e o que tem feito é manter o que vinha do tempo colonial que é servir-se das Ilhas quando tem necessidade e esquecer a sua condição de país com Regiões Autónomas, tal como aconteceu ainda agora com a “captura” que o Governo fez relativamente à lei que aprovou sobre a gestão partilhada do mar dos Açores, violando normas do artigo 8º do Estatuto Político Administrativo dos Açores, isto é, o Estado através do Governo em funções, usurpa competências da Região para poder servir interesses nacionais que poderão levar à venda de recursos marítimos da Região.
8- Deixem os recursos marinhos do mar dos Açores em paz, e o Governo de António Costa não faça nos Açores o que está a fazer no país quanto à mineração do lítio. Neste cenário, como se pode acreditar na política ambiental pomposamente apregoada na República? Sejam sérios para que a política seja tida como séria.
9- É caso para dizer: É preciso reformar o Estado, assim como quem manda nele para evitar males que serão pagos com “sangue suor e lágrimas”.

Américo Natalino Viveiros

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