Edit Template

Falta de condições complica acção das rent-a-car e põe turistas à chuva no Aeroporto João Paulo II

O Aeroporto João Paulo II há muito que necessita de obras. Quem o diz são funcionários que trabalham durante todo o ano nas instalações aeroportuárias. A degradação das infra-estruturas e as condições dos parques de estacionamento são os maiores problemas apontados. As obras de ampliação da aerogare que beneficiação das zonas circundantes começarão em 2024, mas ainda sem data inicial prevista.

“Todos os Invernos é a mesma coisa”. É o desabafo de um dos muitos trabalhadores das várias rent-a-car que operam no aeroporto de São Miguel. A falta de condições nos parques de estacionamento são “evidentes” e urge “melhorar” as condições existentes.
“Primeiro que tudo, não há condições para os passageiros que chegam, virem até aos parques. Não há alpendres ou corredores abrigados para os proteger, principalmente nesta altura do ano”, continuou o trabalhador, alertando para as condições com que os passageiros se deparam ao alugar um automóvel na principal porta de entrada em São Miguel. “No próprio parque, só existe uma zona, que é muito reduzida, com alpendre. Com o número de passageiros que o aeroporto costuma ter é muito pouco. O sistema de escoamento de água é mau, tem vezes que nem escoa as águas, criando grandes poças que dificultam o nosso trabalho”, prosseguiu. “Mesmo na zona coberta, cada rent-a-car tem um lugar apenas para entrega de carros. Se chegarem ao mesmo tempo, como costumam chegar, vários clientes, muitos deles, têm que ficar ao frio e, às vezes, à chuva para poderem ser atendidos. Depois, também há um pouco de falta de civismo do cliente que chega, pára o carro em qualquer lado, muitas vezes dificultando o trânsito, concluiu o trabalhador que não se quis identificar, para não receber represálias.

“Entregar carros em dias de chuva, é complicado…”

Um trabalhador de outra empresa de rent-a-car completou a informação: “Para entregar um carro a um cliente, em dias como o de hoje (de chuva e vento), fica complicado. Só se consegue mesmo ver danos grandes como, por exemplo, mossas ou algo partido. Temos poças por falta de escoamento debaixo do alpendre, e levamos com chuva porque não há uma protecção lateral do alpendre. Em dias de chuva e vento, para nós e para os clientes, este alpendre é quase a mesma coisa que nada. A falta de luz também é um dos problemas com que nos deparamos. As rent-a-car abrem cedo, às 5 da manhã, e a luz não é suficiente para podermos inspeccionar o carro correctamente. Depois, à noite, voltamos a ter o mesmo problema”, afirmou.
Questionado sobre qual seria o maior problema que o parque onde estão algumas das rent-a-car apresenta, foi peremptório: “o maior problema é mesmo o espaço por debaixo do alpendre. Se fosse maior ajudava muito mais os trabalhadores. O escoamento também é um grande problema, mas em dias de chuva é inevitável que nos molhemos. Se o espaço fosse maior, e se houvesse alguma protecção lateral que resguardasse quem está debaixo do mesmo, ajudaria. Em dias de chuva e vento, como já referi, o actual alpendre é quase a mesma coisa que nada”.

“Obras sem data prevista de começo”

Um responsável de uma companhia de aluguer de carros afirmou ao Correio dos Açores que as obras “terão início no próximo ano de 2024. Não sabemos quando vão começar, só temos a informação que irão ter a duração de três anos, durando até 2027”.
“As rent-a-car irão estar condicionadas nestas datas mais ao nível dos parques exteriores. O parque onde se encontram algumas rent-a-car irá ser transferido para o parque que actualmente, é utilizado pelos funcionários do aeroporto para estacionarem as suas viaturas, ou seja, todos os parques irão sofrer uma alteração no seu espaço quando começarem as obras” de ampliação da aerogare, continuou a responsável, alertando para as condicionantes que as obras irão proporcionar às empresas presentes no aeroporto.
“Os funcionários depois irão estacionar as suas viaturas em outro parque, porque o que está a ser usado para isso vai ser utilizado pelas rent-a-car. A ANA Aeroportos irá, depois, indicar onde ficará situado o novo parque e haverá um autocarro que transportará os funcionários para o aeroporto”, informou, por sua vez, outro trabalhador de uma das lojas da aerogare.

“Obras são precisas, mas prevalece a incógnita de quando e como irão ser”

“Como não sabemos como irá ser o espaço provisório, as indicações que temos é de que as obras irão durar três anos. Quando chegar ao Inverno as condições, provavelmente, ainda serão piores do que aquelas que existem actualmente. Ainda prevalece uma grande incógnita, porque não temos muita informação”, acrescentou uma trabalhadora ao Correio dos Açores.
“Dado o crescimento e o fluxo de passageiros que temos tido, era importante que as obras já tivessem começado. Nota-se já alguma degradação das próprias infra-estruturas. No Inverno, quando chove, pinga cá dentro, e vemos muitos baldes espalhados pelo chão. Este ano, no Verão, caiu uma placa do tecto. Sabemos que no princípio irá ser um pouco complicado mas, de futuro, irá ser sempre benéfico para quem aqui trabalha”, finalizou
Nenhum dos nossos entrevistados se quis identificar para não sofrerem represálias e também porque os problemas já estão identificados há anos, já foram reportados em vários relatórios e que nada se fez em relação a isso.

Frederico Figueiredo
Edit Template
Notícias Recentes
Plano de Saúde2030 aprovado pelo Governo “garante igualdade nos resultados da saúde”
Vilafranquense regressa às Festas de São João da Vila e forma a Marcha do Emigrante com representantes dos Estados Unidos, Canadá, Bermuda e Inglaterra
Novo hotel Hilton é de “vital importância para o desenvolvimento da notoriedade internacional dos Açores”, afirma Duarte Freitas
Azeite e papo-seco foram os produtos que mais aumentaram de preço nos Açores entre Junho de 2023 e Maio de 2024
“O ioga é uma jornada profunda de auto-conhecimento”, afirma a instrutora Carolina Lino
Notícia Anterior
Proxima Notícia
Copyright 2023 Correio dos Açores