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Filarmónica Aliança dos Prazeres no concerto “Uma viagem pelo mundo da Disney”no Coliseu Micaelense “é um sonho” realizado

No dia 14 de Janeiro de 2024 a Filarmónica Aliança dos Prazeres vai concretizar o sonho de pisar o palco do Coliseu Micaelense pela primeira vez. Sob a direcção do maestro Tiago Ferreira, vão tocar os clássicos da Disney acompanhados pelo coro infantil do Conservatório Regional de Ponta Delgada e pelas vozes de Helena Castro Ferreira, Alexandra Pacheco e João Ponte. Em conversa com o jornal Correio dos Açores, Diana Alves, Presidente da filarmónica, afirma que este desafio surge da importância de motivar os seus 53 músicos, pois o papel deste tipo de associações é fundamental para formar os jovens da freguesia: “Mais do que um grupo de música, é uma verdadeira escola de formação e uma verdadeira família. Foi assim que cresci na filarmónica.”

Pode-nos falar um pouco sobre a história da filarmónica?
Diana Alves (Presidente da Filarmónica Aliança dos Prazeres) – A nossa filarmónica é fruto da fusão de duas filarmónicas anteriormente existentes na freguesia do Pico da Pedra, a Lira dos Prazeres e a União dos Prazeres que, em Agosto de 1958 deram origem à Aliança dos Prazeres.
Durante estes 65 anos de história, passamos por enormes desafios, diversos objectivos e concertos. A subsistência da Filarmónica resulta das festas, das procissões e coroações. Pontualmente são lançados desafios por parte da Direcção, do maestro e de alguns músicos, porque na Aliança dos Prazeres todos tocam por amor à camisola, e aquilo que mantém viva esta instituição são os objectivos e desafios que vamos concretizando. Actualmente, contamos com 53 músicos, maioritariamente jovens, e com idades compreendidas entre os 9 e os 64 anos.

Como funciona a formação dos elementos mais novos?
Temos uma escola de música activa. E é com muito orgulho que friso o facto de que já temos elementos que aprenderam música na nossa filarmónica e hoje são eles próprios a dar formação aos mais novos. Normalmente abrimos inscrições e as aulas acontecem na nossa sede e, de momento, a escola conta com cerca de 15 jovens. Ao longo do tempo, os alunos vão aprendendo as notas musicais e, depois, seguem o instrumento que sentem mais gosto a tocar para se integrarem mais tarde na banda. Este ano, por exemplo, tivemos cerca de 8 elementos que se estrearam.

Na sua opinião, qual é a importância das bandas filarmónicas para a comunidade local?
Como costumo dizer, mais do que uma filarmónica, mais do que um grupo de música, é uma verdadeira escola de formação e uma verdadeira família. Foi assim que cresci na filarmónica. As escolas de música são verdadeiras escolas de formação para o dia-a-dia, até porque este recurso não vem apenas do futebol e dos escuteiros, as filarmónicas também têm um papel preponderante na vida dos jovens porque inserimo-los diariamente na sociedade. Sabemos que os caminhos actuais, por vezes, são difíceis e uma forma de contornar estes casos é precisamente a integração destes jovens na sociedade. Uma filarmónica é uma escola de formação nesse sentido. Há uma mistura de gerações e de aprendizagens em que eles estão inseridos diariamente.

Que tipo de iniciativas organiza a filarmónica no Pico da Pedra?
Para além da participação assídua nas festividades, também marcamos presença no dia do aniversário da nossa freguesia. Para além disso, temos um papel cada vez mais activo no Corso Carnavalesco do Pico da Pedra que já é um marco do carnaval micaelense. Também organizamos o nosso aniversário e este ano tivemos a visita de uma filarmónica de Cascais, a Banda de Janes, que veio assinalar os nossos 65 anos com um programa que nós preparamos para os receber. Possivelmente no próximo ano seremos nós a visitar esta filarmónica. Estes intercâmbios são fundamentais no seio destas associações porque acabam por ser uma partilha de experiências entre gerações e entre músicos.

Quais são as vossas perspectivas para 2024?
Um grande marco na história da filarmónica Aliança dos Prazeres é o pisar pela primeira vez o Coliseu Micaelense. É uma aspiração que temos há muitos anos e que veremos realizada no próximo dia 14 de Janeiro. Outro marco importante para o próximo ano é o intercâmbio que iremos fazer em Cascais. Para além disso, estamos, junto com Câmara Municipal da Ribeira Grande e a Junta de Freguesia do Pico da Pedra, a reunir os devidos esforços para aumentar a nossa sede, pois a filarmónica continua a crescer e carece de obras perante o número de elementos que temos.

No início do próximo ano vão estar pela primeira vez no Coliseu Micaelense. Como surgiu a oportunidade?
Às vezes é necessário colocar um objectivo para deixar as pessoas motivadas. Não é fácil manter 53 elementos. A pandemia abalou muitas filarmónicas e o nosso caso não foi diferente, mas é com orgulho que a Filarmónica Aliança dos Prazeres consegue dizer que teve a sensação de retomar os seus serviços, ensaios e ver a sala cheia novamente.
O desafio para tocar no Coliseu foi lançado pelo nosso maestro, Tiago Ferreira, que sempre acreditou que temos banda para tal. Com todo o entusiasmo, os músicos disseram que sim e, como é óbvio, o esforço que fazem diariamente é fundamental. Após ser lançado o desafio, chegamos à conclusão de que era importante não subirmos ao palco sozinhos, no sentido de ser um concerto diferente e que envolvesse outras vozes. Assim, fizemos o convite ao Conservatório Regional de Ponta Delgada, nomeadamente ao coro infantil e a outras três grandes vozes: Helena Castro Ferreira, Alexandra Pacheco e João Ponte.

Como tem sido a vossa preparação?
Tem sido com alguma adrenalina e, com o aproximar do dia do espectáculo, há algum nervosismo, afinal, é uma primeira vez. Há um trabalho árduo à mistura, mas, como costumo dizer, era um sonho nosso e para o concretizar temos de correr atrás dele. Todas as semanas temos ensaios e também há um estudo individual por parte dos músicos, mas todo o trabalho está a ser realizado com a garra e aspiração de quem quer ver este sonho realizado, o sentimento geral é o de que “vamos com tudo” para ter este marco na história da Aliança.

O que é que podemos esperar do espectáculo?
Creio que podem esperar um verdadeiro espectáculo. Estamos a trabalhar para isso. As expectativas estão um bocadinho altas neste sentido e temos consciência de que vamos dar o nosso melhor. Vamos subir ao palco com o coro infantil e com outras três grandes vozes e, portanto, teremos um enlace de vozes e uma mistura de gerações para apresentar um concerto que não é só dedicado às crianças, mas também aos adultos, porque todos nós continuamos a ter um encanto por aquele mundo bonito que é a Disney.

Tem alguma mensagem que queria partilhar com os nossos leitores?
Quero convidá-los a estarem presentes no dia 14 de Dezembro, pois são todos bem-vindos a este espectáculo que será uma boa oportunidade para reviver os clássicos da Disney e uma tarde fantástica. Podem adquirir os seus bilhetes na bilheteira do Coliseu ou na Bol.
Também quero agradecer aos músicos da Filarmónica Aliança dos Prazeres por me permitirem passar por esta experiência, pois, embora não vá estar sentada a tocar com eles, sinto o mesmo nervosismo que eles sentem ao terem de se expressar musicalmente. Obrigada por terem acreditado neste desafio.
Daniela Canha

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