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Live Pet é o novo consultório veterinário dePonta Delgada que presta serviços ao domicílio

Mário Pacheco e Ana Pacheco são a dupla por trás da Live Pet, um consultório veterinário que abriu portas em Novembro passado. Mário Pacheco é o empresário e impulsionador do projecto e Ana Pacheco é a veterinária e directora clínica do consultório, que esteve envolvida na causa animal durante alguns anos. A Live Pet pretende criar um ambiente onde a “proximidade, eficiência e serviços integrativos” se unem para proporcionar uma experiência “integrada” aos animais de estimação e aos seus tutores, facilitando-lhes a vida.

Em final de Novembro do ano passado, foi inaugurado um novo consultório veterinário em Ponta Delgada denominado Live Pet. Fundado por Mário Pacheco, o consultório é uma expansão da já estabelecida Petshop Nicro Rações e surgiu com o objectivo de preencher uma lacuna no mercado: oferecer serviços veterinários integrados para animais de estimação, facilitando a vida aos seus tutores.
O empresário revelou que a ideia de criar a Live Pet surgiu após 15 anos de experiência “bem-sucedida” com a Petshop Nicro Rações. Mário Pacheco viu na abertura da Live Pet uma oportunidade de alargar os serviços oferecidos, aproveitando um espaço vago que, inicialmente, servia como armazém da loja. “Era uma vontade da empresa evoluir para outros sectores dentro do ramo animal.”
Segundo o empresário, a Live Pet é mais do que um “simples consultório veterinário”. Mário Pacheco enfatizou a importância de uma abordagem integrativa, em que se alia a compra de ração, snacks, brinquedos e acessórios na petshop, à parte da saúde veterinária e à higienização, com os banhos e tosquias, um serviço que estará disponível em breve.
Ana Pacheco, veterinária e directora clínica do consultório, referiu a abrangência dos serviços oferecidos pela Live Pet, que incluem consultas veterinárias ao domicílio, profilaxias, aconselhamento nutricional, vacinação, colocação de microchip, desparasitações e tratamentos clínicos.
“Os benefícios são vários. O primeiro ponto a focar é, efectivamente, o facto de muitos animais stressarem imenso por se dirigirem ao consultório. A deslocação do veterinário a casa é sempre mais cómoda, tanto para o animal como para a pessoa. Além disso, existem pessoas com alguma dificuldade locomotora ou com idade já mais avançada e que lhes é mais difícil deslocarem-se ao consultório”, explicou Ana Pacheco sobre a vantagem dos serviços ao domicílio.
O consultório é descrito pela veterinária como “um espaço bastante agradável e silencioso”, onde existem “todos os produtos para manter o animal mais tranquilo. É um sítio que proporciona ao animal uma maior tranquilidade porque não existem ruídos, externos e internos, que os internamentos acabam por causar.”
Para Ana Pacheco, o facto de a Live Pet ser um consultório constitui uma vantagem no que toca ao tempo de espera. “A nossa grande vantagem é realmente o tempo de espera, que é bastante reduzido, e isso é gratificante, por exemplo, quando se quer fazer uma vacina, um procedimento simples ou uma consulta de rotina.”
A proximidade e a acessibilidade foram realçadas como características distintivas da Live Pet pela veterinária.
O horário de funcionamento do estabelecimento é de Segunda a Sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00, e ao Sábado das 09h30 às 14h30. “Temos o horário de Sábado mais alargado, o que facilita e dá uma maior liberdade aos tutores dos animais para organizarem o seu dia, de forma a poderem vir”, refere.
Questionada se os tutores estão conscientes da importância da prevenção, para que os seus animais de companhia vivam mais tempo, Ana Pacheco sublinhou a necessidade de uma maior consciencialização: “Algumas leis que têm sido aprovadas, como por exemplo a obrigatoriedade do microchip, que era só em cães e passou a ser também em gatos e furões, leva as pessoas a olharem para a causa e o bem-estar animal de outra forma”. Por outro lado, embora já se note alguma evolução nos Açores, considera que existe ainda um caminho bastante longo a percorrer, “até porque recentemente tivemos um grande retrocesso na legislação em não considerar os maus-tratos crimes, uma vez que a Constituição não o permitia.”
A veterinária fez uma apologia à esterilização dos animais: “Esta é uma política que deve ser implementada e falada quase diariamente. Não há pessoas suficientes para a grande maioria dos animais que são deixados nos centros de recolha oficiais ou que são abandonados na rua. Não existem adoptantes suficientes para o número de cães e gatos que nascem por ano, por isso a esterilização é extremamente importante nas fêmeas e nos machos.”
Salientando a importância da prevenção na saúde dos animais e de forma a garantir a saúde contínua dos animais de estimação, Ana Pacheco aconselha aos seus tutores: “fazer um aconselhamento nutricional, ter as profilaxias em dia, ou seja, as desparasitações e a vacinação. Como é anual, na vacinação já vemos o estado do animal. Existir essa proximidade permite antever certas situações, para que não haja o desenvolvimento de futuras doenças”, elucida.
Tendo em conta que estamos no Inverno, deixa um alerta aos donos dos animais de companhia no tempo mais frio: “Tentar manter os animais em ambientes mais quentes, evitando principalmente as horas mais frias para passear os cães. Não deixar que, principalmente os gatos, tenham acesso ao exterior, porque existem inúmeros acidentes e patologias que os animais podem trazer para casa. Podem sair saudáveis e entrar doentes”, acautela.

Colaboração com instituições
protectoras de animais
faz parte dos planos

Por sua vez, Mário Pacheco pretende que os clientes saiam satisfeitos. Para isso, tem parcerias estabelecidas com clínicas, de forma a garantir que todas as necessidades dos animais são atendidas: “Queremos que os clientes se sintam bem em vir cá e nós solucionamos o problema. O nosso objectivo não é incrementar valor aos serviços que já existem no mercado, mas sim igualar. Assim, havendo uma parceria única, o nosso ganho é a parceria que temos com estes parceiros de negócio”.
Além disso, está nos planos do empresário que a Live Pet estabeleça parcerias com instituições protectoras de animais. “O objectivo é que as instituições protectoras dos animais nos procurem e que articulemos os serviços a favor dos animais, a valores mais baixos.”
“Ao fim de 15 anos como empresário de petshops, sei o que aquele segmento de mercado oferece e para onde podemos ir. Já este é um segmento novo; vamos ver o que vai dar. O objectivo é sempre crescer. Se houver oportunidade, tanto de abertura do mercado quanto da procura das pessoas, e se o negócio for crescendo, por que não pensar, a longo prazo, na abertura de uma clínica, onde poderemos desenvolver outros serviços que actualmente não conseguimos abranger”, partilhou Mário Pacheco sobre os planos futuros da Live Pet.


Carlota Pimentel

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