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Alternativa Social eDemocrática para os Açores

Açores, que futuro?
Plataformas? Acordos? Alianças? Coligações? Pactos? Compromissos?
Eleições, drama ou festa? Emancipação ou regressão?
Para os que já experimentaram viver sob regime autoritário ou ditatorial, onde as palavras liberdade e democracia, não existiam, as eleições livres são o culminar da Democracia.
Nelas não se esgotando, não deixa de ser a sua festa maior, o ponto alto da expressão livre da cidadania.
Parece lugar – comum, tal afirmação. Mas não. Nos dias que correm é pedagógico lembrar o tema.
Uma vez que, tal como no passado, voltaram a surgir os “salvadores da Pátria”, que de forma velada e adocicada, e até não se coibindo de utilizar exaustivamente a palavra “democracia”, têm como projecto programático terminar com ela, substituindo-a por outros regimes de cariz autoritário, onde as eleições são apenas fachada.
A Hungria de Orbán é exemplo.
Felizmente que em Portugal e nos Açores vive-se, ainda, em liberdade e democracia.
A 4 de Fevereiro os Açores vão novamente a votos para eleger os deputados para o seu Parlamento, de onde sairá o próximo governo desta grande Pátria Atlântica.
Entretanto representantes de alguns sectores económicos, nomeadamente da agricultura, comércio, serviços e indústria, têm vindo a apelar à “despolitização das instituições”.
Despolitização? Ou quereriam dizer “não partidarização”. Aceite-se que apenas foi uma questão de semântica.
A Política está em “todo o lado”. Há milénios, cientistas políticos, nomeadamente gregos, o afirmavam sem hesitações. O Bem Comum está associado à Politica. É a sua essência.
Muitas empresas iniciam os respectivos “Vade – Mécum”, com o capítulo subordinado ao título “Nossas Políticas”, obviamente que se estão a referir às suas politicas empresariais e à responsabilidade social, que igualmente as norteiam perante as comunidades onde se inserem.
Os extremismos que fazem do populismo a sua principal arma vilipendiam e ostracizam a Política, apelidando os seus protagonistas de “cambada de corruptos”.
Chegando a afirmar que urge uma limpeza geral e que a democracia está doente.
Às proclamações idênticas dos populistas Mussolini e Hitler, Churchill respondia assim:
“A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras”
O CESA – Conselho Económico e Social dos Açores, cuja actividade tem sido sobejamente reconhecida pelos Açoreanos, é o organismo que deverá vincular e debater os interesses, quer empresariais quer dos trabalhadores.
Trata-se dum organismo Político, onde todos os agentes económicos podem e devem debater e tomarem as medidas necessárias para “resguardar a economia da turbulência partidária”, própria do período eleitoral em curso, onde as políticas públicas irão estar em discussão, via partidos políticos, fundamentais em Democracia.
Igualmente, deverá ser aquele organismo a liderar pactos ou acordos de “regime”, coordenando e monitorizando os respectivos resultados.
Pretende-se um Estado Social e não Corporativo, onde a livre iniciativa seja central, afastando-se qualquer intenção de “condicionamento económico” ou de “planeamento estaticista”.
Pretende-se uns Açores Livres e Democráticos, onde as alternativas sejam a regra e as alternâncias banidas.
O que têm os partidos que têm governado os Açores, pós 25 de Abril, a ver com o crescente desinteresse pelas eleições?
Será que na raiz deste problema, não estará a existência de dois partidos, cujos princípios ideológicos, pouco os diferencia, e que se têm alternado na governação?
Isto é, têm sido alternância e não alternativa.
Pese embora os progressos alcançados pelos sucessivos governos desta autonomia, verificamos que alguns indicadores situam os Açores numa posição bem pior do que Portugal.
Mais do que diferentes protagonistas, temos de mudar de Modelo.
Inovação requer-se. Tirar a nossa terra do marasmo de séculos, sempre amarrados ao ciclo persistente da pobreza, não fora a emigração…
Ciclo de pobres. Muitos, que serviram de condição e suporte, durante décadas, de outros ciclos de alguma abastança económica, duns poucos, que se alternavam, consoante as elites dominadoras de cada tempo histórico.
Ontem, tal como hoje.
Enquanto não se for à raiz ancestral do problema soluções nunca existirão.
O diagnóstico dos problemas está feito. Faltam soluções e a sua implementação.
Que os candidatos não se fiquem só pelo atendimento dos anseios das corporações e associações, cuja legitimidade não se discute.
Assim como nada há a opor ao pulsar reivindicativo e força persuasiva, advindas do respectivo “peso” na contagem final dos votos.
Que nos Açores caibam todos. Dar voz aos que não a têm. Que ninguém fique para trás ou seja excluído.
Qual a força político – partidária que seria a verdadeira e genuína Alternativa Social e Democrática para os Açores?

António Benjamim

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