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Artista açoriano leva a galeria em Nova Iorque oito telas abstractas inspiradas nas paisagens dos Açores

A arte dos Açores está em destaque em Nova Iorque através das obras abstractas do artista açoriano César Martiniano. A exposição colectiva, “Percepções Alteradas” (“Altered Perceptions”), com a participação de sete artistas, inclui oito obras de Martiniano, e está patente numa reconhecida galeria no centro da cidade de Nova Iorque, a Agora Gallery, até 23 de Janeiro de 2024.
A arte de Martiniano caracteriza-se pela abstracção e a utilização de diversos materiais, como os acrílicos, spray, pastel e lápis de cor sobre tela ou papel, “criando peças que desafiam as normas tradicionais da arte abstracta. As obras expostas são uma homenagem às vibrantes cores dos Açores, transportando o espectador para uma viagem transatlântica,” segundo nota de imprensa remetida à redacção.
“Este momento artístico representa não apenas um marco na carreira de Martiniano, mas também na promoção da arte açoriana no cenário internacional. O seu trabalho convida o público a mergulhar em paisagens internas, conectando-se com a essência da experiência humana e destacando a importância de perspectivas diversas na arte contemporânea,” acrescenta ainda a comunicação.
Na sua página da rede social do Facebook, a Agora Gallery afirma que “César Martiniano cria obras de arte que ampliam os limites da criatividade usando ferramentas não convencionais, como acrílicos sobre tela ou papel, muitas vezes combinando-os com tinta spray, giz e giz de cera. Através do design gráfico e do graffiti, ele explora activamente paisagens interiores, convidando os espectadores a mergulhar nas suas próprias experiências. Artista autodidata, Martiniano inspira-se na natureza.(…) Os seus últimos trabalhos, Atlantic Whispers, explora a paleta exuberante dos Açores, a sua terra natal, onde predominam azuis e verdes vibrantes. Cada peça contém texto oculto, que só é visível ao ligar um interruptor de luz. As pinturas celebram a glória da natureza enquanto encorajam os espectadores a explorar a sua criança interior e a abraçar a vida com um espírito sempre curioso.”
A exposição colectiva reúne pinturas, fotografias e colagens digitais que “investigam formas alternativas de ver a realidade e convidam o público a transcender o comum e abraçar o excepcional,” segundo a galeria de arte nova-iorquina. Estão também expostos trabalhos de Yael Izrai, Solon Marcel, Neil Shapiro, Evan William Plunkett, Charlotte Harron, e Stephanie Pitoy.
Sobre o seu trabalho nesta exposição colectiva, o artista açoriano convida o público a entrar num “mundo de emoção e descoberta com a minha arte abstracta. Tenho a missão de ultrapassar os limites com as minhas ferramentas não convencionais e a minha visão criativa! Cada pincelada de tinta oferece um vislumbre de minhas paisagens interiores, convidando-o a explorar as suas próprias profundezas e conectar-se com a essência da experiência humana.”

César Martiniano quer ser um
artista conhecido mundialmente

César Martiniano nasceu em Angra do Heroísmo, em 1995. Participou em vários ateliês de artes visuais e pintura, desde criança, mas com medo de tentar a carreira artística, optou por seguir o curso de Ciências e Tecnologia no secundário. Numa altura em que fazia arte apenas como passatempo, em 2013 surge a oportunidade de participar como Jovem Criador no Festival Walk&Talk, em Ponta Delgada. Através desta experiência decide dar um rumo mais criativo à sua vida e, em 2016, acaba por licenciar-se em Design Gráfico na Escola Superior Artes e Design, nas Caldas da Rainha. Neste período foi também curador da exposição colectiva “Cena das Latas”.
De 2016 a 2018, além de trabalhar como designer gráfico, pintou vários murais na ilha Terceira e um em Fort Wayne, nos Estados Unidos. Participou também em vários eventos locais como o Festival Azure, Walk&Talk, Azores Fringe Festival, Mais Jazz, Younger Angra, entre outros. Em 2018, foi eleito vencedor do 6º LAB Jovem, na categoria Artes Digitais com a fonte Gama.
No final de 2018 muda-se para o Porto e ingressa no mestrado em Design Gráfico e Projectos Editoriais na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, defendendo a sua tese em 2020.
Actualmente, está a fazer a transição de trabalhar como designer gráfico e diretor criativo nos Açores, para tornar-se “num artista abstracto internacional, pintando livremente a sua visão abstracta do mundo,” segundo biografia do artista.
Mariana Rovoredo

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