Edit Template

Bloco quer “mais força no Parlamento dos Açores”para poder implementar o seu programa eleitoral

“Quanto mais força os açorianos e as açorianas derem ao Bloco de Esquerda, mais força terá este programa eleitoral”, disse António Lima, hoje, em Ponta Delgada, no evento de apresentação do programa eleitoral do Bloco de Esquerda para os próximos quatro anos.
O Bloco apresenta o programa eleitoral com três prioridades: responder às crises da habitação, dos serviços públicos e do clima, implementar medidas para uma economia mais justa e implementar mudanças para preparar o futuro na Educação e na mobilidade.
“O Bloco de Esquerda tem um programa de governo, um programa inteiro, e é com ele que vamos para a campanha eleitoral, pedindo a avaliação dos açorianos e açorianas à nossa estratégia de desenvolvimento”, afirmou o primeiro candidato do partido.
A habitação está no topo das preocupações do Bloco de Esquerda. António Lima destacou que os Açores têm a maior taxa de sobrelotação habitacional do país, e alertou para a enorme pressão que o turismo está a exercer sobre a habitação.
Para resolver estes problemas, o Bloco propõe a elaboração de um plano regional de habitação, a criação de habitação pública, a melhoria dos programas de apoio ao arrendamento, a obrigação de, nos grandes empreendimentos urbanísticos, 25% das habitações ser colocada no mercado a preços acessíveis, e a regulação do turismo.
Para dar resposta às dificuldades do Serviços Regional de Saúde, o Bloco propõe aumentar o financiamento para garantir os recursos humanos adequados e que permitam a modernização dos equipamentos.
Ainda nos serviços públicos, para a Educação, o Bloco alerta para a taxa de abandono escolar precoce, que nos Açores é de 26% e no continente é de apenas 6%. “Este atraso está a condicionar a vida de milhares de jovens, que no futuro terão piores salários, precariedade, maior risco de pobreza”, disse António Lima.
Para alterar esta realidade, o Bloco propõe a elaboração de um plano integrado de combate ao abandono escolar precoce, a aplicação de incentivos à fixação de professores – para resolver o problema de falta de docentes – e a criação de bolsas de recrutamento de funcionários para as escolas. Para responder à crise climática, o Bloco propõe um plano de combate à pobreza energética – que afecta mais os Açores do que qualquer outra região do país –, a redução da utilização de combustíveis fósseis para produção de electricidade, aumentar a utilização de transportes públicos e incentivar a conversão para a agricultura biológica.
Para garantir uma economia mais justa, o Bloco propõe o aumento de salários no público e no privado. Além disso, o Bloco quer que as empresas que recebem apoios públicos sejam obrigadas a garantir emprego estável e igualdade salarial entre homens e mulheres.
O Bloco propõe ainda o reforço e a criação de apoios sociais para a população mais desprotegida. “Como é que se explica que se tenha reduzido para metade, os beneficiários do RSI, se a pobreza aumentou nos últimos dois anos?, questiona António Lima.
Para preparar o futuro, o Bloco propõe que o ensino superior seja gratuito para os residentes nos Açores.

Edit Template
Notícias Recentes
FACE A FACE!… com Rui Carvalho e Melo
Francisco Matos: “Há modalidades nos Açores que formam campeões nacionais e que têm pouco apoio institucional na Região…”
Artista plástica Nina Medeiros expõe “Mau Feitio” no Convento de Santo António, na Lagoa
Jovens arquitectos denunciam numa exposição em Lisboa a urgência de proteger a lagoa das Sete Cidades da excessiva fertilização dos solos
Vila Franca do Campo vai ter Núcleo da Cáritas a partir do dia 2 de Março
Notícia Anterior
Proxima Notícia
Copyright 2023 Correio dos Açores