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Bispo de Angra convidou a promover “cultura do amor fraterno”, perante contexto de conflitos

O Bispo de Angra afirmou que o ecumenismo se “torna fundamental para fazer crescer a cultura do amor fraterno”, no âmbito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) 2024, que termina a 25 de janeiro.
“Somos todos convidados a refletir, rezar e fazer caminho com os irmãos de outras Igrejas de denominação cristã, de modo a construir laços fraternos e enfrentar os grandes problemas comuns com o mesmo olhar de Jesus, o centro da nossa fé”, disse D. Armando Esteves Domingues, ao portal diocesano ‘Igreja Açores’.
Na Diocese de Angra realizaram-se duas celebrações ecuménicas no último Sábado – uma entre a Igreja Católica e a Igreja Presbiteriana, com a presença do Bispo diocesano e do pastor presbiteriano Carlos Rosa, na capela do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada (Ilha de São Miguel); já o vigário episcopal para o Clero, padre José Júlio Rocha, celebrou com pastor norte-americano das Lajes, no teatro do Divino Espírito Santo (ilha Terceira).
“Não são as identidades compartilhadas que nos devem levar a ajudar o outro, mas o amor ao nosso próximo” salientou D. Armando Esteves Domingues.
Para o pastor Carlos Rosa, a unidade é “o único caminho”, esquecer as “pequenas divergências” para promoverem a união “em torno de um bem maior que é Deus”.
“Está nas nossas mãos, mas muitas vezes estamos mais distraídos. Se entre nós, que sabemos o que é o bem não tivermos a capacidade de nos unir, como é que o bem há de triunfar?”, referiu o pastor presbiteriano, que assiste duas comunidades, com cerca de 300 pessoas registadas, “mas uma prática mais reduzida”, na Lagoa e Ponta Delgada.
“Amarás ao Senhor teu Deus… e ao teu próximo como a ti mesmo”, uma frase do Evangelho de São Lucas (Lc 10, 27), é o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2024, no hemisfério norte entre 18 e 25 de janeiro.
Os materiais para a SOUC 2024 foram preparados por uma equipa ecuménica no Burquina Faso, coordenada pela Comunidade (ecuménica francesa) Chemin Neuf (CCN)1 neste país do continente africano.
O Bispo de Angra alertou que “inibem a capacidade de amar como Cristo amou” as guerras em muitas regiões, os desequilíbrios nas relações internacionais e as “desigualdades geradas pelos ajustes estruturais impostos pelas potências ocidentais ou por outras forças externas”.
“No actual contexto mundial, o ecumenismo torna-se fundamental para fazer crescer a cultura do amor fraterno sobre a qual Deus pode construir a unidade como Ele a pensa para todos”, indicou D. Armando Esteves Domingues.
A celebração ecuménica na ilha Terceira reuniu quatro confissões cristãs – Católica, Luterana, Batista e Evangélica -, no teatro do Divino Espírito Santo, de Porto Martins; foi presidida pelo vigário episcopal para o Clero e Formação, o padre José Júlio Rocha, e o pastor protestante Erik Fay, da capelania da Base norte-americana das Lajes, de maioria protestante.
“Em tempos mais antigos vincavam-se muito as diferenças dogmáticas, morais e pastorais. Quanto mais formos ao Evangelho, a Jesus que funda a Igreja, verificaremos que há mais unidade do que se pensa, porque no centro está o amor. Esse é o grande mandamento de Jesus para a Igreja e para os homens”, referiu o padre José Júlio Rocha, ao ‘Igreja Açores’.
O coordenador pela Comissão Diocesana para o Diálogo Ecuménico de Angra, Ricardo Esperanço, destacou que o diálogo “é fundamental”, que há muito trabalho a ser feito e que “estas celebrações alertam para esta necessidade”, ao portal diocesano Igreja Açores.

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