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CNN considera a ilha das Flores uma das melhores da Europa para se estar longe de quase toda a gente

Terry Ward, numa reportagem para a CNN, considera que “desde os lendários locais de vida nocturna até aos postos avançados vulcânicos longe do continente, a Europa tem ilhas em abundância”. Mas, como acrescenta, “para cada Mykonos, Ibiza ou Santorini, há um lugar menos conhecido e igualmente encantador para onde se pode escapar das multidões e aproximar-se da natureza”. E, neste contexto, enquadra a ilha das Flores, nos Açores, logo depois de Schiermonnikoog, nos Países Baixos e de Heimaey, na Islândia.
A CNN descreve as Flores como “uma das ilhas mais remotas de um arquipélago já de si remoto, na parte mais ocidental dos Açores” e um sonho de qualquer amante da natureza.
Uma ilha com “lagos de crateras de um azul profundo, encostas verdejantes, vales escarpados, cascatas e fontes termais ferventes estão entre as paisagens de outro mundo na ilha vulcânica de 55 quilómetros quadrados, onde vivem cerca de 3.400 pessoas e onde se pode chegar através de voos a partir de outras ilhas açorianas”.
“Nesta ilha tem-se a sensação de estar noutro mundo. Não há poluição, não há stress, não há barulho”, diz Gabriela Silva, 69 anos, que nasceu nas Flores e ainda vive na ilha, perto de um Airbnb que aluga a hóspedes. “O mar à volta é muito limpo, de um azul profundo, e é possível mergulhar e sentir a sensação de estar na casa dos deuses.”
Considera-se na reportagem da CNN que “um dos sítios mais mágicos das Flores” é a Rocha dos Bordões, “uma formação geológica de colunas de basalto cobertas de vegetação que parece o cenário de um filme de dinossauros”.
Com apenas 26 quartos, o Hotel das Flores é o maior da ilha, localizado na principal cidade portuária, Santa Cruz das Flores. Os alugueres para férias estão espalhados por toda a ilha.
Outras das ilhas portuguesas consideradas “das melhores da Europa para ficar longe de quase toda a gente” são as Berlengas.
Trata-se, segundo a CNN, de um dos destinos insulares “mais surpreendentes” de Portugal e aguarda “os visitantes que chegam de barco para passeios de um dia ou para acampar durante a noite no arquipélago das Berlengas, três grupos de ilhas maioritariamente desabitadas dentro da Reserva da Biosfera das Berlengas, classificada pela UNESCO”.
A cerca de 9,5 quilómetros da costa da cidade de Peniche, em Portugal continental, o arquipélago é mais conhecido pelo Forte de São João Batista, uma fortaleza que remonta ao século XVI e que “tem uma presença imponente no topo de um afloramento rochoso nas Berlengas Grandes, a maior ilha da cadeia”. Durante o verão é possível reservar quartos na estalagem do forte para pernoitar.
As Berlengas Grandes têm parques de campismo abertos durante o verão, onde os visitantes podem passar a noite e sentir-se sozinhos sob a Via Láctea.
“A paisagem é árida mas bonita e a visão do Oceano Atlântico a bater à volta das ilhas é impressionante”, diz Arlindo Serrão, da Portugal Dive. Diz que o arquipélago “é um dos melhores locais para mergulho em Portugal, graças às correntes únicas e a um clima influenciado pelo Oceano Atlântico e pelo Mediterrâneo”.
A mola-mola (peixe-lua oceânico) “pode, por vezes, ser vista nas águas e as ilhas são um dos locais mais importantes da costa de Portugal continental para a reprodução de aves marinhas”.
As outras ilhas distinguidas pela CNN foram Naustholmen, na Noruega: Ilha de Tiree, na Escócia; Alicudi, na Sicília; Skyros, na Grécia; ilha de Rathlin, na Irlanda do Norte; e Fasta Alanbd, na Finlândia.
No Golfo de Bótnia, entre a Suécia e a Finlândia, o arquipélago de Åland tem mais de 6.500 ilhas, das quais apenas cerca de 60 são habitadas. Dizer que há espaço para se esticar e respirar nestas ilhas do Mar Báltico é um eufemismo.
Sendo uma região autónoma com estatuto próprio, tal como os Açores, as ilhas pertencem à Finlândia, mas ficam a apenas 40 quilómetros da Suécia, sendo o sueco a língua oficial.

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