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Quanto devo investir?

Se calhar, o título deste artigo deveria estar ao contrário: “Quanto não devo investir?” Isto porque a maior parte do teu dinheiro, se não todo, deve estar investido. Pode é não estar todo alocado em ativos de risco, mas deve, pelo menos, render alguma coisa. É, em especial, esta divisão que proponho te esclarecer na crónica de hoje.
Que devemos todos investir o nosso dinheiro, penso que já não é novidade para ninguém. Há que fazer um esforço para colocar o teu dinheiro sempre a render, não só para fazer face à inflação, mas especialmente para criares diversas fontes de rendimentos, de forma a teres menos dependência em relação ao teu salário (que para muitos é a única fonte de rendimento) e para que um dia possas alcançar a tão desejada liberdade financeira. Depois de atingido este patamar, podes decidir trabalhar em algo que gostas, ou não trabalhar de todo. Será sempre uma opção tua, mas uma coisa é certa, já não tens de trabalhar para sobreviver.
Em primeiro lugar, começa por juntar dinheiro para criares um fundo de maneio, ou seja, uma pequena quantia no banco, por exemplo, de 3 ordenados mais ou menos (depende muito de ti e do teu conforto em relação ao montante), que sirva para fazer face às tuas despesas diárias. Este fundo de maneio é importante, para te libertares da chamada “corrida dos ratos”, metáfora que se refere ao stress de esperares todos os meses pelo ordenado para fazer pagar os teus gastos mensais, acabando sempre por ficar sem dinheiro no final do mês, ou, até mesmo, a dever. Este é o único montante que podes optar por não investir, deixando numa conta corrente, por exemplo. Mas, se quiseres, tens a opção das contas remuneradas, que sempre rendem alguma coisa.
Depois de garantido este fundo de maneio, e antes de começares a investir em ativos de risco, é fundamental estabeleceres um fundo de emergência. Este fundo serve como uma rede de segurança financeira para cobrir despesas inesperadas (despesas médicas, por exemplo) ou períodos de instabilidade de rendimentos (perder o emprego, por exemplo), sem que necessites de recorrer a dívidas. Uma regra geral é ter um montante equivalente a 6 ou 12 meses de despesas fixas. Assim que a emergência estiver ultrapassada, há que repor este fundo. Como este valor já será considerável, vais querer colocá-lo nalgum instrumento financeiro que renda alguma coisa, mas que seja de retorno garantido. Para além disso, tens de assegurar que o seu levantamento seja rápido e fácil, isto porque um fundo de emergência, como o próprio nome indica, serve para emergências e, como tal, não vais querer ver-te aflito com burocracias para reaver o teu dinheiro. Os certificados de aforro são uma boa solução, já que preenchem todos esses requisitos.
Após estabeleceres uma base sólida com o teu fundo de emergência e fundo de maneio, podes começar a explorar ativos de risco, como ações, fundos de investimento, fundos imobiliários, matérias-primas ou, até mesmo, criptomoedas (dependendo da tua tolerância ao risco). Os ativos de risco oferecem um maior potencial de retorno, mas também vêm com uma maior volatilidade. A chave para investir nestes ativos é a diversificação, o que ajuda a minimizar o risco enquanto maximizas o potencial de retorno.
Dependendo do teu perfil de risco, a percentagem que deves alocar a estes investimentos mais arriscados varia. Costuma-se falar numa percentagem média entre os 25% e os 30%, mas aqui eu prefiro um critério mais subjetivo. A ideia é que invistas uma quantia que, mesmo que a percas toda (o que não é muito comum), a tua qualidade de vida não se altere muito. Ou seja, continuas a poder ir ao cinema, jantar fora lá de vez em quando, etc. Este deverá ser dinheiro que não te faz falta para o teu dia-a-dia.
Se, depois de feito todos esses passos, ainda te sobrar algum dinheiro para investir, eu recomendo que comeces a investir em imobiliário físico, ou seja, comprar e vender casas, ou colocá-las a arrendar. Na minha opinião, é um mercado muito próprio que junta uma forte segurança a uma rentabilidade bastante razoável. Se ainda não tiveres casa própria, juntas o útil ao agradável.
Por fim, cabe-me alertar que nada disso é vinculativo para ti, em especial este último parágrafo que, ao contrário dos outros, é uma mera opinião. Serás sempre tu a decidir o que faz mais sentido para ti, uma vez que é do teu dinheiro que se trata. Cabe-me a mim dar-te, apenas, o conhecimento para que possas tomar uma decisão mais fundamentada.
Bons investimentos!

Emanuel Teves

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