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Com a sua postura conciliadora cabe a Bolieiroen contrar os melhores para formar o melhor governo

Com a sua postura conciliadora cabe a Bolieiro encontrar os melhores para formar o melhor governo.
A noite de eleições que se desenrolou no passado domingo foi marcada por uma atmosfera de suspense e expectativa, à medida que os resultados começaram a ser revelados. Com uma sondagem à boca das urnas que marcou com grande euforia inicial a Coligação, mas que o cenário foi-se desvanecendo até ao fecho da contagem de votos.
José Manuel Boleiro foi claro nas suas declarações na sede do PSD, depois de agradecer e reafirmar a coesão da Coligação com o PSD, CDS e PPM e a sua firme convicção de que os líderes destes Partidos continuarão unidos para governar os Açores, que pretende governar em minoria e que cada um assuma a sua responsabilidade.
Como se sabe, a Coligação venceu as eleições regionais e terminada a contagem dos votos, a Aliança Democrátia conseguiu 26 mandatos, o PS 23 e o Chega 5. O Bloco de Esquerda, a Iniciativa Liberal e o PAN elegeram um Deputado cada.
Assim, neste cenário político singular, uma vitória sem maioria absoluta da Aliança Democrática adicionou uma camada de complexidade e desafio ao processo democrático nos Açores, com Bolieiro a deixar nas mãos do PS a viabilização de um governo minoritário, processo que os líderes nacionais socialistas remeteram para uma decisão das estruturas regionais do Partido Socialista.
Felizmente, os eleitores participaram ativamente do exercício de escolher os seus representantes, com a abstenção a diminuir, o que constituiu um dado importante para a democracia açoriana, refletindo o interesse dos eleitores na escolha do governo regional. A diversidade de opiniões e as preferências nos respetivos Partidos foi manifesta, o que demonstra a robustez do ambiente eleitoral no nosso Arquipélago.
No entanto, no final da contagem dos votos, tornou-se evidente que nenhum partido alcançou a tão desejada maioria absoluta, pelo que esta situação, longe de ser uma raridade na política contemporânea ocidental, levanta questões sobre a necessidade de negociações para viabilizar a aprovação do Programa de Governo, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Na sede do Partido Socialista, como era de esperar, o ambiente esteve pesado e em declarações aos meios de comunicação social presentes, Vasco Cordeiro democraticamente admitiu que o PS não teve o resultado esperado nos Açores e deu os parabéns a José Manuel Bolieiro pela vitória da Aliança Democrática nas eleições regionais dos Açores e questionado sobre se irá continuar na liderança do PS/Açores, ele não respondeu e disse que qualquer decisão sobre esta matéria e sobre a viabilização de um governo da AD serão matérias para serem tomadas noutro local e noutra altura.
O certo é que Bolieiro venceu de forma inequívoca umas eleições muito participadas, comparando com outros atos eleitorais na Região, em que o voto útil na coligação com o CDS e o PPM se interpreta como uma opção pela estabilidade, em que a AD teve 42,1%, acima dos 39,1% que o PS obteve em 2020.
O líder da AD foi perentório ao afirmar que, com o grau desta vitória de 42%, seis ilhas em nove, 13 concelhos em 19, 106 freguesias em 155, crê firmemente que não há margem para dúvidas que tem o povo ao seu lado e que esta liderança da governação não pode ceder a chantagens.
Neste sentido, para gáudio de Luís Montenegro, que esteve ao lado deBolieiro, reafirmou queformaria um governo minoritário e que cada um, pressupondo-se que se referia ao Chega e ao PS, deveriaassumir as suas responsabilidades e que estava feliz e alegre pela responsabilidade que lhe deram de prosseguir a governação dos Açores.
Comemorar a vitória da AD nestas eleições regionais foi mais do que celebrar um resultado eleitoral; foi celebrar a confiança depositada na governação de José Manuel Bolieiro e nas suas propostas, bem como no compromisso coletivo em direção a um futuro promissor. Esta vitória não é apenas uma conquista para a Aliança Democrática mas é também uma oportunidade de serviço público renovado.
Os Açorianos esperam que esta vitória não seja apenas um reflexo do trabalho árduo, mas de um incentivo a continuar a trabalhar com o mesmo entusiasmo e dedicação em prol dos Açores, pois mais do que nunca, é o momento de unir esforços e construir um futuro que beneficie todas as ilhas e todos os Concelhos deste Arquipélago, com um governo transparente, inclusivo e responsável e capazde unir todos à volta do desenvolvimento harmónico da Região.
Cabe agora a Boleiro, com a sua postura conciliadora encontrar os melhores para formar o melhor governo em benefício dos Açorianos. Tarefa que não será fácil, mas que acreditamos que temos o homem certo para governar com estabilidade esta Região.Unidos, somos mais fortes, com determinação e esperança!

António Pedro Costa

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