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Que futuro iremos ter

No dia e hora em que escrevo já abriram as urnas para recolher os votos dos cidadãos conscientes desta Região que apelidam de autónoma.
Como escrevo sempre ao domingo de manhã, só irei votar da parte da tarde. Mas vou votar! Gosto de cumprir com os meus deveres para poder exigir os meus direitos e reclamá-los sempre que julgue necessário.
Espero que, destas eleições saia “coisa de jeito” e com força suficiente para alterar o modo de governar este povo.
Para tal, julgo ser necessário atirar para trás das costas os clássicos bairrismos doentios. Nós valemos muito como um todo que Portugal tem muito medo de perder; enquanto que, divididos, continuaremos a perder as prorrogativas autonómicas que tanto nos custou a conquistar.
Espera-se também que, quem ganhar, passe a falar ao povo com mais verdade do que até agora tem sido feito. Há que deixar para trás a teoria do copo meio cheio ou meio vazio. Há que ser realista e falar ás pessoas a verdade das coisas. Separados cada um vale o que vale, mas fazendo parte de um todo, vale muito mais.
Já aqui tenho escrito que, o conceito de harmonia não é o mesmo que o de igualdade; que todos temos de ser realistas e conscientes daquilo que somos e valemos enquanto parte de um todo. Em minha opinião, o todo, a começar pelo grupo ocidental, eu diria que vale muito enquanto destino turístico de beleza paisagística e de paz e sossego. Para além disto, é rico em boa comida, com relevo para a qualidade do peixe que abunda nas suas águas e que é uma fonte de riqueza, em conjunto com a exportação de gado de carne.
No grupo central temos as ilhas do Pico e do Faial que formam um “pequeno mundo” dentro da Região e com características muito específicas sendo que, o Pico, com os seus vinhos de fama mundial leva a dianteira em termos económicos porque, o Faial, para além da sua marina, também ela reconhecida mundialmente, terá na pesca, na agricultura e no turismoas suas fontes de rendimento de maior relevo.
S. Jorge, por seu turno, tem como maior riqueza a produção do seu afamado queijo que é exportado para todo o mundo e que, junto com as potencialidades da pesca, da agricultura e algum turismo tem as suas principais fontes de rendimento.
Na Graciosa e em minha opinião, tanto a meloa como os alhos poderiam e deveriam ser cultivados mais intensivamente de modo a ganhar escala para exportação atendendo à superior qualidade daqueles produtos agrícolas que, com o turismo, o peixe e porventura mais alguma actividade que não me vem à memória neste momento contribuem para o todo açoriano.
Ainda neste grupo aparece-nos a ilha Terceira que, com a sua base aérea de extrema importância para a defesa do Atlântico Norte, bem como para dar importância a Portugal seria, só por si, o suficiente para tornar os Açôres um ponto de referência. Mas, a juntar a esta importância, há que lhe dar valor à sua indústria, ao seu turismo, à sua pesca e exportação de produtos regionais.
Por fim no grupo oriental temos a ilha de Santa Maria que, só com as receitas auferidas pelo controlo aéreo do Atlântico Norte, bastariam para tornar os Açôres independentes. Para além disto, contribui para o todo açoriano com o seu aeroporto internacional e actividades conexas para o espaço aéreo.
Por fim S. Miguel, que é tão só a maior e a mais industrializada das nove ilhas, contribuindo para o todo com cerca de 70% da economia total a qual se dispersa entre turismo, indústria de lacticínios, conservas, tabaco, madeiras e outras, mas que não dispensa de pertencer ao todo açoriano.
Para terminar só gostaria de enfatizar a importância do todo açoriano, do qual Portugal tem mêdo; isto porque sabe quanto rendem estas nove ilhas espalhadas neste mar imenso que, para além do peixe e da mobilidade que nos faculta é possuidor de riquezas imensas no seu mar profundo.
Que o governo a sair das eleições de hoje, pondere no que aqui escrevo e aja em benefício dos Açôres.
Não fará mais do que a sua obrigação!

Carlos Rezendes Cabral

P.S. Texto escrito
pela antiga grafia.
4FEV2024

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