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Lobos Uivam, Abutres Voam…

… E democratas agonizam e jazem no deserto de ideias e soluções para os enormes problemas da plebe vulnerável.
Que oportunistas, dela se aproveitam, não para melhorar as suas condições de vida, mas para substituir o sistema democrático por regimes alternativos autoritários e ditatoriais, fomentando o ódio e a divisão, do “nós” e “os outros”.
Discurso curto, directo e proclamatório.
Com sentido de oportunidade têm vindo a aproveitar um “nicho de mercado eleitoral” descontente, injustiçado e desalentado.
No próximo dia dez de Março contam ficar em primeiro lugar, para as eleições para a “Assembleia Nacional”, garante dum Portugal Primeiro.
Como ninguém ouvem o clamor do povo.
Na rua, no café, na fábrica, no campo, no bairro mais degradado, até ao condomínio mais luxuoso, nas vilas e aldeias mais remotas às cidades de província ou às metrópoles urbanas.
Mas não se ficam por aqui, aos com muito dinheiro prometem baixar impostos e oportunidades de novos negócios na saúde, na educação, nos transportes e até na segurança, sectores que devem ser privatizados.
Aos desempregados ou empobrecidos da classe média, prometem emprego e melhores salários.
Rejubilaram com a recente vitória nos Países Baixos do camarada Geert Wilders, denominado grande populista, que veio engrossar o agrupamento do Parlamento Europeu Identidade e Democracia (ID), que tem como objectivo destruir as bases do projecto europeu.
Trata-se dum inimigo assumido da imigração, para além dum declarado antieuropeu é um negacionista das alterações climáticas.
Já chegou a propor um referendo para que o seu país, que foi um dos fundadores da União Europeia, a abandone.
Wilders, também conhecido como o “Trump europeu”, promete todo o apoio a este seu ídolo americano, onde conta estar presente na próxima Convenção Republicana, para lhe dar um forte abraço de leal amizade.
Tal como outros extremistas da direita europeia, defende o fim das sanções à Rússia e o cancelamento do envio de mais dinheiro e armas para a Ucrânia.
Limitou-se a seguir as posições, tanto de Tino Chrupalla do partido neonazi da AfD, como da Marine Le Pen da União Nacional de França.
Os apoios financeiros e ideológicos de Putin têm de ser retribuídos.
Equívocos e contradições invadem as reflexões erráticas dos protagonistas deste aglomerado de protofascistas e nacional – populistas.
O “irmão” português pertence a este clube.
Apesar de afirmar que não concorda com alguns dos princípios, realça estar muito contente de lá estar.
Negam até à exaustão o que tinham afirmado instantes antes como verdades absolutas.
Alinhados com os seus camaradas do “Vox” de Espanha, igualmente combatem qualquer pretensão federalista ou independentista, pelo que os resistentes da “causa açoriana” devem ficar de sobre aviso.
Em boa verdade a 25 de Abril de 2024 não se irão comemorar cinquenta anos de democracia, mas só lá para 25 de Novembro de 2025.
O verdadeiro dia em que Portugal nasceu para a democracia.
Proclamam sem rebuço os arautos dum Portugal Primeiro, Grande Novamente e de Raça Lusa Pura.
Por isso advogam restaurar o dia 10 de Junho como o dia da Raça.
Igualmente, embora reconhecendo o simbolismo do 25 de Novembro, pretendem mudar radicalmente o Sistema Politico, decorrente dessa data.
Chegou a hora de dar voz ao Povo. Nós somos a voz dos que não a têm.
Comentadores e jornalistas de determinado canal televisivo privado tudo têm feito, com subtileza e eficaz dissimulação, para que o auto – intitulado “ser providencial”, ganhe cada vez mais notoriedade junto dos potenciais eleitores.
Não é por acaso que em recentes sondagens está a apenas seis pontos percentuais do segundo partido mais votado.
Toda esta gente das direitas radicais e populistas, esteve recentemente reunida em Lisboa, cujo anfitrião foi o congénere português.
Todos estes políticos nacionalistas assumidamente xenófobos e racistas são também acérrimos defensores da teoria da substituição, isto é, as populações brancas estarem a ser substituídas demográfica e culturalmente por povos não europeus, através das imigrações em massa.
Consta que os princípios desta teoria estarão a ser subscritos, sem hesitações, pela extensão lusa da renascida horda nacionalista nazi fascista.
Em comum alimentam a ideia de terminarem com o projecto europeu, uma vez que acreditam na soberania de cada país decidir po si.
Como costuma dizer o nosso povo “diz-me com quem andas dir-te-ei quem és”.
Aproximam-se eleições em Portugal, está no voto dos eleitores decidirem do seu futuro, se pretendem um sistema democrático, que embora com todas as suas vicissitudes, ainda não apareceu nenhum melhor, ou ao invés optarem pelos “seres providenciais”, que como a História nos ensina, só sabem governar em ditaduras.

António Benjamim

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